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Como este ícone da MPB saiu de Três Pontas-MG e conquistou o mundo

20/11/2025
Em Entretenimento
Como este ícone da MPB saiu de Três Pontas-MG e conquistou o mundo

Milton Nascimento - Cantor e compositor - Licença - Wikimedia Commons

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Em uma cidade mineira cercada de cafezais, um menino magro, de apelido “Bituca”, passava os dias entre rádios de válvula, corais de igreja e o violão dos amigos. Décadas depois, aquela mesma voz atravessaria fronteiras, palcos e idiomas, sendo chamada por críticos estrangeiros de “som do Brasil para o mundo”.

A trajetória de Milton Nascimento, de Três Pontas aos palcos internacionais, combina talento raro, parceria criativa intensa e uma fidelidade impressionante às próprias raízes. É uma história em que interior, amizade e música andam sempre de mãos dadas.

Infância entre Rio, adoção e raízes em Três Pontas

Milton Silva Campos do Nascimento nasceu em 26 de outubro de 1942, no Rio de Janeiro. A mãe biológica, empregada doméstica, morreu cedo, e ele acabou sendo adotado por um casal mineiro, Lília e Josino Campos, que o levaram para Três Pontas, no sul de Minas Gerais.

Foi ali que a música começou a ganhar corpo. A mãe adotiva era professora de música e cantora de coral, e o contato com instrumentos e canções fez parte da rotina desde cedo. O apelido “Bituca”, que o acompanharia pela vida toda, nasceu na infância, em brincadeiras de rua.

De bandas locais à mudança para Belo Horizonte

Na adolescência, Bituca já tocava em pequenos conjuntos da região, como o W’s Boys, ao lado do amigo e pianista Wagner Tiso. O repertório misturava samba, bolero, influências de jazz e tudo o que chegava pelas rádios e discos raros que circulavam pela cidade.

Milton-Nascimento-Licenca-Wikimedia-Commons.jpg

Em 1963, veio um passo decisivo: a mudança para Belo Horizonte. A capital mineira, com cena cultural efervescente, abrigava estudantes, artistas e um clima de experimentação que fazia falta ao interior. Foi nesse ambiente que Milton se aproximou dos irmãos Borges e de uma turma de músicos que, anos depois, seriam conhecidos como Clube da Esquina.

Clube da Esquina: a esquina que ligou Minas ao mundo

O ponto de encontro era literal: uma esquina de Belo Horizonte onde jovens se reuniam para tocar, compor e conversar sobre música e política em plena ditadura militar. Naquele grupo estavam nomes como Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Flávio Venturini e outros parceiros que se tornariam fundamentais na obra de Milton.

Dessa convivência nasceu um modo muito particular de fazer música, misturando harmonia sofisticada, melodias abertas, referências do interior mineiro, rock, jazz e música erudita. O ápice dessa fase é o álbum duplo “Clube da Esquina”, lançado em 1972 por Milton e Lô Borges, hoje considerado um dos maiores discos brasileiros de todos os tempos e presença constante em listas internacionais de álbuns essenciais.

A travessia pelos festivais e pela voz de Elis Regina

Antes do reconhecimento definitivo, houve estrada e insistência. No fim dos anos 1960, a canção “Canção do Sal” chamou atenção na voz de Elis Regina, uma das maiores intérpretes do país. Pouco depois, Milton se apresentou no Festival Internacional da Canção, abrindo portas para um público mais amplo.

Elis regina: Licença: Wikimedia Commons

A parceria com Elis marcaria essa fase: juntos, gravaram músicas como “Travessia” e “Morro Velho”, que ajudaram a consolidar a imagem de Milton como compositor capaz de unir dor e delicadeza em melodias inesquecíveis. Aos poucos, a voz que vinha de Três Pontas ganhava projeção nacional.

Do jazz de “Native Dancer” às colaborações internacionais

Nos anos 1970, um novo capítulo se abriu com o saxofonista Wayne Shorter, figura central do jazz mundial. Em 1975, eles lançaram “Native Dancer”, disco que misturava jazz fusion, ritmos brasileiros e composições de Milton, e que se tornaria referência para músicos do mundo todo.

A partir daí, a lista de colaborações cresceu: Herbie Hancock, James Taylor, Paul Simon, Peter Gabriel, Mercedes Sosa e tantos outros se aproximaram da música de Milton, seja gravando com ele, seja reinterpretando suas canções. Mesmo com esse trânsito internacional, críticos destacam que ele nunca abandonou a identidade brasileira e mineira que moldou seu som.

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Reconhecimento, Grammys e a despedida dos palcos

Ao longo das décadas, Milton gravou dezenas de álbuns e acumulou prêmios, incluindo Grammys e Grammys Latinos, consolidando-se como uma das vozes mais respeitadas da música mundial. O disco “Angelus”, de 1993, por exemplo, reuniu convidados internacionais como Pat Metheny, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Peter Gabriel e James Taylor, reforçando essa ponte entre Minas e o resto do planeta.

Em 2022, já com 80 anos, anunciou a turnê de despedida dos palcos, “A Última Sessão de Música”, encerrada com um show histórico no Mineirão, em Belo Horizonte. O encerramento em Minas Gerais, cercado de amigos e de um público emocionado, simbolizou o ciclo de quem saiu do interior, rodou o mundo e fez questão de voltar para casa no momento de se despedir dos grandes estádios.

Tags: artistaCuriosidadesEntretenimentomilton nascimentoMinas Gerais
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