Médicos recomendam check-up para garantir viagem de férias tranquila

Especialistas alertam para a importância de realizar exames e consultas antes de viagens e dizem que prevenção é o melhor remédio. Quem tem doença crônica deve redobrar atenção

por Márcia Maria Cruz 28/06/2015 14:00

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Arte Paulinho Miranda/EM/D.A Press
Clique para ampliar (foto: Arte Paulinho Miranda/EM/D.A Press)

Cachoeiras e trilhas, praias paradisíacas, chalés na serra, países a serem desbravados, o aconchego de cidadezinhas do interior. Não importa o destino. Com a proximidade das férias escolares, o planejamento de viagem está na ordem do dia para muitas pessoas. O melhor lugar para se hospedar, passaporte e pacotes de passeios são alguns dos muitos itens a se pensar. No entanto, já no destino, todo o planejamento pode ir por água abaixo devido ao aparecimento de um problema de saúde. Para evitar dores de cabeça e outros males, o ideal é realizar um check-up antes da viagem, que inclui exames para identificar doenças crônicas, prescrição de tratamento e até mesmo atualização da caderneta de vacinas. “O check-up é a garantia de que a pessoa está viajando em boas condições de saúde e com as recomendações médicas adequadas no caso da identificação de algum risco”, afirma Ariovaldo Mendonça, médico responsável pelo check-up do Grupo Hermes Pardini

A palavra-chave para a viagem correr da melhor maneira possível é a prevenção. “Muitos vão para uma aldeia pequena sem atendimento ou sem hospital ou para um resort onde vão comer e beber por 24 horas. Tudo muito fora de seu hábitat. As pessoas andam mais, comem mais, praticam esportes que não estão acostumados”, explica Mendonça. O check-up, segundo ele, é recomendado para todas as pessoas, mas ainda mais para diabéticos, obesos, hipertensos, cardíacos, que receberão orientações específicas antes da partida. O médico alerta ainda para a importância da avaliação dos pacientes crônicos. O primeiro passo é a anamnese. A partir de um questionário sobre hábitos de vida, o médico irá identificar fatores de riscos e possíveis aspectos a serem investigados.

O passo seguinte é a consulta com sete especialistas: cardiologista, clínico geral, dermatologista, oftalmologista, fonoaudiólogo, nutricionista e, dependendo do sexo, ginecologista e mastologista ou urologista. Também são realizados 11 procedimentos, entre os quais, audiometria, bioimpedância, ultrassom abdominal, pélvico e de tireoide. Além disso, são realizados 40 exames laboratoriais para identificar os mais frequentes fatores de risco. O custo dos pacotes oferecidos por estabelecimentos médicos varia de R$ 500 a R$ 2,8 mil. “É importante fazer o check-up. Uma pessoa com pressão 20 por 11 não pode viajar. Está sujeita a sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral”, diz. Os exames são realizados num período de seis horas e levam cerca de seis dias para ficar prontos.

ALIMENTAÇÃO EXÓTICA Para as pessoas com problemas crônicos que vão viajar para locais distantes ou em que haja dificuldade no atendimento hospitalar, é importante levar a medicação. Também é imprescindível ter a receita em caso de alguma eventualidade. “É indicado principalmente para viagens ao exterior. Mesmo no Brasil, também é bom estar preparado.”

Ao escolher o destino, é importante saber da temperatura e qual o tipo de alimentação. Um clima muito diferente ou um prato típico muito incomum podem desencadear problemas como alergias. “As pessoas vão para países onde se come escorpião, cobra, alimentos que não fazem parte dos nossos hábitos. Em viagens, as pessoas querem experimentar, mas é bom evitar esse tipo de coisa, prestar atenção ao que se está comendo. A pessoa pode ter uma crise alérgica”, alerta Mendonça. A diferença de ingredientes também é algo que tem que ser levado em consideração, como o uso do dendê e a pimenta na culinária. “Todo o cuidado é pouco para se ter férias tranquilas.”

Outra recomendação é a atenção com a prática de exercícios físicos. Muitas pessoas estão sedentárias, mas, no momento de descanso, resolvem praticar esportes, muitas vezes, testando os próprios limites. “A pessoa não tem costume, mas nas férias joga quatro horas de peteca ou vôlei. Poderá ter uma lesão”, explica. É sempre bom avaliar se a atividade física é compatível com sua faixa etária e com o condicionamento físico.


Vacinas são essenciais


As vacinas são itens indispensáveis ao se planejar uma viagem. Com o retorno de circulação de algumas doenças esse é um cuidado essencial. A reincidência do sarampo e da coqueluche em todo o mundo, é fundamental tomar a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche). “A maioria das pessoas não tem o cartão vacinal, não tem certeza se tomou a vacina e as doses de reforço. A recomendação é que se vacine. É melhor pecar pelo excesso do que pela falta”, diz a especialista em medicina do viajante Marilene Lucinda.

Também são indicadas as vacinas contra meningite. Existem disponíveis três medicamentos: a meningocócica C, a quadrivalente e, mais recentemente disponível no Brasil, a meningocócica B. Para quem viaja para Ásia, África e as regiões Nordeste e Norte do Brasil, são indicadas as vacinas de hepatite A e B. Para algumas viagens ao exterior, é exigido que o cartão de vacina internacional esteja em dia. Uma das aplicações exigidas é a de febre amarela.

VERSÃO INTERNACIONAL
Depois de tomadas as doses, é necessário fazer a versão internacional do cartão de vacinas. O serviço é prestado em postos da Anvisa, em postos nos aeroportos e em Centros de Orientação do Viajante. Em Belo Horizonte, há um centro na Rua Paraíba. A vacina contra a gripe também é uma recomendação, uma vez que as pessoas irão passar por locais fechados e com grande circulação, como aviões e ônibus. Para quem tem mais de 50 anos, a indicação é a vacina pneumocócica. (MMC)

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