Estética vintage ganha adeptos em BH e chama a atenção nas ruas da capital

O gosto por roupas, músicas, carros, danças e móveis de outros tempos alimentam uma cultura do apego ao passado, que tem força na contemporaneidade

por Carolina Cotta 05/07/2015 10:36

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Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
André Carvalhaes e Thiago Aragão se sentem confortáveis com o estilo adotado (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O bigode é dos anos 1940 e o cabelo do início do século passado – com topete e as laterais raspadas, referência ao corte militar muito popular na época da I Guerra Mundial. A calça de cintura alta fez a cabeça dos homens na década de 1920 e hoje é uma das preferidas do relações públicas Thiago Carvalhaes, de 29 anos. No mundo da moda onde circula, o visual com peças vintage e retrô causam pouco estranhamento. Pelo contrário, reforçam sua capacidade de combinar estilos de tempos diferentes. Mas na rua não há como ele passar despercebido. Apesar de esse jeito de vestir ganhar cada vez mais adeptos, Thiago chama a atenção por onde passa; assim como curiosos ainda se viram para ver um carrão dos anos 1970 passando pela rua.

O resgate e a valorização do passado nos dias atuais são um fenômeno mundial. O colar da vovó é agora disputado nas famílias: de repente, o que era apenas algo velho se torna um sonho de consumo, um acessório indispensável no guarda-roupa mais contemporâneo. O resultado é a valorização de peças antigas e vintages e, principalmente, o investimento da indústria, de vários segmentos, em produtos novos, feitos com a última tecnologia disponível, mas com cara de passado. Vitrolas, geladeiras, televisões retrô estão no catálogo de grandes marcas, oferecendo alta performance, mesmo que a “cara” seja de tempos bem remotos.
Arquivo pessoal
Enne Maia, uma das organizadoras do Tweed Ride BH (foto: Arquivo pessoal)
Mas é na moda que esse fenômeno é mais evidente. Há uma mudança de percepção, e recepção, da sociedade para artigos de vestuário datados. Thiago é apenas um dos tantos amantes dessa roupa de outras épocas. A entrada nesse universo, entretanto, foi muito espontânea. “Quando comecei a trabalhar na área, passei a buscar mais referências. Queria ser diferente de alguma forma e me senti confortável ao vestir roupas que marcaram outras décadas. Foi uma mudança drástica. Tinha um visual básico e fui agregando acessórios. Hoje, meu guarda-roupa não tem nada totalmente moderno, e a roupa puxou o cabelo e o bigode”, lembra.

RESGATE


Ao lado do namorado, o visual merchandiser André Aragão, de 28, fica ainda mais marcante essa volta ao passado. A gravata borboleta, popularizada por Frank Sinatra nos anos 1940 e 1950, e o blazer acinturado marcam o estilo clássico de André, um apaixonado pela alfaiataria. A consolidação dos brechós e um novo olhar para esses espaços de resgate à moda do passado facilitaram o acesso a esse tipo de roupa. “Não é caro se vestir assim, mas é preciso ter cuidado e pensar em como as coisas serão colocadas em prática, para não correr o risco de ficar caricato”, alerta André, que prefere uma leitura atual com menção a outras épocas. A gravata borboleta tornou-se sua marca pessoal.

Thiago e André se vestem assim, andam assim, vivem assim. O antigo, o vintage, o retrô são mais do que uma estética... acabou tornando um estilo de vida que, mais que respeitar o passado, quer trazer o melhor dele para os dias atuais. O Bem Viver foi atrás de histórias de outras pessoas que querem estar mais próximas dessas referências, gente para a qual o presente nada mais é que uma releitura do que já passou. E não é? Tal movimento é responsável pelo resgate de muita “coisa” que andava esquecida... um mérito em si. Estilos de dança e música foram “redescobertos” nessa vontade de experimentar um pouco do que já passou. Uma ode à memória que só faz bem.

VINTAGE X RETRÔ
Vintage refere-se a objetos ou produtos que mantêm sua forma original desde que foram criados. O termo foi incorporado pelo mundo da moda para designar peças que marcaram época, como roupas ou acessórios. Já o retrô é um produto novo, criado com as mesmas características do modelo antigo. Retrô é, portanto, uma repaginação inspirada no vintage. A moda retrô é a releitura de roupas que remetem aos estilos de décadas antigas, dos anos 1920 aos 1960, principalmente.

