Tratamentos para as olheiras estão cada vez mais eficazes

De tanto falar sobre suas olheiras, a BBB Amanda trouxe o tema para a mídia. Veja qual a origem do problema, os tipos e como tratá-las

por Valéria Mendes 12/02/2015 10:00

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Reprodução Internet
A genética é a principal causa das olheiras, mas fatores externos podem agravar o quadro (foto: Reprodução Internet)
Mulheres, homens e crianças. Todas as pessoas têm olheiras em um certo grau, o que varia é o quanto a ‘mancha’ é proeminente em relação ao rosto, o quanto incomoda e se é ou não relevante para o contexto estético. No caso da BBB Amanda, de 28 anos, o problema parece mesmo incomodar, a ponto de chamar a atenção dos espectadores do reality show, ganhar as redes sociais e incentivar brincadeiras de mau gosto que culminaram com o pronunciamento da mãe da empresária: "Umas têm estrias, outras têm manchas e outras, celulites. Ela tem olheiras. A Amanda é filha de armênio. Quem pesquisar no Google vai ver que essa é uma característica comum da nacionalidade. E aí juntou com minha família que é morena e acabou acentuando."

De fato, a genética influencia o quadro de várias formas, mas a médica Daniela Ribeiro que é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Academia Americana de Dermatologia e American Society for Laser Medicine And Surgery explica que vários fatores do dia a dia estão associados ao agravamento das olheiras: cansaço, má alimentação (principalmente rica em sal), dormir pouco, trabalhar demais, chorar, além da ingestão excessiva de álcool.

O escurecimento periorbital (que pega o olho inteiro) é de origem genética, mas existem os casos em que o escurecimento da pele só se manifesta na pálpebra inferior. Segundo ela, mulheres de pele morena, por exemplo, já têm naturalmente um escurecimento ao redor dos olhos. Nesses casos, mesmo com os tratamentos disponíveis, com o passar do tempo o problema pode retornar em razão dos próprios hábitos da paciente. A espessura de pele também influencia em olheiras mais ‘chamativas’. “Em peles mais finas, os vasos sanguíneos aparecem mais”, explica a especialista.

Além da genética, a rinite alérgica é outra causa das olheiras e é uma das principais razões para a manifestação em crianças. “Só de olhar é possível saber se a criança tem alergia respiratória. Tanto a rinite quanto dormir de boca aberta causam congestão vascular, dificultam a oxigenação do tecido e exacerbam as olheiras”, explica. Em relação aos homens, a dermatologista diz que eles não se incomodam com o problema, mas têm se preocupado com a flacidez ao redor dos olhos e buscado tratamentos.

Como as olheiras podem ter mais de uma causa, a associação de tratamentos tem mostrado mais resultados. Antes de decidir qual a melhor alternativa, é importante a avaliação de um profissional qualificado para descobrir a causa e o tipo das olheiras do paciente. Veja as opções:

PIGMENTAR
Ocorre pelo depósito de pigmento na pele (melanina aumentada em relação à cor da pele da pessoa). Nesse caso, as olheiras são de cor marrom. Esse tipo atinge mais as mulheres de pele morena, as que têm tendência genética e as alérgicas. O tratamento pode ser feito com peeling químico ou laser Q-Swichted fracionado, o mesmo que é usado para retirar tatuagem. Essa técnica explode a melanina e permite que o corpo absorva esse pigmento com mais facilidade.

VASCULAR
Ocorre quando existe um aumento de vasos sanguíneos na região ou por depósito de hemossiderina (um composto do sangue). Nesse caso, as olheiras geralmente são avermelhas, azuladas ou arroxeadas. O tratamento é com luz pulsada. Se a paciente também tiver o afundamento da pálpebra é indicado também o preenchimento que vai melhorar a pele da região e, com isso, os vasos sanguíneos ficarão menos visíveis.

ESTRUTURAL
Nesse caso, as olheiras existem pela falta de tecido na região quando a pele fica muito fina e nota-se o músculo por transparência ou até pela formação de uma sombra na goteira lacrimal, o que deixa a aparência de ‘olho profundo’. Muitas vezes o envelhecimento da região palpebral acaba acentuando as olheiras. O tratamento mais comum para esse quadro é o preenchimentos à base de acido hialurônico com o skinbooster (a técnica é nova e deixa a pela mais vistosa porque é feita uma hidratação junto com a aplicação da substância). Outra opção é o Ulthera ou ultrasson microfocado que trata profundamente a pele para melhorar a flacidez na região. É mais indicado para quem tem rugas.

MISTA
É o tipo mais comum de olheiras. Geralmente existe uma combinação dos fatores relatados acima. Nesse caso, uma mistura de tratamentos deverá ser adotada. Além dos já citados, pode-se usar o laser fracionado de CO2 com a infusão de medicamentos que tanto pode ser a vitamina C ou ácido tranexâmico, muito conhecido por tirar manchas da pele.

Atenção com a maquiagem

Usar maquiagem para despistar as olheiras não tem nenhuma contraindicação, mas atenção, Daniela Ribeiro diz que não retirar os produtos adequadamente pode piorar o escurecimento da pele. “O excesso de pigmento, associado ao sol e sem protetor solar, deixa a área ainda mais manchada”, reforça. Machucar a região dos olhos também agrava as olheiras. Por isso, o excesso de maquiagem deve ser retirado com água e só depois o produto deve ser aplicado. Dê preferência para os demaquilantes mais oleosos.

Soluções caseiras
Sobre usar pepinos, bolsa de água ou chá de camomila para amenizar as olheiras, a médica esclarece a fundamentação do resultado: “Se a pessoa dormiu mal ou chorou muito, por exemplo, desencadeou a congestão dos vasos sanguíneos e as olheiras se destacam. Qualquer coisa gelada que é colocada nessa região vai desinchar a área, mas é um efeito Cinderela, as olheiras vão voltar”, esclarece.

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