Já sabemos a posição em que mais acontece a fratura peniana; mas o que ela é e como tratá-la?

Trabalho realizado pela Unicamp e PUC Campinas mostra que 50% das fraturas penianas acontecem quando a mulher está por cima. Em casos mais graves pode causar curvatura do pênis ou disfunção erétil. Abordagem precoce é imprescindível

por Valéria Mendes 23/01/2015 12:54

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Arte: Soraia Piva/EM/D.A Press
(foto: Arte: Soraia Piva/EM/D.A Press)
Estudo brasileiro publicado no Advances in Urology e muito divulgado nesta quinta-feira (22/01) mostrou que 50% das fraturas penianas acontecem quando, na relação sexual, a mulher está por cima. O trabalho realizado por urologistas da Unicamp e PUC Campinas acompanhou 44 casos entre 2000 a 2013. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia – Regional Minas Gerais e professor da Faculdade de Ciência Médicas de Minas Gerais (FCMMG), Antônio Peixoto Lucena Cunha, o resultado da pesquisa não é motivo para se evitar a posição já que a fratura peniana é um evento bem raro associado, na maioria das vezes, a um sexo ‘vigoroso’. “Muita força ou muita rapidez podem ocasionar o erro da mira e levar à dobra do pênis rígido”, explica.

O urologista Marcelo Salim reforça que “o risco é maior na posição em que a mulher fica sobre o homem porque, nesta situação, o peso corporal recai sobre o membro masculino quando há uma penetração incorreta”.

A posição 'de quatro' aparece como a segunda causa, com 28,6%. Na sequência vem o 'homem por cima' (21,4%), a manipulação do próprio pênis ou masturbação (14,3%) e 9,5% foram relacionadas a ‘causa desconhecida’, já que os pacientes não quiserem revelar o motivo. O que é mais importante saber é que a abordagem precoce pode evitar tanto a disfunção erétil quanto a curvatura do pênis, problemas mais graves associados à fratura peniana. No artigo publicado, foi relatado que apenas dois pacientes tiveram disfunção erétil após a intercorrência no ato sexual.

Os pacientes acompanhados também descreveram como sintomas um barulho seguido de inchaço e dor. Antônio Peixoto Lucena Cunha explica que a fratura peniana é assim chamada por que decorre de uma laceração ou fratura da túnica albugínea, tecido que envolve os corpos cavernosos do pênis. “O risco de disfunção erétil depende da conduta médica adotada, da extensão e do local da lesão”, afirma o especialista. Segundo ele, as lesões são identificadas por ultrasson. O tratamento vai desde o conservador, acompanhamento clínico, repouso do órgão sexual e antiinflamatório até à abordagem cirúrgica em situação de lesão extensa.

Em alguns casos de fratura peniana, o homem pode até continuar o ato sexual em função da descarga de adrenalina que anestesiaria um pouco a região, mas em casos de lesão extensa, de acordo com o especialista, o pênis perde sangue e, consequentemente, a ereção. “Os pacientes que sofreram com essa fratura relatam uma atividade sexual mais vigorosa, popularmente chamada de ‘sexo selvagem’", diz.

Mais do que contraindicar posições sexuais, o estudo chama a atenção para a necessidade de procurar um especialista assim que alguns dos sintomas descritos aparecer.

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