Queda de pelo é normal na troca de estações, mas falhas e coceira indicam doenças ou estresse. Previna com controle de parasitas, alimentação rica em nutrientes e escovação frequente para manter a saúde do pet.
Você já reparou aqueles tufos de pelo pela casa e ficou em dúvida se isso é normal ou se seu pet está com algum problema? Essa é uma preocupação muito comum entre tutores de cães e gatos, afinal, o pelo é um dos primeiros sinais visíveis de que algo pode não estar bem com a saúde do animal.
Queda de pelo em pets o que é considerado normal
Todo animal saudável perde pelos diariamente, e isso faz parte do ciclo natural de renovação da pelagem. Em certas épocas do ano, como mudanças de estação, essa queda pode aumentar, principalmente em raças com pelagem mais densa.
Nesses períodos, é comum ver mais pelos em camas, sofás e roupas, sem que isso seja sinal de doença. A pelagem continua com brilho, sem falhas aparentes, sem pele exposta e sem vermelhidão. A escovação regular ajuda a retirar os fios soltos e a manter tudo sob controle.
Quando a queda de pelo no pet é sinal de alerta
A queda de pelo passa a preocupar quando surge de repente, em áreas específicas ou acompanhada de outros sintomas. Falhas na pelagem, crostas, feridas, mau cheiro, pele muito vermelha ou ressecada podem indicar alergias, infecções ou outras doenças de pele.
Também é importante ficar atento ao comportamento do animal: coçar demais, roer as patas, lamber sempre o mesmo lugar ou ficar irritado ao ser tocado pode significar dor ou desconforto. Em alguns casos, o pet ainda pode apresentar perda de peso, apatia ou mudanças no apetite e na sede.

Quais são as principais causas de queda de pelo excessiva
A queda de pelo excessiva pode ter muitas origens, desde algo simples, como alergia a pulgas, até problemas hormonais mais complexos. A dermatite alérgica à picada de pulga, por exemplo, costuma causar coceira forte na região lombar e na base da cauda, levando à perda de pelos e machucados.
Infecções por fungos (como micose) e bactérias também são frequentes, gerando áreas redondas com pouca pelagem, descamação, secreção e mau cheiro. Parasitas como ácaros (sarnas) causam coceira intensa e o animal se morde ou se arranha tanto que acaba perdendo pelos. Em muitos casos, é necessário o uso de medicamentos específicos prescritos pelo veterinário para controlar essas infestações.
Queda de pelo por hormônios e fatores emocionais
Alterações hormonais, como hipotireoidismo em cães ou problemas de glândulas adrenais, podem provocar uma queda de pelos mais uniforme e simétrica, muitas vezes sem coceira forte no início. Nesses casos, o tutor percebe a pelagem mais rala e opaca ao longo do tempo.
O lado emocional também conta muito: mudanças na rotina, chegada de novos animais ou pessoas, barulhos excessivos e até falta de estímulo podem levar o pet a lamber ou arrancar os pelos de forma compulsiva, fenômeno conhecido como alopecia psicogênica em alguns gatos. Em situações assim, além do cuidado médico, pode ser indicada enriquecimento ambiental e, em certos casos, acompanhamento com especialista em comportamento.
Como cuidar e prevenir problemas relacionados à queda de pelo
O cuidado do dia a dia faz toda a diferença para manter a pelagem bonita e saudável e, ao mesmo tempo, perceber cedo quando algo está diferente. Escovar o pet com frequência remove pelos mortos, ativa a circulação na pele e ajuda a notar falhas, carocinhos ou feridas que poderiam passar despercebidos.
A alimentação também é peça-chave: proteínas de boa qualidade, gorduras boas (como ômega 3 e 6), vitaminas e minerais contribuem para pelos mais fortes e brilhantes. Água fresca sempre disponível completa esse cuidado básico com o organismo e a saúde da pelagem.
Para você que preocupa com seu PET, separamos um vídeo do canal Veterinário Amigo com dicas para evitar a queda de pelos:
Cuidados práticos para reduzir a queda de pelo no dia a dia
Alguns hábitos simples de rotina ajudam a prevenir problemas associados à queda de pelo e mantêm seu cão ou gato mais confortável e saudável. Eles não substituem a consulta veterinária, mas são um ótimo complemento aos cuidados profissionais.
- Manter o controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas com produtos indicados pelo veterinário;
- Dar banhos com shampoos próprios para pets e respeitar a frequência adequada para a espécie e a raça;
- Levar o pet para consultas regulares de check-up e vacinas em dia;
- Observar mudanças na rotina ou no ambiente que possam causar estresse excessivo;
- Buscar ajuda profissional sempre que a queda de pelos vier acompanhada de coceira, feridas ou alterações de comportamento.






