Você consegue imaginar dois filhotes sozinhos na rua, um deles mal conseguindo andar, e o outro se recusando a deixá-lo para trás? Foi assim que um protetor conhecido como Zadrigman, que circula pelas ruas do México vestido de super-herói, encontrou essa dupla especial. Ele resgatou os dois juntos, respeitando o laço entre eles, e mostrou como o afeto e a parceria também fazem diferença na recuperação de animais doentes e abandonados.
O que aconteceu com a filhote resgatada com erliquiose em cães
A cadelinha resgatada por Zadrigman foi diagnosticada com erliquiose, uma doença transmitida por carrapatos que pode deixar o cachorro muito fraco e com dificuldades de andar. Essa infecção é causada por bactérias do gênero Ehrlichia, que atacam principalmente as células de defesa do sangue e podem abalar bastante o sistema imunológico.
Em países como México e Brasil, onde há muitos carrapatos, essa doença é relativamente comum, especialmente em cães que vivem na rua ou em locais pouco cuidados. Quando o diagnóstico demora, a erliquiose pode se agravar e causar problemas sérios, como dificuldade de coordenação, perda de movimentos e até paralisia, como aconteceu com a filhote da história.

Quais são os principais sintomas da erliquiose canina
A erliquiose costuma aparecer em fases, começando com sinais mais discretos que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Na fase inicial, o tutor pode notar que o cão está “diferente”, mais quieto, sem energia e com mudanças de comportamento e de apetite.
Entre os sintomas mais comuns da erliquiose em cães estão:
- Febre e apatia persistente;
- Letargia e menos vontade de brincar ou passear;
- Falta de apetite e perda de peso gradual;
- Ínguas inchadas em diferentes partes do corpo;
- Vômitos e diarreia em alguns casos;
- Dor ao se movimentar ou dificuldade para caminhar.
Como funciona o tratamento da erliquiose em cães
Mesmo sendo uma doença séria, a erliquiose tem tratamento e muitos cães se recuperam bem quando começam a ser cuidados logo no início. Normalmente, o veterinário indica um antibiótico específico por cerca de 28 a 30 dias, além de remédios de suporte para dor, febre ou anemia, se necessário.
No caso da filhote resgatada, além dos remédios, ela recebeu fisioterapia, estímulos diários e até uma cadeirinha de rodas adaptada para conseguir se locomover. Esses cuidados evitam que os músculos atrofiem, previnem feridas de ficar muito tempo deitada e ajudam o corpo a reaprender a se movimentar, aumentando as chances de recuperar pelo menos parte dos movimentos.
Como prevenir a erliquiose em cães no dia a dia
A melhor forma de proteger seu cão da erliquiose é evitando o contato com carrapatos, já que eles são os responsáveis pela transmissão. Isso significa combinar cuidados com o animal, com o ambiente e com a rotina de passeios, principalmente se ele frequenta locais com muito mato ou outros animais.
Algumas medidas simples e constantes ajudam bastante na prevenção dessa doença:
- Uso regular de antiparasitários tópicos, orais ou coleiras específicas;
- Inspeção do pelo após passeios em parques, sítios ou áreas com vegetação alta;
- Higiene do ambiente, incluindo quintais, canis e locais de descanso;
- Remoção correta de carrapatos encontrados no corpo do cão;
- Consultas veterinárias periódicas, com exames em regiões de maior risco.
Como é a vida de cães que sobreviveram à erliquiose
Depois de meses de cuidados, os dois filhotes resgatados no México começaram uma nova fase da vida, com mais segurança e conforto. A cadelinha que quase perdeu os movimentos voltou a se levantar aos poucos, primeiro com ajuda da cadeira de rodas e, depois, correndo com mais liberdade ao lado do irmão fiel.
Histórias como essa mostram que, com resgate responsável, tratamento rápido e muito cuidado, cães que passaram por doenças graves, como a erliquiose, podem voltar a ter uma vida ativa e cheia de afeto. Em muitos abrigos, duplas inseparáveis como eles esperam por uma família, provando que, com amor e atenção, é possível recomeçar mesmo depois de situações bem difíceis.






