A redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas já foi aprovada na CCJ do Senado em dezembro de 2025 e aguarda votação em plenário, com previsão de votação para fevereiro de 2026. A proposta traz mudanças profundas nas rotinas profissionais.
Com impactos diretos na saúde mental, produtividade e regras de funcionamento das empresas, o projeto já influencia negociações e práticas em todo o Brasil.
Reduzir a carga horária sem cortar salários pode mudar tudo
A proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, sem redução salarial, representa uma virada histórica no mercado brasileiro. O plano é dividido em etapas: 40 horas no primeiro ano, depois redução de 1 hora por ano até atingir 36 horas, totalizando 4 anos de transição.
Essa transição busca alinhar o Brasil a modelos mais sustentáveis, como os adotados em países nórdicos. O foco está na saúde do trabalhador e nos resultados com menos desgaste físico e mental. Gestores de setores como tecnologia e serviços já avaliam os benefícios de um novo modelo produtivo.
O argumento principal é que, ao trabalhar menos horas com mais foco, o colaborador entrega mais, se ausenta menos e se mantém mais engajado, criando um ciclo positivo para empresas e profissionais.
O que muda no trabalho em feriados?
A partir de 1º de março de 2026, o trabalho em feriados em setores do comércio (como supermercados, hipermercados e restaurantes) só poderá ocorrer com autorização formal via convenção coletiva. Importante: trabalho aos domingos continua permitido conforme legislação anterior (Lei 10.101/2000) e não sofre essa restrição. A medida fortalece o papel dos sindicatos e amplia a proteção ao descanso em dias festivos.
Essa exigência aumenta a transparência dos acordos e obriga planejamento estratégico por parte das empresas. A legislação ainda respeita as particularidades locais, exigindo atenção às leis municipais.
- Compensações obrigatórias devem estar na convenção coletiva;
- Funcionamento em feriados deve seguir regras de cada município;
- Turnos devem equilibrar demanda e saúde dos funcionários;
- Horários em feriados passam a ter controle mais rígido via sindicatos.
Dica rápida: setores como comércio e saúde que funcionam sem parar terão de ajustar suas escalas para manter a legalidade sem perder eficiência.

Saúde mental passa a ser responsabilidade direta das empresas
Um dos pilares da nova CLT é a valorização da saúde mental como item obrigatório nos programas de segurança do trabalho. A partir de 26 de maio de 2025, fatores como estresse e ansiedade entram na análise de riscos ocupacionais.
A partir dessa data até 26 de maio de 2026, as empresas têm um período educativo e de transição para se adaptar, sem risco de multas. A partir de 26 de maio de 2026, passam a ser cobradas efetivamente por ações concretas que previnam burnout e promovam qualidade de vida, com fiscalização e aplicação de penalidades.
- Mapeamento de riscos emocionais por cargo ou setor;
- Disponibilização de apoio psicológico aos colaboradores;
- Horários mais flexíveis para áreas sob pressão constante;
- Capacitação de líderes para lidar com emoções no trabalho.
Atenção: essa exigência legal pode impactar diretamente na retenção de talentos, especialmente entre as novas gerações.
FGTS digital via Pix agiliza e fiscaliza os depósitos
Desde março de 2024, o FGTS digital com pagamento via Pix passou a ser obrigatório, eliminando burocracias e reduzindo erros nos depósitos feitos pelas empresas.
Essa inovação permite que os trabalhadores acompanhem os pagamentos em tempo real, e os órgãos fiscalizadores identifiquem atrasos de forma automática. Isso reduz conflitos trabalhistas e facilita auditorias.
- Pagamentos são rastreados instantaneamente com o Pix;
- Integração com o eSocial evita fraudes e inadimplência;
- Empresas ajustam o sistema sem margem para erros;
- Trabalhador tem mais transparência e segurança jurídica.
Curiosidade: essa digitalização antecipou tendências que estavam previstas só para o final da década.
Como as empresas já estão se adaptando às novas regras?
A aprovação da proposta na CCJ em dezembro de 2025 já gerou reações em diversos setores. Empresas mais inovadoras saíram na frente, negociando jornadas menores, focando em metas por resultado e apostando em saúde mental como diferencial competitivo.
Consultorias jurídicas estão sendo acionadas para ajustar contratos e convenções coletivas, mesmo antes da aprovação definitiva no Congresso.
- Horários flexíveis crescem entre empresas de tecnologia;
- Negociações sindicais priorizam bem-estar e equilíbrio;
- Trabalho híbrido ganha novas formas e horários otimizados;
- Gestão por metas supera o antigo controle de ponto.
A mudança sinaliza que o futuro do trabalho será menos sobre horas acumuladas e mais sobre qualidade do tempo aplicado.






