Empresa aérea cogita submeter pilotos a testes médicos de surpresa

Tragédia dos Alpes franceses motivou decisão

por AFP - Agence France-Presse 22/05/2015 12:25

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FOTO TEAM MUELLER
O copiloto Andreas Lubitz, 28 anos, estava em depressão e provocou o acidente com o avião da Germanwings (foto: FOTO TEAM MUELLER)
A Lufthansa, empresa matriz da companhia aérea de baixo custo Germanwings, estuda a possibilidade de realizar exames médicos de surpresa com seus pilotos, após a tragédia dos Alpes franceses, o que permitiria detectar se os profissionais tomam antidepressivos de maneira regular.

"Uma possibilidade para identificar o consumo deste tipo de medicamento e ser alertados sobre eventuais fragilidades psicológicas dos pilotos poderiam ser os exames de controle improvisados para os pilotos", informa, em estilo indireto, o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), com base em uma entrevista com o presidente da Lufthansa, Carsten Spohr.

Este tipo de exame seria comparável, ao menos pelo caráter surpresa, aos controles antidoping com atletas de alto nível, afirma o jornal, que faz questão de ressaltar que Spohr não utilizou a analogia.

O presidente da Lufthansa também defendeu uma "análise atenta" sobre em que condições "excepcionais" seria possível flexibilizar o sigilo médico, segundo o FAZ.

Um avião da Germanwings que viajava de Barcelona a Dusseldorf caiu nos Alpes franceses no fim de março e matou as 150 pessoas a bordo, incluindo 72 alemães e 47 espanhóis.

Para os investigadores, o copiloto da aeronave provocou a catástrofe de maneira deliberada. Ele estava em tratamento contra a depressão e havia escondido sistematicamente seu estado de saúde da empresa.

"Ao contrário de outros incidentes aéreos, não é possível tirar conclusões claras em termos de segurança a bordo do drama da Germanwings", disse Spohr na entrevista.

"As marcas Germanwings e Lufthansa superaram bem este teste e a confiança dos passageiros, inclusive, aumentou", disse.

Spohr espera que a filial Germanwings registre lucro este ano.

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