'Carrossel - O filme' aposta no carisma dos personagens infantis da novelinha

Sem a professora Helena, longa traz o músico Paulo Miklos como o vilão

por Mariana Peixoto 23/07/2015 10:30

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Paris Filmes/divulgação
Jovens atores interpretam a garotada que luta para impedir a destruição de área verde por especuladores (foto: Paris Filmes/divulgação )
Tem coisas que só acontecem com Silvio Santos. Lançada em maio de 2012 pelo SBT/Alterosa, a novela infantojuvenil 'Carrossel' teve, ao longo de quase um ano de exibição, a média de 12 pontos de audiência. Relançada em 16 de março em horário “adulto” (às 21h15), a reprise vem conseguindo audiência um pouco maior: 12,2 pontos, em média, o que coloca a emissora em segundo lugar no ranking geral, segundo o Ibope.


Levando-se em consideração tais números, os personagens Maria Joaquina, Cirilo, Jorge, Valéria e Kokimoto não devem fazer feio no cinema. Estreia hoje, depois de uma semana de pré-estreias diárias, 'Carrossel – O filme'. A direção é assinada por Alexandre Boury (filho de Reynaldo Boury, diretor-geral da novela) e Maurício Eça.

Um aviso aos fãs da versão brasileira e da original mexicana, reexibida à exaustão pelo SBT/Alterosa ao longo dos anos 1990: desta vez não tem professora Helena. Rodado em São Paulo, o filme leva os personagens, interpretados pelos mesmos atores da TV, para o Acampamento Panapaná. Comandado pelo senhor Campos, esse é o cenário das férias idílicas dos garotos. Só que as aventuras são ameaçadas pela chegada do aproveitador Gonzales, que planeja comprar a área verde para construir um condomínio. Para tal, sabota o acampamento.

“Quando fomos filmar, os atores tinham acabado a novela há mais de dois anos. Eles cresceram, e a gente tinha que mostrar tanto isso quanto uma linguagem diferente da televisão”, afirma Maurício Eça. O projeto foi realizado rapidamente: filmado em janeiro, durante a folga escolar do elenco, foi finalizado a tempo de ser lançado também nas férias.

“Mais do que a gente, os atores conheciam muito bem os personagens. Eles davam o toque, diziam o que tinha e o que não tinha a ver. O mais legal é que criança não julga, ela se entrega mesmo”, explica Eça. Do elenco mirim, os nomes mais célebres são Maisa Silva – a ex-garotinha prodígio de Silvio Santos, hoje adolescente (e com um namorado no filme) – e Larissa Manoela, que faz o papel da autorreferente Maria Joaquina (agora obcecada por selfies).

Para o público adulto, o destaque é a presença do titã Paulo Miklos. Como o personagem Gonzales, o músico garante boas risadas – até para quem tem mais de 5 anos. Seu parceiro de malvadezas, Gonzalito, é vivido por Oscar Filho. Ainda não é oficial, mas se a bilheteria corresponder à expectativa, pode haver uma sequência. “Se formos bem, é meio inevitável, ainda mais porque o público infantil está meio carente. Historicamente, os filmes sempre deram bons resultados, e há anos não há uma franquia do gênero”, conclui o diretor Maurício Eça.

 

Confira a resenha de 'Carrossel':

 

 

 

Três perguntas para... Paulo Miklos , Músico e ator

 

1 - Seu personagem é um vilão clássico dos desenhos animados. Foi essa a intenção?
É um vilão de desenho animado, com todo o exagero cabível. Minha única preocupação foi saber se não estava exagerando demais. Minha referência na parte visual foi o Gomez, da Família Addams. Aquele cabelinho no meio, o visual retrô dos anos 1920... E a parceria com o Oscar Filho foi genial. É um cara com formação de ator que gosta muito dessa coisa física. Era tudo muito divertido, mesmo que ele não tenha falas. A gente teve uma relação muito rica, eu falava pelos cotovelos e ele sofria com minhas broncas.

2 - Sua carreira como ator começa em 'O invasor', de Beto Brant (2002). Desde então, fez TV e cinema. Como se prepara para os papéis?
O primeiro longa de que participei foi com os Titãs, 'Areias escaldantes' (1985), numa cena maluca, meio videoclipe. Ficou por isso até que veio o Beto Brant. Quando me convidou, resisti, disse que achava os filmes dele geniais, mas não saberia o que fazer. Ele me deu um superincentivo e acabei topando. Fiz outros longas e várias minisséries. No cinema, meus papéis acabaram sendo marcantes. Nem sempre boas pessoas, ainda não fiz uma pessoa super do bem, estou esperando o convite. Sempre estudo e aproveito o máximo o encontro com outros atores. Atuar é como na música, vai meio de ouvido.

3 - É difícil conciliar as duas carreiras?
Estou com três estreias ao mesmo tempo, no meio da excursão do disco ('Nheengatu', álbum dos Titãs). No mês que vem, lançamos o DVD do show. É uma atividade frenética. Além de Carrossel, fiz dois curtas que estão estreando em Gramado. Um é 'Quando parei de me preocupar com canalhas', título da HQ do Caco Galhardo, filme do Tiago Vieira em que contraceno com o Matheus Nachtergaele. O outro é 'Dá licença de contar', do Pedro Serrano, em que canto e interpreto o Adoniran Barbosa. No dia da premiação em Gramado, estarei com os Titãs em São Luís. 

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