O cadastramento biométrico do INSS passa a ser obrigatório para a concessão e renovação de benefícios, começando por aposentadorias e BPC/Loas. A mudança já está valendo e faz parte da nova política de identificação unificada do governo.
As regras incluem prazos escalonados, documentos específicos e impactos imediatos para quem depende dos benefícios. Veja como tudo funciona de forma simples.
O que muda no cadastramento biométrico do INSS em 2025?
A exigência de biometria INSS começou em 21 de novembro e afeta diretamente novos pedidos de aposentadoria e solicitações ou renovações do BPC/Loas. A medida foi criada para reduzir fraudes e acelerar análises.
Um detalhe curioso é que a biometria não é feita diretamente no INSS, e sim validada a partir de bases oficiais já existentes, como CIN, CNH e o banco de dados do TSE. Isso evita que o cidadão precise fazer um cadastro novo do zero.
Como fazer o cadastro biométrico para o INSS?
A validação ocorre quando o cidadão já possui um dos documentos aceitos com biometria. Quem emitiu recentemente a nova CIN, a CNH atualizada ou o Título de Eleitor biométrico já está com tudo pronto.
Uma Atenção importante: a biometria antiga em documentos sem digitalização moderna pode não ser reconhecida, exigindo reemissão. Em alguns estados, a emissão da CIN é feita por agendamento e pode ter fila.
- CIN — Novo RG unificado com dados biométricos nacionais;
- CNH — Desde 2017 já inclui biometria digital;
- Título de Eleitor — Biometria registrada pelo TSE;
- Documentos emitidos há mais tempo podem exigir atualização.

Quais benefícios passam a exigir biometria imediatamente?
O impacto inicial da biometria obrigatória INSS já atinge milhares de requerentes. Apenas dois tipos de benefício foram incluídos na primeira fase, mas ambos são de alta demanda.
Uma curiosidade: técnicos do INSS estimam que a biometria pode reduzir mais de 30% das inconsistências cadastrais em pedidos de aposentadoria.
- Aposentadorias por idade ou contribuição — somente para concessão;
- BPC/Loas para idosos ou pessoas com deficiência — concessão e renovação;
- Solicitações sem biometria válida podem ser suspensas até regularização;
- A análise automática será ampliada conforme a biometria se popularizar.
Quando a biometria será obrigatória para todos os benefícios?
O calendário de ampliação do cadastramento biométrico já está definido e será implementado por fases. O objetivo é que a CIN se torne o documento padrão nacional até 2028.
Dica rápida: se você depende de benefícios variados, emitir a CIN ainda em 2025 pode evitar imprevistos quando a exigência se expandir.
- Maio de 2026: todos os benefícios passam a exigir biometria, mas apenas a CIN será aceita para concessão;
- CNH e Título de Eleitor ainda serão válidos apenas para renovações;
- Janeiro de 2028: só a CIN será aceita para qualquer solicitação ou manutenção;
- A unificação reduz divergências entre bancos de dados federais.
A CIN será realmente obrigatória para todos no futuro?
Segundo o planejamento do governo, a CIN biométrica substituirá gradualmente outras bases, tornando-se o único documento válido para identificação em benefícios previdenciários a partir de 2028.
Isso significa que mesmo quem hoje usa CNH ou Título de Eleitor terá que adotar a CIN para garantir acesso sem interrupções.
- A CIN reúne CPF, RG e biometria em um único documento;
- Estados estão ampliando a capacidade de emissão para evitar filas;
- A versão digital da CIN terá validade nacional;
- A transição será definitiva e sem documento alternativo.






