Campeãs de estilo: conheça grifes que resistem às turbulências do mercado

No comando de empresas fundadas há mais de 30 anos, criadores contam como mantêm o negócio firme e forte em um cenário em transformação

por Laura Valente 22/08/2017 13:47

Mabel Magalhaes/divulgação
Grife Mabel Magalhães, que encerrou atividades no ano passado, fez história em BH (foto: Mabel Magalhaes/divulgação)
 

Entra e sai temporada, o consumidor de moda belo- horizontino lamenta a extinção de etiquetas com as quais se identificava. Mês passado, a Vila Vittini, grife de calçados de luxo, encerrou as atividades. Antes, também a Patachou, referência nacional em tricô, fechou a loja de varejo (no bairro Funcionários) e a Mabel Magalhães – um marco em alfaiataria e moda festa, atuante desde a década de 1980 (quando integrou do Grupo Mineiro de Moda), saiu de cena. No entanto, algumas marcas se mantém firmes e fortes mesmo em um cenário adverso, marcado por incertezas e dificuldades que incluem desde a concorrência com o comércio via aplicativos como o WhatsApp até a alta carga tributária. Aqui, o Feminino & Masculino conversou com empresários e criadores da cidade para saber em quais bases se ancoraram para permanecerem no jogo. A seguir, importantes nomes da moda mineira contam de que forma atravessaram as últimas décadas e chegaram à era da revolução tecnológica como referência de sucesso.

No ramo há 42 anos, e no comando da Ósmio – grife referência em alfaiataria -, Paulo Roberto Soares Carneiro, o Paulinho, começou o flerte com a moda ainda na adolescência, ajudando as irmãs, proprietárias de uma confecção. Ali, já incrementava o negócio por meio do interesse especial em modelagem, fruto do gosto por matérias acadêmicas como química e física. Tanto que começou a criar máquinas para facilitar a execução de peças de qualidade ímpar e ficou conhecido como um professor Pardal do vestuário. “Peça de roupa tem engenharia, ainda mais as do segmento alfaiataria. Ao vestir-se, a mulher precisa de liberdade de movimentos. Sempre pensei nisso e participo da construção técnica da modelagem, da criação. Também corto, costuro e invento máquinas para fazer determinados serviços”, discorre. 

Ósmio/divulgação
Excelência no corte é proposta da Ósmio (foto: Ósmio/divulgação)
 

Com o tempo e já formado em engenharia, a expertise só se refinou. No início, as roupas para gestantes comercializadas em redes de varejo fizeram a fama de Paulinho. Em seguida, ele investiu todas as fichas na alfaiataria, criando modelos de terno e vestidos tubo com informação de moda, tecidos nobres e “modelagem impecável”, como diz. Fundou a Tripoli, grife que depois passou a se chamar Ósmio, nome inspirado na Tabela Periódica. “É um metal de cor azulada, talvez o mais duro da natureza, muito nobre e de alta resistência. Até por isso coloquei o nome, por que as calças que faço duram mais 30 anos, não acabam”, revela sobre o carro-chefe da grife, modelo confeccionado em algodão, elastano e poliamida. “É a campeã de vendas, por que é um modelo que respira, promove liberdade de movimento e não amassa demais. Hoje, em que mantenho apenas a loja de varejo do Shopping Cidade, vendo a média de 130 unidades por mês, em cores variadas e nos modelos flaire e cigarrete. Virou um uniforme, por que deixa a mulher bem arrumada, disfarça o culote e a celulite, e é confortável. Há quem experimente no provador e vá embora vestida”, orgulha-se.

Nestes anos todos, Paulinho participou ativamente da história da moda mineira, protagonizou muitas parcerias, chegou a ter 200 funcionários diretos. Decidiu diminuir o ritmo quando sofreu um assalto à mão armada, viu a vida por um fio, e quis ter mais tempo para experiências “fora da fábrica”. Ainda assim, não para de produzir e socorre muita gente com a habilidade em propor soluções de modelagem que a turma atual desconhece. “Tenho o costume de ajudar colegas. Sou experiente em aplicar entretela em um modelo, por exemplo, técnica que não é de domínio da moçada mais jovem”.

