A Marinha do Brasil emitiu um alerta crítico desaconselhando o banho de mar em praias do Sudeste nos próximos dias.
Ondas de até 3 metros e ressaca intensa colocam em risco banhistas, embarcações e aumentam a chance de afogamentos causados por correntes de retorno.
Ressaca pode atingir 3 metros e comprometer segurança no litoral
O aviso vale especialmente para as costas do Rio de Janeiro e São Paulo, onde a Marinha identificou a passagem de uma frente fria sobre o oceano, gerando ondas de grande porte e rompentes agressivos.
Esse fenômeno cria um ambiente perigoso para qualquer tipo de atividade aquática, incluindo mergulhos, esportes náuticos e até caminhadas em faixas de areia estreitas.
A recomendação é que a população evite completamente o mar até que haja nova atualização oficial. O alerta emitido em 2 de janeiro é válido até a madrugada de 5 de janeiro. Em áreas onde a ressaca já começou, o risco é iminente, mesmo para nadadores experientes.
Por que correntes de retorno são as mais letais para banhistas?
As correntes de retorno são canais estreitos de água que se formam durante a ressaca e puxam banhistas em direção ao mar aberto com força e velocidade inesperadas. Invisíveis a olho nu, elas causam pânico e exaustão.
- São responsáveis por grande parte dos afogamentos em praias brasileiras.
- Agem de forma silenciosa, mesmo quando o mar parece “calmo” na superfície.
- Afetam inclusive nadadores treinados, devido à força contrária ao retorno à praia.
- A recomendação é nunca nadar contra a corrente, mas lateralmente.

Mais de 1.100 resgates só no último feriado prolongado
Segundo dados das equipes de salvamento, 1.167 resgates foram realizados apenas no último feriado de verão (31 de dezembro a 1º de janeiro) na zona sul do Rio de Janeiro. Em muitos casos, a causa foi exatamente a presença de correntes de retorno não identificadas.
O número alarmante reforça a importância de respeitar bandeiras vermelhas, orientações de guarda-vidas e alertas emitidos por órgãos oficiais. Ignorar esses sinais coloca vidas em risco real e imediato.
Navegação de pequeno porte também está proibida temporariamente
Além do banho de mar, a navegação de embarcações leves — como lanchas, jet skis e botes infláveis — está temporariamente desaconselhada, segundo o boletim da Capitania dos Portos. O mar agitado torna o controle de pequenas embarcações quase impossível.
- Há risco elevado de capotamento e colisões com recifes ou entre barcos.
- Pescadores artesanais também devem adiar qualquer saída para o mar.
- Marinas e clubes náuticos foram orientados a suspender liberações de saídas.
- Mesmo embarcações maiores devem operar com cautela redobrada.
Entenda como identificar um mar impróprio mesmo sem alerta
Mesmo na ausência de comunicado oficial, há sinais visuais que indicam mar perigoso: espuma intensa se acumulando em pontos da praia, ondas quebrando com ruído forte e faixas de areia se estreitando rapidamente. Essas pistas visuais ajudam a evitar tragédias.
Dica rápida: se o mar parecer desigual, com trechos mais calmos em meio a ondas quebrando, é justamente onde a corrente de retorno pode estar escondida.




