Menino britânico Ashya chega a Praga para receber tratamento

Os médicos tchecos que cuidarão do menino temem, no entanto, que seus pais, por serem Testemunhas de Jeová, se oponham a uma transfusão de sangue, caso ela seja necessária

por AFP - Agence France-Presse 08/09/2014 13:44

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REUTERS/David W Cerny
A polícia espanhola havia detido no dia 30 de agosto os pais de Ashya, Brett e Neghemeh King, de 51 e 45 anos, a pedido de Londres por tê-lo tirado sem autorização de um centro médico britânico por divergências com os médicos (foto: REUTERS/David W Cerny )
Ashya King, o menino britânico de cinco anos com um tumor cerebral e cuja odisseia manteve o Reino Unido em suspense, chegou nesta segunda-feira a Praga, oriundo do hospital espanhol onde estava internado, para receber um tratamento médico alternativo, como queriam seus pais. Ashya deixou o Hospital Materno Infantil de Málaga, no sul da Espanha, onde foi internado no dia 30 de agosto, e tão logo chegou na capital tcheca, foi levado para o Hospital Motol. Ainda esta semana será transferido para o Proton Therapy Center (PTC) para tratamento, como queriam seus pais.

O chefe do departamento de hematologia e oncologia infantil deste hospital, Jan Stary, afirmou que, após uma analise do PTC que será realizada na terça-feira, a terapia com prótons pode começar na próxima semana. "Se o tumor não for uma metástase, se for eliminado e não surgir nenhum problema após a realização dos exames, as possibilidades de cura são de cerca de 70%, após a irradiação", afirmou Stary.

A polícia espanhola havia detido no dia 30 de agosto os pais de Ashya, Brett e Neghemeh King, de 51 e 45 anos, a pedido de Londres por tê-lo tirado sem autorização de um centro médico britânico por divergências com os médicos. Os King consideram que a radioterapia convencional prevista pelo hospital de Southampton, no sul da Inglaterra, era muito agressiva para um menino de sua idade, e lutavam há dias para dar a ele um tratamento especial, a base de prótons.

Os médicos tchecos que cuidarão do menino temem, no entanto, que seus pais, por serem Testemunhas de Jeová, se oponham a uma transfusão de sangue, caso ela seja necessária. "A situação não é a habitual", disse o doutor Miloslav Ludvik, diretor do hospital Praga-Motol. "Não podemos descartar o uso de derivados sanguíneos durante o tratamento", acrescentou. O menino, operado recentemente de um câncer cerebral, realizou há mais de dez dias um périplo de carro com seus pais e seus seis irmãos da Inglaterra à França e depois à Espanha, com a polícia a sua procura por acreditar que se tratava de um sequestro.

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