A partir de 1º de janeiro de 2026, as regras de transição do INSS sofrem ajustes importantes que impactam diretamente quem já estava no mercado de trabalho antes da Reforma da Previdência. Essas mudanças exigem mais planejamento e atenção para garantir o direito à aposentadoria.
Embora a idade mínima definitiva permaneça a mesma — 62 anos para mulheres e 65 anos para homens —, os critérios temporais e de pontuação das regras de transição se tornam progressivamente mais rigorosos, aumentando a complexidade do cálculo para segurados que planejam se aposentar nos próximos anos.
Como a pontuação mínima vai impactar a aposentadoria em 2026?
Na regra de pontos, a soma entre idade e tempo de contribuição define quem tem direito à aposentadoria. Em 2026, essa pontuação mínima sobe em 1 ponto em relação a 2025, refletindo o ajuste gradual que visa alinhar a expectativa de vida à sustentabilidade do sistema previdenciário.
O aumento da pontuação ocorre porque a Previdência busca equilibrar o tempo de contribuição com a idade, evitando aposentadorias antecipadas que pressionariam o orçamento do INSS.
- Mulheres precisam alcançar 93 pontos, com pelo menos 30 anos de contribuição;
- Homens devem atingir 103 pontos, com no mínimo 35 anos de contribuição.
Quais são as alterações na idade mínima progressiva?
Outra mudança significativa é a idade mínima progressiva, que avança 6 meses em relação ao ano anterior. Esse ajuste busca tornar a aposentadoria mais justa e sustentável, considerando a longevidade crescente da população.
Para quem planeja se aposentar em 2026, significa que será necessário trabalhar um pouco mais, mesmo já tendo cumprido o tempo de contribuição.
- Mulheres passam a ter idade mínima de 59 anos e 6 meses, mantendo 30 anos de contribuição;
- Homens terão idade mínima de 64 anos e 6 meses, mantendo 35 anos de contribuição;
- O ajuste semestral permite que o sistema previdenciário distribua de forma gradual o aumento da idade, sem causar impactos abruptos na aposentadoria;
- Dica rápida: revise seu tempo de contribuição para planejar a aposentadoria sem surpresas.

Como funcionam os pedágios de 50% e 100%?
Para quem estava próximo de se aposentar em novembro de 2019, os pedágios previdenciários continuam sendo uma alternativa. Esses pedágios determinam um acréscimo no tempo de contribuição, garantindo que quem já estava no mercado de trabalho não seja prejudicado pelo aumento das exigências.
O pedágio é uma forma de transição justa, permitindo que o trabalhador complete o tempo restante de forma proporcional, evitando perdas abruptas de direitos adquiridos.
- Pedágio de 50%: adiciona metade do tempo que faltava em 2019 ao tempo de contribuição atual;
- Pedágio de 100%: exige dobrar o tempo que faltava em 2019 para se aposentar;
- Essas regras demandam cálculo cuidadoso, pois pequenas diferenças de meses podem alterar completamente o benefício final.
Exemplos práticos para entender as mudanças
Para visualizar o impacto das novas regras, veja alguns cenários típicos:
- Uma mulher com 58 anos e 29 anos de contribuição precisará trabalhar 6 meses adicionais para atingir a idade mínima de 59 anos e 6 meses;
- Um homem com 62 anos e 34 anos de contribuição precisará acumular 1 ano e 6 meses adicionais para alcançar 103 pontos;
- Quem estava perto da aposentadoria em 2019 pode calcular o pedágio de 50% ou 100% para decidir qual modalidade oferece maior vantagem.
Dicas essenciais para planejar sua aposentadoria em 2026
Planejar a aposentadoria diante das mudanças de 2026 exige estratégia e atenção aos detalhes. Confira algumas recomendações fundamentais:
- Revise todos os períodos de contribuição e certifique-se de que estão registrados corretamente no INSS;
- Considere a pontuação atual e a idade mínima progressiva para definir o melhor momento de se aposentar;
- Calcule se o pedágio de 50% ou 100% é vantajoso no seu caso, evitando decisões precipitadas;
- Mantenha documentos organizados, pois comprovações de tempo de serviço podem acelerar a concessão do benefício.
Em resumo, as mudanças de 2026 exigem atenção redobrada e planejamento detalhado. Com compreensão das regras de pontos, idade mínima progressiva e pedágios, é possível garantir uma aposentadoria segura e estratégica.






