Roupa Nova celebra a própria trajetória com shows em BH

Banda relê os 35 anos de carreira em dupla de apresentações no Chevrolet Hall

por Walter Sebastião 04/03/2016 19:02

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O grupo Roupa Nova faz o show Todo amor do mundo nesta sexta e sábado, 4 e 5, às 22h no Chevrolet Hall. O nome do espetáculo alude à revista (com dois CDs) lançada no final de 2015. Por meio da história de um menino, a publicação apresenta a história do grupo, ambientada nos anos 1960-70. “É uma ficção, apesar a narrativa conter fatos que aconteceram”, afirma Ricardo Feghali, tecladista do grupo.

“O Roupa Nova não é grupo que vive do passado, mas do que já fez e vai fazer. O que nos deixa de alma jovem, com vontade de seguir em frente e continuar fazendo música”, diz Feghali. “O momento agora é de dedicação à divulgação de audiobook que apresenta a nossa música de forma diferente”, acrescenta.
Henrique Pontual/Divulgação
Com 16 álbuns de estúdio, cinco ao vivo, um EP, 15 coletâneas e cinco DVDs, Roupa Nova mantém formação original há 35 anos e garante: banda é unida por não ter um líder (foto: Henrique Pontual/Divulgação)
A proposta de estar sempre buscando projetos diferentes pode ser constatada na realização de disco acústico, de CD gravado em Londres e DVD com concerto durante um cruzeiro, cita. O instrumentista avisa que os shows trarão sucessos dos 35 anos de carreira do Roupa Nova.

O essencial na música do Roupa Nova, segundo ele, é a filosofia do grupo. “Não buscamos apenas sucesso, mas construir uma carreira. E conseguimos realizar isso”, avalia. “Somos um grupo eclético, que não pode ser rotulado. Podemos ser românticos, políticos, fazer MPB, rock. Temos uma marca sonora que as pessoas reconhecem e que não depende de um estilo.”

O Roupa Nova mantém até hoje a formação original: Cleberson (piano, teclado e vocal), Feghali (piano, teclado, violão, guitarra, voz e vocal), Kiko (violão, guitarra e vocais), Nando (baixo, voz e vocais), Paulinho (voz, vocais e percussão) e Serginho (bateria, voz e vocais). Manter um grupo musical com os mesmos integrantes ao longo de 35 anos não é simples, como reconhece o músico.

 


Segundo ele, o fato de a banda não ter um líder e a grande liberdade de expressão interna contribuíram para alcançar esse resultado. Acrescente-se a isso decisões administrativas como a de todos os integrantes receberem a mesma quantia no que se refere a direitos autorais, independentemente de serem ou não autores da música em questão.

Para quem quer formar uma banda e viver de música Ricardo Feghali aconselha a trabalhar, melhorar sempre e respeitar o público conquistado. “Procure apresentar sempre o que tiver de melhor e criar coisas novas”, recomenda.

 

O Roupa Nova já ganhou uma biografia e, segundo conta o tecladista, às vezes sonha em transformar o livro em um filme. O grupo tem 16 álbuns de estúdio, cinco álbuns ao vivo, um EP, 15 coletâneas e cinco DVDs.

Todo amor do mundo
Show do Roupa Nova. Sexta e sábado, 4 e 5 de março, às 22h. No Chevrolet Hall, Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi (31) 4003-5588. Mesa setor 1: R$ 520,00 (preço único). Mesa setor 2: R$ 440 (preço único). Arquibancada: R$ 100,00 e R$ 50,00.

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