Um rolé no passado
Memória afetiva impregnada nos objetos antigos, sejam eles carros, roupas, ou acessórios, evoca lembranças e nos remete às nossas origens

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Para Antônio Del Prete, os carros antigos lembram familiares de outras gerações (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Ele se lembra com carinho do dia em que uma amiga da irmã pediu para conhecer sua Rural. O carro estava estacionado em frente à lanchonete que o empresário Antônio Henrique Del Prete, de 54 anos, tinha na época. “Ela perguntou de quem era, pediu para entrar e saiu lá de dentro chorando”, conta Padá, como é conhecido. “Cheiro de carro antigo não sai. Ela entrou e se lembrou do cheiro do carro do avô, recordou-se do tempo em que ia no porta-malas, brincando com outras crianças da família. Todo mundo tem uma história com uma Rural. O avô, o pai, um tio... alguém já teve o carro no passado. Acho que, por isso, ele traz essas lembranças”, acredita.

A paixão de Padá por carros antigos começou cedo. Em 1979, assim que tirou carteira, ganhou do pai uma motocicleta. Mas ele se arrependeu e quando apareceu um senhor vendendo um Jipe 1957, trocou a moto no utilitário americano. “Meu pai gostou da ideia, reformamos o carro e tomei gosto”, lembra. Depois, Padá teve mais dois modelos de cada um até chegar ao Jipe Willys 1947 e à Rural Ford Willys 1975, com os quais anda pelas ruas de BH. “Não gosto de carro antigo para ficar guardado, gosto de ter esses carros para andar com eles”, explica Padá, que adora passear com os carros pelas trilhas e cachoeiras próximas a BH. “Gosto da aventura que eles me proporcionam. Já fiz muito 'fora da estrada' com os dois”, comenta.

Mas o que faz o empresário preferir os carros antigos, mesmo para o dia a dia da cidade, é muito mais que a durabilidade e o amplo espaço interno desses modelos. “Gosto de coisa antiga. De música antiga, de casa antiga. Quanto mais simples for uma coisa, quanto mais próxima estiver do original, mais eu gosto. Gosto da estrutura dos carros antigos e, por serem 4x4, me proporcionam ir a qualquer lugar. Mas é mais que isso. Tem essa coisa de as pessoas admirarem, pedir para a gente buzinar, ter vontade de dar uma volta e elogiar o carro”, explica o apaixonado por carros americanos de outros tempos. “Meu sonho é ter um Chevrolet Belair 1955.”

Consumo ético de moda
Leandro Couri/EM/D.A Press
Para a jornalista Valéria Said há sempre uma história para contar nas peças que usa (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
No lugar de roupas produzidas em larga escala e com baixa qualidade, peças atemporais feitas a mão, com tecidos naturais e duráveis, produzidas não em indústrias, e sim em pequenos atêlies. Essa é a proposta do Slow Fashion, movimento inspirado no Slow Food, que defende pratos conectados à história e aos ingredientes de onde são desenvolvidos. A jornalista e professora Valéria Said é uma das ativistas da filosofia, que ganha adeptos no Brasil, defendendo o consumo ético de moda e políticas de sustentabilidade para a economia do planeta. A proposta é conscientizar sobre o verdadeiro custo da moda e seu real impacto, da produção ao consumo, para a economia, o meio ambiente e, principalmente, para os direitos humanos de milhares de trabalhadores, que são explorados em condições análogas a trabalho escravo.

Arquivo pessoal
Estudante de design de moda, Carolina Oliveira diz que não se vê vestindo de outra forma (foto: Arquivo pessoal)
O uso de roupas vintage e a cultura dos brechós vai ao encontro dessa filosofia ao dar nova vitalidade a peças usadas, sejam elas de parentes ou desconhecidos. Fascinada pelo jeito de vestir de sua avó, desde a infância Valéria “namorava” o colar de pérolas, que acabou herdando. Há alguns anos se veste com roupas que remetem ao passado, garimpando em brechós, dando uma nova oportunidade a roupas de família e mesmo investindo em uma estética retrô, capaz de atravessar o tempo. Para Valéria, não é só nostalgia. “Há uma memória afetiva nessas peças, que sempre têm uma história para contar. Sinto-me bem em saber que as peças que uso têm história para contar, foram de algum ente querido. Não é uma performance. O bacana mesmo é poder fazer uma moda autoral montando essas produções”, defende.


VESTIR MELHOR

A estudante de design de moda Carolina Oliveira Pereira, de 19, também gosta de resgatar o jeito de vestir de outros tempos e, apesar de estudar moda, afirma não segui-la. “Esse é um dos motivos pelo qual quis resgatar esse conceito retrô, quando me despertou a vontade de me vestir melhor. A mudança, que já faz seis anos, fez com que me sentisse bem e começasse a me encontrar. Adoro a história das décadas passadas e acredito que esse estilo diz muito do que sou. Essa transição foi ocorrendo aos poucos, até que, quando fui perceber, já tinha tomado conta de todo o meu guarda-roupa. Hoje, já não me vejo vestindo de outra forma”, conta. E não é porque busca referências no passado que ela está desatualizada. “O engraçado é que, hoje, muitas das coisas que todos usam são partes do vestuário de antigamente e isso passa despercebido.”

