O salário mínimo nacional subiu para R$ 1.621,00 em 2026, de acordo com decreto publicado pelo governo federal em dezembro de 2025.
Em estados como Santa Catarina, que já possuem um piso regional acima do mínimo nacional, esse avanço pode significar ainda mais ganhos para quem tem carteira assinada.
O que muda com o novo salário mínimo de R$ 1.621 em 2026
O novo valor de R$ 1.621,00 é baseado na inflação efetiva medida (INPC de 4,18%) e na margem de crescimento econômico permitida pelo arcabouço fiscal (2,5%), gerando um reajuste real de 6,79%. Isso garante um aumento real, embora limitado pelo novo regime fiscal.
Esse novo piso serve de base para aposentadorias, auxílios sociais e todos os contratos vinculados ao salário mínimo. Ou seja, qualquer elevação nesse valor tem efeito dominó em diversos setores da economia brasileira.
Para quem recebe benefícios como BPC, pensões ou programas assistenciais, o impacto será direto e positivo, especialmente em cenários de alta nos preços.
Como funciona o piso regional em Santa Catarina – Valores 2026
O piso estadual de Santa Catarina é superior ao nacional e está dividido em faixas conforme a atividade econômica exercida. Esse modelo beneficia categorias que não possuem acordos coletivos específicos.
- Faixa 1: R$ 1.521,00 para agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, construção civil e serviços domésticos
- Faixa 2: R$ 1.576,00 para vestuário, calçados, papel, comércio de jornais e telemarketing
- Faixa 3: R$ 1.669,00 para indústrias químicas, farmacêuticas, alimentação e comércio em geral
- Faixa 4: R$ 1.740,00 para metalúrgicas, mecânicas, seguros, educação, saúde e tecnologia
Esses valores foram reajustados em janeiro de 2026 após negociações entre governo, sindicatos e empresários, levando em conta a inflação acumulada de 2025 e o crescimento econômico.

Novo piso regional de Santa Catarina para 2026 foi definido
O piso estadual de Santa Catarina para 2026 foi oficialmente acordado em 10 de janeiro de 2026, entre governo, sindicatos (Fetaesc, CUT-SC e CTB-SC) e empresários (Fiesc). O reajuste aprovado foi de 7,43% em todas as faixas.
Os novos valores a partir de janeiro de 2026 são:
- Faixa 1: R$ 1.521,00 (reajuste de 7,42% em relação a 2025)
- Faixa 2: R$ 1.576,00 (reajuste de 7,36% em relação a 2025)
- Faixa 3: R$ 1.669,00 (reajuste de 7,61% em relação a 2025)
- Faixa 4: R$ 1.740,00 (reajuste de 7,34% em relação a 2025)
Essa diferença mantém a vantagem do piso estadual sobre o nacional, o que representa ganho direto para os trabalhadores catarinenses em termos de poder de compra. A proposta já foi encaminhada ao governador Jorginho Mello e será transformada em projeto de lei para aprovação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Dica rápida: mesmo que o valor nacional seja referencial, empresas de SC devem seguir os pisos regionais obrigatoriamente – agora com os valores atualizados de 2026.
Quais os impactos de um piso estadual mais alto
Ter um salário base superior ao nacional traz benefícios claros para os trabalhadores, mas também exige equilíbrio por parte das empresas.
- Aumenta o poder de compra e estimula a economia local
- Reduz a vulnerabilidade frente à inflação
- Cria desafios para pequenas empresas manterem competitividade
- Pode atrair mão de obra de outros estados, elevando a demanda por serviços
Esse tipo de dinâmica regional favorece um cenário mais justo dentro do estado, embora não resolva os contrastes econômicos entre as regiões do país.
O que acompanhar sobre os reajustes salariais em 2026
Com o novo salário mínimo de R$ 1.621,00 e o piso regional de Santa Catarina já definidos em janeiro de 2026, vale monitorar os impactos práticos nos próximos meses:
- Implementação oficial dos novos pisos na folha de pagamento (janeiro/fevereiro de 2026)
- Impactos em aposentadorias e auxílios atrelados ao mínimo (BPC, pensões, abonos)
- Aprovação formal do novo piso de SC na Assembleia Legislativa (projeto encaminhado em janeiro de 2026)
- Reação da inflação e do custo de vida à medida do reajuste
- Possíveis ajustes em financiamentos, créditos e cálculos de contribuições
Atenção: mudanças no salário mínimo mexem também com a base de cálculo de impostos, financiamentos e reajustes automáticos em alguns setores. Os impactos já começam a ser computados desde 1º de janeiro de 2026 no salário mínimo federal e devem ser implementados nas folhas de pagamento a partir de janeiro/fevereiro de 2026.