 Formalidade contemporânea

 

Jackson Romanelli/E.M/D.A Press
Paulo Carneiro é o professor pardal da confecção (foto: Jackson Romanelli/E.M/D.A Press)
 

 Atualmente, o habilidoso confeccionista emprega a média de 20 funcionários e lança duas coleções anuais. Apenas o tricô é confeccionado fora. Fiel à alfaiataria, ele conta fazer pesquisas de tendências para criar modelos novos, principalmente observando o que os costureiros do segmento estão fazendo lá fora. Cria a média de 80 a 100 modelos diferentes, com grade de numeração que abrange do manequim 36 ao 48, para público de faixa etária variada, dos 18 aos mais de 70 anos.” Entres os sucessos, também diversificados modelos de blusa, saia, vestidos e outros clássicos. Sucesso recente diante do frio deste inverno em BH foi a venda de trench coats em sarja resinada e lã. “Percebi a oportunidade e abasteci a loja rapidamente. Vendi cerca de 400 unidades em três semanas”, comemora. Em geral, a matéria-prima abrange tricô, poliéster, viscose, seda, tricoline. “Profissionais da área do direito e representantes comerciais consomem bastante”, detalha.

Revisando a própria trajetória, Paulo aponta a fidelidade ao segmento que elegeu como uma das âncoras do negócio. “Sobrevivi pela continuidade do que sempre fiz. A cada dia muitos mudaram de foco, buscaram mais moda. Eu continuei na minha essência, interessado na alfaiataria atemporal. E cheguei aqui atual, oferecendo opções diversificadas, peças que permitem à mulher fazer combinações, coordenar looks da parte de baixo com a parte de cima para estar bem vestida com conforto, numa formalidade contemporânea”.

Moda para trabalhar

Raro Efeito/divulgação
Raro Efeito aposta na versatilidade de modelos para a mulher trabalhar (foto: Raro Efeito/divulgação)
 

Também a Raro Efeito, grife de moda feminina criada em 1990 pelas irmãs Ângela e Beatriz Drummond, fez fama vestindo a belo-horizontina que trabalha fora. Tudo começou pelo interesse pela moda. Ambas receberam influência estética da mãe, a artista plástica Therezinha Drummond, e se espelharam na experiência do irmão, Pedro Paulo Drummond, nome à frente das grifes Les Chemises e Companhia do Terno. “Toda a experiência e conhecimento dele foram fundamentais para a abertura e o sucesso do nosso negócio”, registra Beatriz, médica formada pela UFMG que abriu mão da prática clínica para atuar nas áreas de estilo e produção da grife. “O nosso trabalho é sempre feito em equipe, com estilo de criação focado no perfil da nossa cliente: uma mulher que trabalha, quer estar bem vestida e pagar um preço justo por isso”. Ângela, que é formada em economia e responde pelo financeiro da empresa, acrescenta: “A grife é direcionada a mulheres modernas, atuantes no mercado, que desejam um guarda roupa de cortes perfeitos talhados em tecidos duráveis e de fácil manutenção”.

Nascidas e crescidas na cidade, as irmãs pertencem ao universo do público-alvo que elegeram, o que facilita a identificação do perfil e anseios da clientela. “Conhecemos a expectativa das clientes, minuciosas e exigentes, e procuramos atender a elas especialmente com a qualidade do produto”, mérito que dividem com a equipe de funcionários e colaboradores. “Somos uma equipe que ama o que faz, e trabalha junto com o objetivo de gerar satisfação”, reforçam.

Nas coleções, a dupla não aponta peças hit, mas uma maior variedade de modelos a cada nova temporada como um carro-chefe da grife que atende dos tamanhos P ao ExtraGG. “Tentamos preservar os modelos clássicos, sempre procurados, em variedade de cores e estampas, e também propor o novo”, descrevem. A inspiração vem de pesquisas em revistas, sites, viagens. Do cotidiano e da infância, quando a mãe delas, atualmente uma ceramista reconhecida, já gostava de criações de Pucci e Leonard, “grandes nomes da moda feminina com foco na estamparia e na profusão de cores”, detalha Ângela.