De volta a 1920
Com 20 integrantes, grupo na capital se encontra todos os sábados para treinar e criar coreografias de uma dança de sucesso do século passado que é novamente uma febre

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Os Be Hoppers se vestem a caráter para dançar e se divertir (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Bastou os passos chegarem à novela global para aprendermos seu nome: lindy hop. O mérito por sua popularização, entretanto, é do grupo de apaixonados que resgatou a dança, que surgiu no Harlem na segunda metade da década de 1920, misturando algumas danças da época, como o charleston e o sapateado. Na jazz age, ou Era do jazz, o lindy era uma febre nos Estados Unidos, capaz, inclusive, de unir brancos e negros em um mesmo salão, algo inédito naquela época de segregação racial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a dança perdeu popularidade e ficou quase esquecida. Mas aí está toda a graça de alguém se interessar por uma dança, uma roupa, um carro do passado. Eles voltam com força total.

O lindy, por exemplo, é novamente uma febre. Agora mundial. Nos anos 1980, com a popularização do videocassete, foram resgatados clássicos da época de ouro do swing. Grupos de dançarinos, impressionados com os passos, foram atrás dos lindy hoppers originais. Encontraram Al Minns, Frankie Manning, Norma Miller e outros, os tiraram do ostracismo e os fizeram professores da nova geração de hoppers. Em BH, o BeHoppers nasceu do entusiasmo de Fabrício Martins, Camila Magalhães, Anderson Borges, Bia Cambraia e Leandro Araújo, que se aprofundaram no estudo do estilo. Hoje com 20 integrantes, o grupo se encontra todos os sábados para treinar, aprender e criar coreografias.

Segundo a publicitária Suzana Lattini, uma das apaixonadas pelo lindy, eles estão sempre prontos para divulgar e promover a cena lindy e as swing dances em qualquer lugar, sempre receptivos ao público. O PicLindy, um piquenique dançante que realizam junto com o Tweed Ride, que reúne os fãs das bicicletas vintage e retrô, são uma viagem no tempo. As praças escolhidas se transformam no cenário de um filme antigo, com pessoas circulando com roupas das décadas de 1920 a 1960. Já o Lindy no Bar é um encontro mensal em algum bar da cidade, para dançar, é claro, que é o que eles querem fazer. Para quem não gosta de academias, como Suzana, o lindy se tornou ainda uma atividade física eficiente e, principalmente, prazerosa.

Assista ao vídeo dos BeHoppers dançando Lindy Hop por BH:


Os anos 1920 e seu estilo de dança sempre chamaram a atenção de Suzana, que, pelos filmes, achava incrível como era solto e divertido esse jeito de dançar. Foi por meio de um vídeo em uma rede social que, em 2012, ela descobriu uma aula de lindy em BH. “Não acreditei. Era aquilo que queria. Hoje, a dança se tornou uma parte importante da minha vida. Pratico com pessoas muito queridas. Mais que parceiros de dança, somos um grupo de amigos que se divertem muito juntos, dançando. Além disso, é uma atividade física prazerosa e eficiente para quem detesta academias. E é um tempo que tenho pra mim, para relaxar, deixar o estresse do dia a dia de lado e mergulhar em outra época por meio da música e da dança”, conta Suzana.

PURO SWING

“Não é só uma dança. É o resgate de uma época, com todo seu contexto histórico. E a vida é assim, não há presente sem passado.”

Jaque Martins, designer gráfica, 33 anos

“O Lindy resgata quatro décadas importantes no mundo moderno: a emancipação feminina, de transformação social e de expressivas modificações no vestuário.”

Virgínia Junqueira, revisora, 30 anos

“Muitos dançarinos gostam de moda vintage, porém isso não é um pré-requisito para se dançar Lindy Hop. O importante mesmo é estar à vontade e se sentir bem consigo mesmo.”


Sofia Filizzola, professora

“Se vestir de modo vintage para dançar faz parte do charme do Lindy Hop. Eu me identifico muito com as melindrosas, gosto de me vestir como elas.”

Fabíola Machado, engenheira de alimentos, 43 anos

“Sempre fui adepta do visual retrô. Eu me visto assim diariamente. Após começar a dançar incorporei acessórios e mais peças. Acho importante a caracterização pois ajuda a reviver todo esse glamour da era de ouro do jazz.”

Jéssica Mendes, designer, 25 anos

“O espírito leve e improvisado de dançar lindy é o que mais levei pra minha vida pessoal. Posso dizer que até meus relacionamentos se tornaram mais leves depois que comecei a dançar.”

