Unimed-BH reforça importância do acompanhamento contínuo no Dia Nacional do Controle da Asma

Cooperativa desenvolve o Programa de Atenção Ambulatorial à Criança com Asma, na Unidade Contagem, com bons resultados

20/06/2017 18:56

Arquivo pessoal
Giovana, de quase quatro anos, tinha crises mensais de asma e agora está há sete meses sem necessidade de hospitalização (foto: Arquivo pessoal)

Nesta terça-feira, no Dia Nacional de Controle da Asma, a Unimed-BH alerta para os cuidados com a doença, que não podem ser deixados de lado ao longo do ano e devem ser reforçados com a chegada do inverno, período em que os sintomas se agravam por causa do clima frio. As crianças, especialmente, merecem atenção e, para trabalhar a assistência adequada, a Cooperativa desenvolve o Programa de Atenção Ambulatorial à Criança com Asma, na Unidade Contagem, desde 2013. A iniciativa vem alcançando bons resultados, como redução do número de internações entre o grupo acompanhado.

“A asma acomete as vias aéreas e o controle da doença é muito importante desde cedo. Por isso, procuramos sempre identificar e conduzir os pacientes que dão entrada no Pronto-Atendimento para o Programa”, conta a pediatra do Programa, Cibele Amaral Cunha. O trabalho tem como objetivo diagnosticar precocemente, prevenir e controlar as crises, bem como aprimorar a qualidade de vida dos pacientes, sendo realizado por uma equipe multidisciplinar de médicos e profissionais de enfermagem.

O tratamento consiste em um acompanhamento contínuo por meio de consultas médicas e orientação da equipe de enfermagem. Participam crianças de até 12 anos de idade. Resultados podem ser constatados. Entre o grupo de 840 participantes em 2016, a frequência no pronto-atendimento foi reduzida em 34% e houve queda de 54% nas internações. Além disso, antes da entrada no programa, a asma correspondia a 37% das motivações de internações dos participantes, e, com o acompanhamento, a doença passou a ser responsável por 21% das internações. “Notamos ganhos importantes para as crianças, com melhoria da qualidade de vida, redução das hospitalizações e até de gastos com medicamentos”, reforça a pediatra.

Mara Silva Carvalho, de 28 anos, tem dois filhos acompanhados pela equipe. “Até para mim, que não tenho asma, a qualidade de vida melhorou com a evolução dos meus filhos”, diz. A filha dela, Giovana, de quase quatro anos, tem síndrome de down e tinha crises mensais de asma. No ano passado, a menina passou por sete internações e chegou a ficar um mês em CTI, e agora, após a assistência do Programa de Atenção Ambulatorial à Criança com Asma, está há sete meses sem necessidade de hospitalização. “Ela dorme e brinca melhor, é mais alegre, bem-disposta e até o desenvolvimento motor evoluiu com o controle da doença. O irmão Benício, de quase três anos, é um bebê chiador, e, com o acompanhamento, também melhorou muito, e já está bem arteiro”, conta a mãe.

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