 

Leandro Couri/E.M/D.A Press
Ângela Drummond e a irmã, Beatriz, comandam a Raro Efeito (foto: Leandro Couri/E.M/D.A Press)
 

Sempre atenta ao cenário econômico, a empresária faz uma leitura desses anos todos de mercado, e lembra que empreendeu mudanças para chegar aos 27 anos de moda com o desempenho no azul. “ Quando começamos, havia pouca concorrência. Era possível trabalhar com poucos modelos e tínhamos a nossa própria fábrica. Ao longo dos anos, no entanto, a concorrência aumentou muito, os impostos dirigidos ao nosso segmento também e aí terceirizamos. Em outra estratégia, ampliamos o leque de produtos e nos especializamos também em modelagem para mulheres mais maduras que gostam de investir na própria imagem e acompanhar as tendências da moda”.

Ângela também cita o surgimento das feiras de atacado e o boom da Internet, período em que foi preciso decidir sobre a inserção ou não da empresa em novos modelos de comercialização. “Já avaliamos inúmeras vezes trabalhar com atacado, vender por meio do e-commerce e outras formas e blends de atividade comercial, mas acreditamos que o momento atual é de sobrevivência. Diante de tantas lojas e empresas antigas do nosso segmento em dificuldade ou fechando as portas, precisamos estar bem focadas na continuidade de nossas atividades, sem grandes projetos a curto prazo”, comenta Ângela. Beatriz conta que as decisões têm dado certo: “Depois de enfrentarmos dois anos turbulentos, voltamos a crescer. Estamos muito otimistas, e, para comemorar, caprichamos na coleção de verão”.

Outra estratégia da dupla para manter o negócio próspero frente ao custo Brasil é apostar em aprendizado e experiências de consumo certeiras. “Oferecemos um produto de qualidade, com um preço justo e atendimento de excelência, pois não é segredo que clientes satisfeitos fazem prosperar qualquer negócio. Além disso, nosso olhar para a concorrência é sempre de aprendizado: ou para aprender o que podemos melhorar ou o que não devemos fazer”, frisa Beatriz.

Em conjunto, elas apontam ainda o amor pela profissão e a parceria da equipe como trunfos para manter a grife no mercado, além de muita seriedade. “O nosso amor ao trabalho e a nossa maravilhosa equipe foram sempre os nossos pilares. Com esse apoio, conseguimos superar dificuldades como mudanças em planos econômicos e sobrevivemos a tantas oscilações do mercado”, frisa Beatriz. A irmã completa: “Consideramos união, seriedade, profissionalismo, dedicação, persistência e amor ao que fazemos valores essenciais à sobrevivência de qualquer negócio”.

 Segmento  noivas e festas

 

Arquivo pessoal/divulgação
Editorial de Águeda Chaves (foto: Arquivo pessoal/divulgação)
 

 Estudante de economia, Águeda Chaves, reconhecida por criar vestidos de noiva e de festa sob medida, começou a fazer moda em 1975, aos 19 anos, como alternativa para ter uma renda extra. “Trabalhava em uma empresa de programação de sistemas, quando passei a me incomodar com o aspecto burocrático do serviço em escritório. Ali, resolvi fazer alguns vestidinhos para ganhar dinheiro imediato, mas ainda não imaginava que aquela escolha seria, mais tarde, a minha profissão”, lembra.

