Manteiga enriquecida com ácido graxo pode ajudar pacientes com Alzheimer

Testes em ratos mostraram que a dieta com a manteiga modificada aumentou a atividade de enzima ligada à memória

por Agência Brasil 09/07/2015 15:28

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Reprodução Internet
Pesquisa indica que dieta enriquecida com ácidos graxos é eficaz para tratamento do estágio inicial da doença (foto: Reprodução Internet)
Pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo sugere que o enriquecimento de manteiga com um tipo ácido graxo encontrado na gordura de lacticínios – o ácido linoleico conjugada – pode ser útil para pacientes com a doença de Alzheimer. Testes com ratos mostraram que uma dieta com a manteiga modificada aumentou a atividade de uma enzima, chamada fosfolipase A2, que está ligada à memória.

Essa enzima atua sobre gorduras que constituem as membranas celulares e sobre ácidos graxos, que funcionam como mediadores na formação da memória. Em pacientes sem a doença, as membranas celulares são fluídas e renovadas normalmente. Em pacientes com Alzheimer, elas são rígidas e dificultam a liberação de ácidos graxos, como o linoleico. Ao enriquecer a manteiga, aumenta-se a atividade dessa enzima, contribuindo para a memória.

“Essa enzima é alterada em pacientes com Alzheimer, então a gente começou a olhar o que poderia estar alterado nesses pacientes em relação ao metabolismo de fosfolipase”, relatou Leda Talib, chefe do Laboratório de Neurociências.

Os estudos com essa enzima são feitos há pelo menos 15 anos no laboratório, mas os testes com a manteiga enriquecida em ratos começaram há cinco anos, informou a pesquisadora. O trabalho foi publicado, em abril deste ano, no periódico científico Journal of Neural Transmission.

Os resultados com ratos indicam que a dieta enriquecida com ácidos graxos é eficaz para tratamento do estágio inicial da doença. Ainda será estudado se a manteiga modificada poderia ser usada também como prevenção do Alzheimer. “Quando começam a aparecer os sintomas, a doença já está estabelecida, então ainda não se sabe em que momento ela começa, por isso a gente fala que poderia ser uma medida preventiva. Ainda vamos investigar,” explicou Leda.

Em relação aos próximos passos da pesquisa, Leda explica que ainda serão feitos mais testes com animais antes de observar os efeitos em humanos, ainda sem previsão de data. Ela observou que é preciso analisar os efeitos que essa alimentação rica em gordura pode acarretar na saúde dos animais.

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