Cães sentem medo intenso com fogos de artifício, podendo fugir ou se machucar. Saiba como criar refúgio seguro, proteger o animal e tornar festas menos traumáticas.
No dia 31 de dezembro, Porecatu, no Paraná, foi tomada pelo som e pelas cores dos fogos de artifício. Em meio à festa, Adjalma passou pelo desespero: seu cachorro Thor, um vira-lata companheiro, fugiu assustado com o barulho, transformando a celebração em uma busca cheia de esperança e ansiedade.
Quais reações os cães têm quando os fogos começam
Entre as reações mais comuns aos fogos em cães estão tremores visíveis pelo corpo, salivação excessiva, latidos insistentes e desesperados e tentativas de se esconder em qualquer cantinho da casa. Em casos mais graves, pode acontecer fuga descontrolada, o que aumenta muito o risco de acidentes e de perda do animal em plena madrugada.
Alguns animais podem sofrer taquicardia, respiração acelerada e até episódios de agressividade por estresse, não porque sejam “bravos”, mas porque estão em pânico. Em áreas rurais ou próximas a rodovias, o risco cresce ainda mais, pois o cachorro pode correr sem direção, ser atropelado ou se perder por longas distâncias, deixando para trás uma família aflita à sua procura.
Como Thor acabou se perdendo durante a virada
O barulho intenso dos fogos fez Thor se assustar e escapar de casa. Desde então, cada minuto foi marcado por preocupação e tentativas de encontrá-lo. Adjalma não desistiu, percorrendo ruas, conversando com vizinhos e compartilhando fotos nas redes sociais.
A esperança crescia a cada aviso, cada publicação compartilhada, na expectativa de que alguém o reconhecesse e ajudasse a trazê-lo de volta. Divulgado no perfil no TikTok, o @gdpropagandas compartilhou o vídeo do reencontro:
Onde Thor foi encontrado e como aconteceu o reencontro
Dias depois, uma boa samaritana encontrou Thor no campo da Usina Central Paraná, antiga usina de açúcar e álcool. Ela reconheceu o cachorro pelas publicações e rapidamente avisou Adjalma.
O reencontro foi emocionante. Thor correu para receber carinho, abanando o rabo sem parar. Adjalma, entre lágrimas, disse: “Achei ele, achei o meu cachorro, minha vida”.
Como proteger cães dos fogos de artifício em datas festivas
Para reduzir os impactos dos fogos de artifício em cães, especialistas em comportamento animal recomendam uma combinação de prevenção e adaptação do ambiente — e, acima de tudo, um olhar de empatia. Lembrar que aquele animal que treme, ofega e se esconde depende de nós para se sentir seguro é um passo importante e muito concreto no cuidado diário.
Manter o pet dentro de casa durante períodos de queima de fogos é uma das medidas mais importantes, quase como acolhê-lo em um “abraço” de proteção. Portas, janelas e portões devem estar bem fechados, preferencialmente com trincos e travas que impeçam uma abertura acidental se o animal tentar forçar a saída, movido pelo medo que ele ainda não consegue controlar.

Quais cuidados básicos ajudam a evitar fugas e acidentes
Nessas datas barulhentas, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença para manter o animal em segurança e ajudar em caso de fuga. A lista abaixo reúne atitudes práticas que todo tutor pode adotar em casa, preparando o ambiente e pensando com carinho em cada detalhe antes dos fogos começarem.
- Identificação atualizada: coleira com placa contendo telefone e nome do tutor, como um “fio de esperança” caso o animal se perca.
- Ambiente fechado: verificar trancas, janelas e possíveis rotas de fuga, pensando em cada detalhe que possa evitar um susto maior.
- Refúgio confortável: caminha, caixa de transporte ou canto protegido, onde o cão possa se encolher e se sentir amparado.
- Sons internos: música calma ou TV ligada para mascarar os estampidos, ajudando a transformar o medo em algo um pouco mais suportável.
- Acompanhamento: presença de um adulto com o animal durante os fogos, oferecendo carinho, segurança e companhia em um momento tão delicado.
Que atitudes devemos evitar com cães durante os fogos
Outro cuidado é evitar deixar o cão acorrentado em ambientes externos, como quintais abertos ou varandas, durante o barulho dos fogos. Em situação de pânico, o animal pode se enforcar, se ferir gravemente ou quebrar estruturas ao tentar escapar, transformando o medo em tragédia e gerando culpa no tutor depois.
Também é desaconselhado levar cães para assistir a shows pirotécnicos em espaços públicos, já que o nível de som costuma ser ainda mais intenso, com multidão, trânsito e estímulos que agravam o estresse. Para o tutor, pode ser um passeio; para o cão, pode ser uma experiência de terror, daquelas que ele não esquece e que pioram o medo em festas futuras.
Convite para você agir pelo bem-estar do seu cão
O reencontro de Thor reforça a importância de proteger nossos animais em momentos de risco. Se você tem um pet, planeje com antecedência e garanta que ele esteja seguro e calmo durante festas e fogos.