O sucesso da pequena produção chamou a atenção da estilista autodidata e a despertou para a possibilidade de criar novos modelos. “A marca começou assim, sem muitas pretensões, do tipo fundo de quintal, na casa nos meus pais. Havia apenas duas butiques mais conhecidas na cidade (Bebete Farah, da Betina e Miriam Bedran, da Sapeca), até por que de uma maneira geral as pessoas faziam roupas em costureiras de bairro. Dali, comecei a vender peças casuais para as amigas e em seguida iniciei uma parceria com essas duas lojas, mas senti certa dificuldade pois meu foco nunca foi criar modelos comerciais demais. Gostava mesmo era de criar roupas com personalidade, ousadas nas cores e modelagens. Com isso, decidi seguir carreira solo e atender de forma personalizada, cliente a cliente, e foi aí que me encontrei na alta costura, que decidi investir a minha vida neste segmento.”
Ao longo das décadas seguintes, Águeda se especializou na criação de vestidos de noiva e de festas. “Escolhi um caminho mais longo de ser percorrido, mas conquistei clientes fiéis, admiradoras do meu trabalho, que me acompanham até hoje. Já visto a terceira geração de várias famílias”, descreve. A estilista conta ter construído a carreira no “boca a boca”, a partir da demanda de “mulheres que buscavam uma roupa diferente do que o mercado fashion e repetitivo oferecia”, como aponta. “As minhas clientes procuram roupas desenhadas e executadas sob medida, para o próprio tipo de corpo, estilo e personalidade”. A principal matéria-prima é a seda. “Todos os tipos: gazar, organza, musseline, crepe...”.
Fonte de inspiração recorrente é estética Oriental, “as cores representam meu forte e diferencial, pois sei trabalhar com combinações, sobreposições de cores, pintura de tecidos, e até pela relação dos orientais com elas, cultura que não tem medo de cor, de compor com elas, sempre os observei”, conta. Águeda também bebe na produção de costureiros de moda dos anos 1940, 1950 e 1960, a exemplo de Lanvin, Pierre Cardin, Balenciaga, Pacco Rabane, Dior, Givenchy, Balmain, Yves Saint Laurent. “ São extremamente femininos e me toca especialmente a época em que trabalhavam se relacionando pessoalmente com as clientes, fazendo uma moda exclusiva”, discorre.

Estrutura enxuta No auge da demanda, nos anos 1990, o ateliê localizado há 25 anos no bairro Santo Agostinho chegou a ter 35 funcionarias internas e 35 externas. Mas frente às mudanças de mercado dos últimos tempos, a estilista enxugou a estrutura. “As crises foram desafiadoras, mas me estimularam a buscar soluções criativas, trabalhando em cima de custo benefício das peças. Há alguns anos, tive que tomar a decisão de reduzir os custos da empresa e diminuir a folha de pagamento. Então, fechei a empresa e virei uma profissional autônoma, trabalhando apenas com mais duas costureiras (também autônomas). Desde então, nós três fazemos todas as roupas juntas (modelagem, costura e bordado). Também a ajuda do meu pai, excelente gestor, foi fundamental para sobreviver e me dedicar à criação nesses anos todos”, ressalta.
Águeda também dá uma outra importância para o negócio, não tão relacionado ao viés comercial. “Tem sido um desafio, mas como o objeto da minha carreira não é o financeiro, mas o prazer de criar roupas bonitas, personalizadas, femininas, perfeitas e atemporais, este é o meu lugar na moda. Pra mim, o resultado, seja ele financeiro ou de reconhecimento, é secundário. É claro que reconheço a importância das finanças, mas não é a minha motivação”, registra a profissional cujo processo de trabalho é lento e exige uma capacitação de mão de obra de qualidade excelente. “Ao longo de toda a carreira tive uma equipe fenomenal, mulheres que também sempre foram motivadas em primeiro lugar pela arte da costura. Hoje, mesmo com um ateliê super pequeno, sigo muito bem assessorada pela Leoseni, Conceição e Dani, profissionais que estão comigo há mais de 20 anos”.

Juarez Rodrigues/E.M/D.A Press
Carreira na alta costura (foto: Juarez Rodrigues/E.M/D.A Press)
 

Apesar da pequena estrutura, Águeda tem a agenda apertada. Na semana da entrevista, por exemplo, estava finalizando a produção de vestidos para uma noiva e a família. “A proposta de atuação da marca sempre foi trabalhar cortes perfeitos, impecáveis, dirigidos a um público festa e noiva. Autodidata, desenvolvi uma maneira própria de criar as modelagens que venho aperfeiçoando ao longo desses 42 anos de carreira. O primeiro passo de qualquer criação minha é conhecer a cliente, entender o seu gosto, as suas características de corpo, a finalidade da roupa. Após, faço e apresento uma pesquisa de tecidos e junto e com a participação dela vou montando a moulage em seu corpo”, detalha.

No universo artesanal que habita, a estilista e costureira não se preocupa com a visibilidade, divulgação e ou o comércio via Internet. Apenas há pouco começou a usar o aplicativo WhatsApp. “A Antônia, minha filha, é quem faz as minhas redes sociais depois de pelo menos três anos tentando me convencer da necessidade”, conta. Ainda assim, é reconhecida também pela nova geração. “Miami ainda não afetou o meu negócio, e isso por que a mulher que me procura está em busca de exclusividade, de um vestido personalizado. Nunca trabalhei com pronta entrega de noivas e acho que pelo fato deu ter me posicionado desta maneira, roupa a roupa, construí uma clientela fiel”, avalia.

