Ary Toledo celebra cinco décadas de humor com show neste fim de semana

Com uma coleção de mais de 60 mil piadas, ator pensa bem antes de subir ao palco com novo espetáculo

por Sérgio Rodrigo Reis 27/09/2013 09:10

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Teatro Bradesco/Divulgação
(foto: Teatro Bradesco/Divulgação)
O humorista Ary Toledo diz, em tom de brincadeira, que começou como os grandes artistas: “Por baixo”. Nascido em Ourinhos, interior de São Paulo, sua vida esteve sempre próxima do humor. “Desde criança, mesmo sem saber, fazia as pessoas rirem”, conta ele, emendando uma situação engraçada da época: “Certa vez uma professora me bateu porque eu disse que ela era gorda e feia. Acabou me dando um zero. Fiquei com tanta raiva que retruquei: ‘Não pensa a senhora que me batendo e brigando vai ficar magra e bonita.’ Na hora, em vez de ficar com raiva, ela começou a rir”, recorda-se ele, que desde cedo coleciona situações parecidas. São as melhores que dão o tom ao show 'Ary Toledo: 5.0', hoje e amanhã, no Teatro Bradesco.


Se a graça surgiu naturalmente, desde cedo Ary Toledo aprendeu que deveria lapidar o talento. “Humorista não escolhe a carreira. Não há escola. É vocação. Ser humorista não é para quem quer, é para quem pode.” Outra qualidade fundamental: ser um eterno observador. “Senão, fatalmente cairá no ostracismo.” Depois de cinco décadas de humor, de ver vários estilos e artistas se perderem, ele tem conhecimento de causa quando faz a observação. E sentencia: “Está tudo meio degringolado. Sobretudo o pessoal do stand up. Por aqui, o pioneiro foi José de Vasconcelos, nos anos 1960. Só que era engraçado. Hoje, muitos trabalham sem cenário, sem maquiagem, indumentária, sem produção e, o que é pior: sem graça. Não sou contra. Só acho que a qualidade deveria melhorar”, pontua.

Com uma coleção de mais de 60 mil piadas, Ary Toledo pensa bem antes de subir ao palco com novo espetáculo. Foram somente oito até hoje. “Cada um ficava até sete anos em cartaz. Em São Paulo, só o show 'Ary Toledo com a corda toda' foi visto por 1,2 milhão.” Ele solta uma gargalhada quando questionado se conseguiu enriquecer com tanta graça: “Não posso me queixar, não.” A fórmula de sucesso continua rendendo. Quando pensou em criar um espetáculo para festejar os 50 anos de atividade, resolveu selecionar o melhor da carreira. “Peguei as melhores piadas, fiz duas músicas especiais, coloquei monólogos, efeitos especiais, mímica e mágica.” E o resultado? “Foi o melhor que tive. Costumo gravar a apresentação e contar o número de gargalhadas. Em 90 minutos foram 250. Meu recorde”, avisa.

Figura constante nos domingos de Silvio Santos, no SBT/Alterosa, Ary Toledo ficou conhecido pelas piadas por vezes picantes na televisão. Sobre o patrão – ele acaba de retomar o posto aos domingos no programa do SBT –, é só elogios: “É uma amizade de quase 40 anos. Ele é um cara legal e faço o trabalho de bom grado.”

Para provocar risadas, Ary usa situações inspiradas na política, nas sogras, crianças e nas famosas históris de portugueses. O entusiasmo, a despeito dos 75 anos, permanece. “O riso é contagioso.” Deixando de lado a profissão, faz questão de terminar a conversa com um recado aos mal-humorados. “O riso é o açúcar da vida. A ciência já provou que os bem-humorados são menos suscetíveis às doenças do coração. Então, o jeito é levar a vida assim: se lhe derem um limão, faça uma limonada”, conclui;

Ary Toledo: 5.0
Sexta-feira, às 21h, e amanhã, às 20h, no Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Lourdes. Ingressos: R$ 80 (inteira). Informações: (31) 3516-1360.

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