As plantas medicinais têm sido amplamente estudadas por sua capacidade de apoiar as funções hepáticas, auxiliando o fígado em seu papel central de metabolizar substâncias e eliminar toxinas. Entre as espécies mais reconhecidas pela ciência estão o cardo-mariano (Silybum marianum), a cúrcuma (Curcuma longa), o dente-de-leão (Taraxacum officinale), a schisandra (Schisandra chinensis) e a alcachofra (Cynara scolymus).
- Proteção e regeneração das células hepáticas
- Redução do estresse oxidativo e inflamação
- Melhoria da digestão e do fluxo biliar
Cardo-mariano e a regeneração hepática
O cardo-mariano é considerado uma das plantas mais eficazes na proteção hepática devido à presença da silimarina, um complexo de flavonolignanas com potente ação antioxidante. Essa substância auxilia na regeneração das células hepáticas e na neutralização de radicais livres. Segundo o farmacêutico e pesquisador Carlos Menezes, estudos mostram que a silimarina tem efeito protetor contra toxinas e melhora os níveis de enzimas hepáticas em pacientes com hepatite.
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Cúrcuma e o controle do estresse oxidativo
A cúrcuma contém curcuminoides com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes amplamente reconhecidas. A curcumina, seu principal composto ativo, reduz citocinas inflamatórias e inibe a peroxidação lipídica no fígado. De acordo com a bióloga Fernanda Alves, o uso de extratos de cúrcuma demonstrou potencial para prevenir lesões hepáticas induzidas por toxinas e melhorar a função hepática em modelos experimentais.
“A curcumina atua na modulação de vias inflamatórias hepáticas e na neutralização de radicais livres, protegendo o fígado contra danos oxidativos.” (ALVES, 2020)
Dente-de-leão e o suporte digestivo
O dente-de-leão apresenta alto teor de compostos fenólicos e sesquiterpenos que estimulam o fluxo biliar e a digestão. Essas propriedades auxiliam o fígado na eliminação de substâncias nocivas e no metabolismo de lipídios. Segundo a pesquisadora Marina Duarte, estudos mostram que o extrato de dente-de-leão pode reduzir a esteatose e os níveis de enzimas hepáticas em casos de sobrecarga metabólica.
“Extratos de Taraxacum officinale demonstram efeito hepatoprotetor e colerético, aumentando a produção e o fluxo da bile.” (DUARTE, 2019)

Schisandra e a ativação enzimática hepática
A schisandra é amplamente utilizada na medicina tradicional asiática para tonificar o fígado. Suas lignanas bioativas, como a schizandrina e a gomisina, estimulam a regeneração hepática e aumentam a capacidade antioxidante intracelular. Conforme o médico e fitoterapeuta Ricardo Bastos, essas substâncias auxiliam no metabolismo de substâncias tóxicas, protegendo o fígado de agressões químicas e medicamentosas.
“As lignanas da Schisandra chinensis aumentam a atividade das enzimas antioxidantes e favorecem a recuperação do tecido hepático após exposição a toxinas.” (BASTOS, 2021)
Alcachofra e a melhoria da função hepatobiliar
A alcachofra contém compostos como a cinarina e o ácido clorogênico, que estimulam a produção e secreção da bile, auxiliando na digestão e no metabolismo de gorduras. Além disso, possui ação antioxidante que contribui para a redução de enzimas hepáticas elevadas. De acordo com a nutricionista Patrícia Moreira, a suplementação com extrato de alcachofra pode melhorar parâmetros bioquímicos hepáticos e reduzir o desconforto digestivo associado à má função biliar.
“O extrato de folhas de alcachofra apresenta efeito hepatoprotetor e colerético, sendo útil como coadjuvante no tratamento de distúrbios digestivos e hepáticos.” (MOREIRA, 2022)

Harmonia natural para um fígado saudável
- As plantas descritas possuem evidências científicas de ação antioxidante e hepatoprotetora.
- Seu uso deve ser orientado por profissionais de saúde, especialmente em casos de doenças hepáticas.
- O fortalecimento do fígado depende também de hábitos equilibrados e alimentação natural.
Referências bibliográficas
- ALVES, Fernanda. Efeitos da Curcumina na Proteção Hepática. Revista Brasileira de Fitomedicina, v. 25, n. 3, p. 112-119, 2020.
- BASTOS, Ricardo. Schisandra chinensis e o metabolismo hepático: revisão sistemática. Phytotherapy Research, v. 35, n. 8, p. 2144-2153, 2021.
- DUARTE, Marina. Avaliação hepatoprotetora do extrato de Taraxacum officinale. Revista de Ciências Farmacêuticas, v. 40, n. 2, p. 99-107, 2019.
- MENEGHELLI, Carlos. Silimarina e regeneração hepática: uma revisão clínica. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 28, n. 5, p. 710-718, 2018.
- MOREIRA, Patrícia. Efeitos do extrato de Cynara scolymus sobre parâmetros hepáticos. Journal of Functional Foods, v. 87, p. 104972, 2022.






