Casos de demência devem triplicar em 40 anos

A Alzheimer Disease International (ADI) informou que, no mundo, hoje, 44 milhões de pessoas têm demência. Em 2050, a quantidade subirá para 135 milhões, transformando a demência em um problema ainda mais grave de saúde pública

por Correio Braziliense 08/12/2013 15:00

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O número de pessoas com demência deve triplicar nos próximos 40 anos. A previsão faz parte de um relatório divulgado nesta sexta-feira pela Alzheimer Disease International (ADI). Segundo a instituição, no mundo, hoje, 44 milhões de pessoas têm o problema. Em 2050, a quantidade subirá para 135 milhões, transformando a demência em um problema ainda mais grave de saúde pública.

“É uma epidemia mundial, e só vai piorar. Se olharmos para o futuro, veremos que o número de pessoas idosas vai aumentar de forma significativa”, declarou Marc Wortmann, diretor executivo da ADI. “É essencial que a Organização Mundial da Saúde faça da demência uma prioridade para que o mundo se prepare para enfrentar essa situação.”

O mal de Alzheimer é o tipo mais comum de demência neurodegenerativa, que tem, entre as características, a dificuldade progressiva em reter memórias recentes, adquirir novos conhecimentos e julgar valores. A estimativa do ADI é de que 38% dos 44 milhões de casos atuais de demência estejam em países ricos. Mas, com o envelhecimento generalizado da população, espera-se que a síndrome comece a crescer em nações em desenvolvimento e subdesenvolvidas.

Na próxima semana, será realizada em Londres uma reunião do G8 — grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia — sobre a demência, qualificada pelo Ministério da Saúde britânico como um “desafio mundial crescente”. Segundo Wortmann, a reunião “será uma oportunidade única para realizar progressos reais muito mais rapidamente e redobrar os esforços para encontrar tratamentos eficazes”.

De acordo com Rebecca Wood, chefe da Alzheimer Research UK, principal agência de pesquisa sobre a doença no Reino Unido, atrasando em cinco anos o início do Alzheimer, é possível reduzir pela metade o número de pessoas que morrem em função das complicações da doença. “Isso teria um impacto significativo sobre as vidas de milhões de pessoas”, avalia. Entre 60 e 65 anos, a prevalência do Alzheimer é de cerca de 1%. Depois dessa faixa etária, ela praticamente duplica a cada cinco anos. A baixa escolaridade e o sedentarismo estão associados à maior prevalência do problema neurodegenerativo.

44 milhões
Quantidade de pessoas que têm demência no mundo, segundo o Alzheimer Disease International

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