O valor de R$ 2.057,59 (Faixa II) segue oficialmente em vigor no Paraná neste início de janeiro de 2026, enquanto o estado finaliza a definição do novo reajuste anual.
Embora o decreto de 2025 ainda seja a referência legal para pagamentos imediatos, é importante lembrar que o Paraná historicamente aplica o aumento com data retroativa a 1º de janeiro. Portanto, este é o valor base momentâneo.
Quem tem direito ao piso de R$ 2.057,59 no Paraná?
O piso regional de R$ 2.057,59 corresponde à Faixa II do estado (vigência atual conforme Decreto Estadual nº 9468/2025). Ele abrange categorias majoritárias do setor de serviços e foi fixado pelo Conselho Estadual do Trabalho (CETER). A base jurídica segue a Lei Complementar Federal nº 103/2000, que autoriza os estados a terem pisos superiores ao nacional.
Esse valor se aplica a trabalhadores que não têm piso definido por convenção coletiva ou legislação nacional específica. Entre os beneficiados, estão empregadas domésticas, vendedores do comércio e trabalhadores administrativos, que representam uma parcela significativa da força de trabalho estadual.
Veja as quatro faixas salariais regionais do Paraná
O Paraná é o único estado que mantém uma política contínua e progressiva de pisos regionais desde 2006. O modelo é dividido por faixas ocupacionais, com reajustes diferenciados conforme o setor.
Veja as quatro faixas salariais regionais do Paraná (Valores vigentes até a publicação do Decreto 2026):
- Faixa I: R$ 1.984,16 – agropecuária, pesca e floresta
- Faixa II: R$ 2.057,59 – domésticas, comércio e serviços administrativos
- Faixa III: R$ 2.123,42 – produção industrial
- Faixa IV: R$ 2.275,36 – técnicos de nível médio
Nota: Assim que o Governador assinar o decreto de 2026, a diferença deverá ser paga retroativamente.
Atenção: esses valores são válidos apenas para quem não tem remuneração fixada por convenção ou acordo coletivo vigente.
Por que o salário mínimo do Paraná é mais alto?
O salário mínimo regional do Paraná é o mais alto do país porque leva em consideração a realidade socioeconômica local. O estado aplica uma política de valorização que ultrapassa o reajuste da inflação e garante aumento real aos trabalhadores.
Para se ter uma ideia da política de valorização, no último ciclo (2025), a Faixa II teve um reajuste de 6,78%, superando a inflação da época e garantindo ganho real de aproximadamente 2%. A expectativa é que o cálculo para 2026 siga a mesma lógica: INPC acumulado do ano anterior + crescimento do PIB. Esse modelo busca reconhecer a contribuição dos profissionais que mais sofrem com a desvalorização salarial no país.

Qual o impacto econômico para trabalhadores e empregadores?
A adoção de um piso estadual mais alto impacta diretamente cerca de 1,5 milhão de trabalhadores, principalmente empregadas domésticas, cuja valorização salarial histórica tem sido limitada por baixos pisos nacionais.
- Reduz desigualdades regionais
- Estimula a formalização no mercado de trabalho
- Fortalece o poder de compra em economias locais
- Impulsiona o respeito a categorias tradicionalmente subvalorizadas
Dica de Ouro: mesmo recebendo o valor atual (R$ 2.057,59) em janeiro, fique atento ao holerite nos próximos meses. Quando o novo Piso 2026 for aprovado, você terá direito a receber a diferença referente aos dias trabalhados desde 1º de janeiro. Além disso, verifique sempre a Convenção Coletiva da sua categoria, que tem prevalência sobre o piso estadual.





