A partir de 2026, o Nubank começará a cobrar R$ 6,50 por cada saque feito em caixas eletrônicos das redes Banco24Horas e Saque e Pague.
A taxa fixa substitui qualquer saque gratuito mensal, acompanhando uma tendência de repasse dos custos operacionais e impostos para o cliente.
Por que a NuConta cobra pelo saque em 2026?
A tarifa de saque na NuConta reflete a natureza da conta de pagamentos, que não exige gratuidades segundo o Banco Central. O valor cobre os custos cobrados pelas redes de caixas eletrônicos.
Mesmo com a cobrança de R$ 6,50, ainda pode haver uma taxa de conveniência extra, aplicada pelo operador do caixa. Essa tarifa adicional é informada antes da confirmação da transação.
O Nubank justifica a mudança como uma forma de manter a gratuidade em outros serviços, como TEDs e Pix ilimitados.
Outros bancos também vão cobrar mais pelos saques?
A Caixa Econômica Federal aplica tarifas para saques excedentes conforme Resolução 3.919 do Banco Central, com cobrança para excedentes em 2026.
- Contas correntes e poupança: até 4 saques gratuitos por mês
- Poupança Social Digital (Caixa Tem): limite de 2 saques mensais gratuitos
- Após o limite, a tarifa é de até R$ 3,50
- Movimentações por Pix continuam gratuitas e incentivadas
Atenção: esse movimento acompanha o incentivo ao uso de meios digitais, apesar da alta circulação de dinheiro físico no país.

Quais são os limites de valor para saque nos terminais?
Mesmo com o pagamento da tarifa de saque, o usuário precisa respeitar os limites diários e por faixa de horário, que variam conforme o canal utilizado.
- Em caixas da Caixa (6h às 22h): até R$ 2.000 por saque.
- Período noturno (22h às 6h): até R$ 300 por saque
- Lotéricas Caixa: até R$1.500-2.000 dias úteis (máx. 3 ops./dia), R$500 fins de semana; mínimo varia.
- Banco24Horas e caixas da Caixa: tipicamente entre R$ 500 e R$ 1.500 por saque, variando por banco e horário
Dica rápida: para movimentações maiores, vale optar por transferências via Pix ou agências com atendimento presencial.
Vale a pena continuar sacando dinheiro com frequência?
Com a tarifa de R$ 6,50 por saque, o hábito de sacar dinheiro frequentemente pode se tornar financeiramente desvantajoso, especialmente para valores baixos.
Alternativas como o Pix, que continua gratuito e instantâneo, oferecem soluções mais práticas para transferências e pagamentos diários.
Para quem ainda depende do dinheiro físico, o ideal é organizar os saques para reduzir a frequência e evitar múltiplas cobranças ao longo do mês.
Como se planejar para evitar tarifas bancárias desnecessárias?
Com as novas tarifas, a organização financeira ganha mais importância. Algumas atitudes simples ajudam a evitar custos adicionais.
- Centralize seus saques mensais em apenas uma ou duas operações
- Use o Pix sempre que possível para transferências e pagamentos
- Verifique limites e horários de saque nos aplicativos dos bancos
- Evite saques noturnos, que têm valores reduzidos por segurança
Curiosidade: segundo o Banco Central, Pix representou cerca de 51% das transações no 1º semestre de 2025, com crescimento de 27,6%.