Confortável na posição que escolheu para si como criadora de moda, ela cita o talento, a perseverança e paixão pelo que faz como porto-seguro da carreira. “E é claro, até aqui o Senhor me trouxe”. Para finalizar, Águeda celebra a própria trajetória. “Eu dou graças a Deus pela coragem que tive de escolher essa profissão numa época em que os ventos eram bem contrários, inclusive no ambiente familiar. Meu pai tinha o sonho de que eu fosse uma economista de sucesso, renomada. Mas é a partir desta escolha que, quando percorro na memória estes mais de 40 anos de trabalho, posso dizer: valeu e vale a pena!”

Acessórios joias

Jair Amaral/E.M/D.A Press
Tiara da coleção Queen (foto: Jair Amaral/E.M/D.A Press)
 

Outra profissional com história longeva no segmento bodas e festas é Cláudia Parizzi, designer de acessórios para noivas. “Comecei meu trabalho por volta dos 15 anos, em 1968, quando observava, aprendia e ajudava minha mãe, Lilita Gontijo, referência em Minas Gerais pelo trabalho pioneiro em acessórios para noivas”, revela.

Antes de assumir a mesma profissão da mãe, Cláudia se formou design de interiores. No entanto, já havia sido fisgada pelo ambiente em que cresceu, e logo a criação de design e produção de tiaras e acessórios para noivas, até então desenvolvida por hobby, passou a tomar o tempo integral. De lá para cá, ela atua desenhando e criando tiaras para noivas de todo o país, além de receber encomendas diversas para o cinema e a TV. “Nossas tiaras são criadas e desenhadas por mim, uma a uma, e montadas por ourives experientes em nossa fábrica, sempre utilizando o que há de melhor nos banhos e pedrarias. Me dedico de corpo e alma a cada peça, vejo cada uma destas tiaras como peças únicas”.

Traço diferencial no design, aponta, é a forte ligação com a natureza, cenário que inspira os desenhos, a criação. “ Por meio dessa afinidade dou vida às tiaras, sempre utilizando elementos como folhas e flores”. Trabalho este que também faz parte do carnaval. “Desde os anos 2000 recebo convites para criar e produzir fantasias para diversas escolas de samba, musas e destaques do carnaval carioca. São sempre fantasias glamurosas e sofisticadas, feitas de metal, pedras e brilhantes, que já vestiram estrelas como Gisele Bündchen, Xuxa, Luma de Oliveira, Juliana Paes, Grazi Massafera, Luciana Gimenez, Adriana Galisteu, entre outras”, conta.

Segundo Cláudia, a criatividade, a experiência e a dedicação à área blindam a grife das crises de mercado. Tanto que a filha dela, Vívian, vai aos poucos seguindo os passos dela e da avó, numa história que já contempla a terceira geração da família. “Justifico a longevidade neste ramo por diferenciais como a experiência de quase cinco décadas, mas acima de tudo pelo amor e carinho pelo que faço. É preciso muita criatividade e resiliência para estar ativa e sempre um passo à frente da concorrência”, cita.

 

Juarez Rodrigues/E.M/D.A Press
Cláudia Parizzi aposta em inovação (foto: Juarez Rodrigues/E.M/D.A Press)
 

 No esquema de vendas por atacado para as melhores lojas de moda noivas do país, a designer aposta em novidades e no retorno do público para se manter atual. “Criamos novidades e tendências para as noivas, sempre entendendo o momento do mercado e mantendo um canal de diálogo aberto com nossas clientes: um feedback preciso e atualizado do nosso trabalho é fundamental para entender e atender o desejo do público”, ressalta.

Apesar do cenário conturbado da moda em geral, Cláudia comemora os resultados com uma coleção especial, nomeada Queen. “Criada em designs arrojados e modernos, traz ainda a aposta no brilho colorido de pedras semi-preciosas. Sem falsa modéstia, acredito que é a coleção mais bonita que já criei”.

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