Marilyn Monroe, que completaria 90 anos hoje, segue como a grande musa da cultura pop

Amparada por estratégias de marketing dos estúdios de Hollywood, Marilyn conquistou status de musa e de objeto do desejo para a maioria dos homens de sua época

por Correio Braziliense Diário de Pernambuco 01/06/2016 10:02

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Reprodução
Atriz também serviu de inspiração para personagens fictícias (foto: Reprodução)
Marilyn Monroe não foi apenas uma atriz. Marcada pela sensualidade e pela personalidade forte e controversa, ela se tornou, acima de tudo, um dos maiores ícones da cultura pop produzidos pelo cinema em todos os tempos. Depois dela, muitas vieram inspiradas pela atitude e pelo sucesso de Monroe, mas nenhuma alcançou a dimensão da atriz que abalou Hollywood na década de 1950 e é cultuada até hoje. Caso não tivesse partido de forma precoce (aos 36 anos) depois de um coquetel de remédios para dormir em 1962, Norma Jeane Mortenson completaria hoje 90 anos.

Amparada por estratégias de marketing dos estúdios de Hollywood, Marilyn conquistou status de musa e de objeto do desejo para a maioria dos homens da época como nenhuma outra atriz tinha alcançado até então. Ao contrário do que se acredita, foi uma posição de que Marilyn tinha consciência e da qual até se valia para alcançar seus objetivos, aponta a biógrafa Lois Banner, autora de Marilyn: The passion and the paradox (Marilyn, a paixão e o paradoxo, em tradução livre).

A postura, no entanto, contribuiu também para o fim trágico de sua vida, segundo a biógrafa. “Cheguei à conclusão de que ela ganhou o poder através da auto-objetificação, tornando-se uma deusa do sexo para os homens e, no final, foi essa postura que a destruiu”, escreveu em texto que comenta a obra. “Ela não tinha nenhuma estrutura a partir da qual pudesse ver sua opressão óbvia como uma mulher em Hollywood, uma das instituições mais patriarcais na história dos Estados Unidos”, completa.


Intimidade
Para além da animada e conhecida vida repleta de festas movidas a sexo, álcool e drogas, Marilyn exibia uma personalidade atordoada na intimidade. Muito associada à figura estereotipada e machista da “loira burra” por conta das personagens que representou, Marilyn era uma leitora ávida (gostava de autores como James Joyce, Samuel Beckett e Gustave Flaubert) e arriscava alguns escritos. São neles (publicados no livro Fragmentos: Poemas, anotações íntimas e cartas de Marilyn Monroe, Tordesilhas) que se revela a face mais torturada da atriz. “Socorro. Sinto que a vida está chegando mais perto quando tudo o que quero é morrer”, escreveu.


Além das notícias
O documentário especial do Lifetime investiga dois pontos relacionados a Marilyn Monroe: os relacionamentos amorosos e os mistérios sobre a morte prematura da atriz. Nesta quarta-feira (1º), às 21h10, será exibido Além das notícias — Os homens de Marilyn Monroe. Na quinta-feira (02), às 21h10, é a transmissão de Além das notícias — Quem matou Marilyn Monroe.

Especial de aniversário
Marilyn também será homenageada pelo canal Telecine Cult que exibirá o especial Happy birthday Ms. Monroe em que transmitirá duas produções eternizadas pela atriz: Os homens preferem as loiras, às 20h10, e, na sequência, às 22h, é a vez de O pecado morado ao lado.

Os segredos de Marilyn Monroe
A HBO exibirá em duas partes o telefilme The secret life of Marilyn Monroe, com direção de Laurie Collyer. A obra é baseada no livro homônimo de J. Randy Taraborelli e tem no elenco Kelli Garner (foto), como Marilyn, e Susan Sarandon, dando vida à mãe da atriz. Em 6 de junho, às 22h, a primeira parte; e a segunda, no dia 13, às 22h.

Marilyn na cultura pop
A musa também serviu de inspiração para a criação de vários personagens da cultura pop, como Laura Palmer, da série de TV Twin Peaks (1990-1991, 2017). O diretor e roteirista David Lynch cita em entrevistas que a ideia toda para o seriado partiu da vida conturbada de Marilyn. Ele queria fazer um filme sobre a personalidade da atriz, cercada de mistérios. Foi daí que surgiu a personagem central do seriado, cuja morte desencadeia vários eventos bizarros em uma pacata cidade norte-americana.

Muitos não sabe, mas até a fada Sininho, da animação Peter Pan (1953), foi em parte baseada na musa. De fato, ao se olhar os cabelos loiros e formas curvas, fica difícil não imaginar Marilyn servindo de modelo para os animadores dos estúdios Disney.

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