Anderson Almeida, funcionário público, 37 anos

VESTIDA PARA DANÇAR

Não é obrigatório se vestir como no passado para dançar o lindy hop, mas as roupas da época são tão bonitas, elegantes e confortáveis para dançar que a turma acabou aderindo aos vestidos rodados e sapatilhas, incorporando depois estampas, modelagens, penteados, acessórios e maquiagem, numa onda mais vintage, inspirados nos inúmeros vídeos antigos de dança que assistiram. A moda masculina, na opinião de Suzana, também é superelegante. Nos eventos, os BeHoppers se vestem a caráter e estimulam quem participa a fazer o mesmo. “É lindo ver a pista cheia, com todo mundo com roupas de época. Parece uma viagem ao passado”, acredita.

E assim como os adeptos da moda vintage acabam levando o estilo para outros aspectos da vida, os dançarinos do lindy hop também levam toda uma identidade ligada à dança para o dia a dia. Suzana, por exemplo, já comprava objetos com o design dos anos 1920 a 1960. Também já gostava de vestido e de sapato baixo, mas depois do lindy tudo ficou mais forte. “Passei a prestar mais atenção na modelagem vintage, nas saias mais rodadas, nos pois, nas golas, nos cabelos e acessórios e acabo dando um toque na roupa do dia a dia, aquela com que vou trabalhar. Misturo jeans com sapatilhas retrô, uma blusa com uma gola diferente ou um vestido de bolinhas e um brinco de pérolas e pronto. Já incorporo meu lado antiguinho”, brinca.

Um jeito de ser
Cid Costa Neto/Divulgação
Para a estudante de arquitetura e urbanismo e DJ Enne Maia, não se trata de uma volta ao passado, mas sim um resgate dessa identificação (foto: Cid Costa Neto/Divulgação)
Ela só tem 29 anos, mas ouve músicas do “tempo da vovó”. A estudante de arquitetura e urbanismo e DJ Enne Maia vive em um universo vintage, no qual entrou por meio da música. “Comecei a apreciar rhythm & blues, bluegrass, swing jazz e rockabilly e, naturalmente, isso influenciou outras coisas na minha vida”, conta. A influência da música que vai da década de 1920 a 1960 também a fez se interessar pelo lindy hop, formatar um novo set para discotecagem e, claro, determinou sua forma de vestir. “No meu cotidiano procuro ter sempre uma referência vintage, seja no cabelo, na maquiagem, no sapato e até mesmo na minha bike. Mas, impecavelmente, é só quando vou sair”, conta. Ela afirma nunca ter pensado em como as pessoas reagem ao visual, mas acredita que alguns devem achar que ela é uma cosplay, enquanto outros devem achar tudo lindo.


*Cosplay
Contração de costume play, uma representação de personagem a caráter, uma espécie de fantasia. 


“Não sei se é um estilo de vida. Para mim, é uma identificação cultural incorporada de uma forma muito orgânica e que se tornou presente no dia a dia justamente por isso”, defende. Para Enne, também não se trata de uma volta ao passado, mas sim um resgate dessa identificação. “Não estamos fantasiados porque é algo que faz parte da personalidade”, defende. Já a bicicleta vintage com a qual se desloca pela cidade ela vê sim como um resgate ao passado. “Mas é muito mais uma ferramenta de rompimento com o status quo de mobilidade na cidade, que não comporta mais automóvel”, defende. Enne é uma das organizadoras do Tweed Ride BH, passeio “arrumadinho” que teve sua primeira edição em 2013. A ideia central é desmistificar a ideia de que bicicleta só serve para o esporte e exige o uso de roupas de lycra e afins. “Mostramos que é possível pedalar de forma elegante e com isso colocar a bike no dia a dia com estilo”, afirma.

Marta Mourão/Divulgação
Sylvia Klein, Renata Vanucci e Carol Rennó, do Caffeine Trio: resgate das músicas e de compositores do passado (foto: Marta Mourão/Divulgação)
Já a cantora lírica Sylvia Klein vive uma relação mais profunda com esse universo, talvez pela naturalidade com que isso se desenrola na Europa, onde vive. Sua casa em Berlim é toda decorada com móveis e peças antigos. O blog alemão Souls in a Box, inclusive, fez uma sessão de fotos com Sylvia e seu marido Stephen Bronk, também cantor lírico, nesta casa (acesse aqui). "Não é só a estética vintage que me interessa. É o estilo de vida: usando coisas de segunda mão, reaproveitando. Por isso morro de amores por Berlim, cidade do meu coração, que propõe esse estilo de viver. Por aqui se recicla tudo. São vários os mercados de pulga, onde mergulho com afinco em busca desses tesouros”, conta. Mas a relação de Sylvia com o vintage é bem antiga, tanto que criou o Caffeine Trio, com Renata Vanucci e Carol Rennó, para resgatar tanto a música como os compositores, para não deixá-los morrer ou desaparecer. “Nossas memórias são muito curtas”, lamenta.

Confira a versão do Caffeine Trio para a música When I'm Sixty Four:


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