A Maranta leuconeura encanta com suas folhas que se fecham à noite e desenhos únicos. Saiba como plantar e manter a umidade ideal para garantir o crescimento desta espécie tropical cheia de vida
Você já reparou como algumas plantas parecem “acordar e dormir” junto com a casa? A Maranta leuconeura, com suas folhas desenhadas e o hábito de se fechar à noite, é exatamente esse tipo de planta que chama a atenção e cria um clima acolhedor em qualquer cantinho. Para que ela fique sempre bonita dentro de casa, é importante entender como imitar, na medida do possível, o ambiente úmido, iluminado e quentinho de onde ela veio.
O que é a Maranta leuconeura e quais são suas principais características
A Maranta leuconeura, também chamada de maranta-riscada ou planta-réptil, é uma espécie herbácea tropical da família Marantaceae. Suas folhas ovais têm nervuras marcantes em tons de verde e vermelho, formando um verdadeiro “desenho” natural que se destaca em salas, escritórios e corredores.
Ao anoitecer, as folhas se erguem como se estivessem em oração, por isso ela é conhecida como “planta que reza”. Acostumada ao sub-bosque de florestas úmidas, prefere luz filtrada, ar úmido e temperaturas amenas. Em casa, cresce bem em vasos médios, com solo leve e rico em matéria orgânica, formando touceiras cheias ao longo dos anos.
Como plantar a Maranta leuconeura passo a passo em casa
Plantar a Maranta leuconeura em casa é simples, e com alguns cuidados básicos você garante um começo saudável. O segredo está em escolher um bom vaso, preparar um substrato adequado e evitar que a água fique parada nas raízes.
- Escolha do vaso: optar por um recipiente com furos no fundo e, se possível, prato com pedrinhas para afastar o excesso de água da base.
- Camada de drenagem: colocar argila expandida, brita ou cacos de cerâmica no fundo, cobrindo com uma manta de drenagem ou pedaço de tecido sintético.
- Preparo do substrato: misturar partes iguais de terra vegetal e composto orgânico, acrescentando areia ou perlita para deixar o solo mais solto.
- Plantio da muda: posicionar a muda de Maranta leuconeura no centro do vaso, preenchendo as laterais com o substrato sem compactar demais.
- Primeira rega: regar até a água começar a sair pelos furos, garantindo que todo o substrato fique úmido de maneira uniforme.
Para você que gosta de plantar, separamos um vídeo do canal Guia das Plantas e Suculentas com dicas para cuidar e curiosidades da Maranta Leuconeura:
Como cuidar da Maranta leuconeura no dia a dia de forma simples
No dia a dia, a maranta gosta de um ambiente claro, mas sem sol direto queimando as folhas. Perto de janelas com cortinas leves costuma funcionar bem; já locais muito escuros deixam as folhas sem cor e o crescimento devagar, enquanto sol forte causa manchas e bordas secas.
Por ser uma planta de clima úmido, ela aprecia solo levemente úmido, sem encharcar, e ar com boa umidade relativa. Para facilitar, você pode adotar algumas práticas simples na rotina de cuidados, como observar a resposta da planta às mudanças de ambiente e ajustar a frequência das regas ao longo das estações.
- Rega: regar quando a camada superficial do substrato estiver seca ao toque, evitando encharcamento.
- Umidade do ar: usar bandejas com água e pedrinhas, umidificador ou agrupar plantas para criar um microclima úmido.
- Temperatura: manter entre 18 °C e 28 °C, protegendo de correntes de ar frio e choques de temperatura, que podem causar estresse e queda de folhas.
- Adubação: a cada 30 a 60 dias, usar pequenas doses de adubo orgânico ou NPK equilibrado para manter cor e vigor.
Como identificar problemas e manter a Maranta leuconeura sempre saudável
Observar as folhas é a forma mais fácil de saber se a maranta está feliz. Pontas marrons costumam indicar ar muito seco, excesso de adubo ou falta de rega regular. Manchas queimadas no centro geralmente aparecem por sol direto, enquanto folhas amareladas e moles são sinal de solo encharcado, exigindo ajuste imediato na rega.
Caso surjam pragas, como pequenos insetos, manchas pegajosas ou teias finas, faça primeiro uma limpeza delicada das folhas com água e sabão neutro bem diluído, enxaguando em seguida. Se o problema estiver mais avançado, recorra a produtos próprios para plantas ornamentais, seguindo as orientações do fabricante, e mantenha a planta em local arejado e estável para que ela se recupere e volte a exibir suas cores vivas.






