O movimento da calathea não é mágica mas sim um processo chamado nictinastia. Entenda como o pulvino regula a água para a planta orar e por que esse comportamento é um sinal de que sua espécie favorita está muito saudável
Você já reparou que, ao anoitecer, a sua calathea parece mudar de posição, como se estivesse se preparando para dormir? Para quem convive com essa planta no dia a dia, esse “vai e vem” das folhas chama muita atenção e desperta curiosidade sobre o que está realmente acontecendo e como esse movimento é produzido.
O que é o movimento da calathea e por que ele chama tanta atenção
Observando com calma, dá para notar que as folhas da calathea mudam de posição ao longo do dia. Em certos horários, ficam mais abertas, quase na horizontal; em outros, se aproximam umas das outras, apontando mais para cima, como se estivessem em oração ou recolhimento.
Esse deslocamento é bem suave e acompanha o ciclo diário de luz e escuridão, o que mostra que há um mecanismo interno ligado ao ambiente. Não é um truque nem mágica: é apenas uma forma inteligente de a planta se adaptar ao lugar onde está, mesmo dentro de casa.
O que é nictinastia na calathea
A calathea realiza um tipo de movimento chamado de nictinastia, que é quando as folhas mudam de orientação em resposta ao claro e ao escuro. Durante o dia, elas se mantêm mais abertas para captar o máximo de luz possível; à noite, tendem a se fechar um pouco ou se elevar, dando a impressão de que a planta está descansando.
Esse movimento não depende de vento, toque ou outras ações externas diretas. É um ajuste autônomo, controlado por estruturas internas sensíveis à luminosidade, e faz com que a planta pareça estar em constante atividade, mesmo parada no mesmo vaso.
Como a calathea consegue se mexer sem sair do lugar
Para fazer esse movimento nictinástico, a calathea conta com uma região especial na base do pecíolo ou perto do ponto onde a folha se prende, chamada de pulvino. Nessa área, existem células que regulam a entrada e saída de água, mudando a pressão interna e permitindo que a folha suba ou desça levemente.
Quando certas células se enchem de água, a folha se abaixa; quando perdem parte dessa água, a folha se ergue. Mesmo sendo um processo microscópico, o resultado é visível a olho nu e pode ser percebido ao longo do dia, especialmente se você tiver o hábito de olhar a planta em horários diferentes.
Para você que gosta de plantar, separamos um vídeo do canal Meu Quintal com dicas e cuidados para ter com sua calathea:
Quais são as etapas do movimento da calathea
Para entender melhor esse “acordar e dormir” da calathea, é útil saber que existe uma sequência de ações internas acontecendo dentro da planta. Tudo começa com a percepção da luz e termina na mudança visível da posição da folha que vemos em casa.
- Percepção da luz: células sensíveis detectam mudanças na claridade do ambiente.
- Envio de sinais: a planta manda sinais químicos e elétricos até o pulvino.
- Redistribuição de água: há ajuste no fluxo de água e íons entre as células.
- Mudança de posição: com o turgor alterado, o pecíolo se dobra e a folha se orienta de outro jeito.
Por que a calathea faz esse movimento diariamente
A nictinastia da calathea está ligada a estratégias de sobrevivência, não apenas a um charme decorativo. Ao manter as folhas bem abertas durante o dia, a planta aproveita melhor a luz para fazer fotossíntese; à noite, ao erguer as folhas, diminui a exposição e pode reduzir a perda de água pela superfície foliar.
Esse comportamento também pode ajudar a evitar acúmulo de água nas folhas, reduzir pequenos danos causados por gotas de chuva e aproveitar melhor a luz suave da manhã e do fim da tarde. Em seu ambiente natural, florestas tropicais úmidas e sombreadas, esse conjunto de ajustes faz bastante diferença.






