Menino de 5 anos está sob suspeita de ebola nos EUA

A criança estava em Guiné, um dos três países africanos mais afetados pela epidemia da doença, e voltou para os EUA no último sábado

por Correio Braziliense 28/10/2014 10:18

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Um garoto de 5 anos está internado nos Estados Unidos com suspeita de infecção pelo vírus ebola. A mãe do menino, que apresentou febre ontem de manhã, o levou ao Bellevue Hospital Center, em Nova York, para que fosse submetido a exames. A criança estava em Guiné, um dos três países africanos mais afetados pela epidemia da doença, e voltou para os EUA no último sábado. Além dos testes clínicos, os especialistas avaliam se ela entrou em contato com alguém infectado durante a viagem à África.

Enquanto a criança permanece isolada, uma enfermeira foi liberada após quarentena obrigatória em Nova Jersey. Kaci Hickox ficou confinada após ter sido exposta ao vírus durante o tempo que trabalhou com os Médicos sem Fronteiras em Serra Leoa, também uma das nações mais castigadas pela epidemia. Ela alega que foi tratada como uma criminosa assim que desembarcou no Aeroporto Internacional Liberty, em Newark, quando foi levada para o isolamento. “Um homem, que deveria ser um oficial de imigração, disparou perguntas como se eu fosse uma criminosa (…) Ninguém me dizia o que estava acontecendo ou o que aconteceria comigo”, reclamou.

Comunicado do governador Chris Christie informa que, no sábado, um exame feito em Hickox, acusou negativo para ebola e “a paciente monitorada em isolamento felizmente não apresentou sintomas” nas 24 horas seguintes. Após examinada pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças, o CDC, recebeu alta. Não há referências no texto à denúncia feita pela enfermeira, que ameaça processar as autoridades de Nova Jersey pela decisão de mantê-la em quarentena.

A polêmica medida também é tomada pelo Pentágono, que declarou que todos soldados em missão no oeste da África, onde está o foco da doença, serão isolados no fim de suas atividades. Uma dezenas deles já está em quarentena na base de Vicenza, na Itália. Mais serão isolados à medida que forem sendo substituídos. O coronel Steve Warren, porta-voz do Pentágono, descreveu as precauções como “monitoramento intensificado”.

Cúpula de enfermeiros
Reunidos em Madri até quarta-feira, enfermeiros de vários países trocam experiências para melhorar os protocolos e procedimentos na luta contra o ebola. Presidente do Conselho Geral de Enfermagem espanhol, Máximo González Jurado, cuja associação organizou a cúpula com o Conselho Internacional de Enfermagem, lembrou que “95% das intervenções são realizadas pelo pessoal de enfermagem”.

Também ontem, Christos Stylianides, coordenador da União Europeia (UE) para o combate ao ebola, disse que a epidemia é “realmente assustadora” e que é preciso um reforço de mais 4 mil leitos e 40 mil profissionais para contê-la. Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 10 mil casos de infecção e quase 5 mil mortos.

Também em Madri

Receberam alta as 10 pessoas que, assim como Hickox, foram internadas de maneira preventiva após ter contato com Teresa Romero, a primeira pessoa infectada pelo vírus fora da África. Após 21 dias de observação, elas foram liberadas do hospital Carlos III, em Madri. Ente elas, está Javier Limón, marido de Teresa. A auxiliar de enfermagem de 44 anos está curada da infecção, mas permanece internada até conseguir se recuperar completamente. Ela foi contaminada quando atendeu um missionário espanhol infectado em Serra Leoa.

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