Guarujá deu um passo inédito ao obrigar que toda a infraestrutura de fios passe a ser subterrânea, marcando um novo padrão de modernização urbana no litoral paulista. A medida foi sancionada pelo prefeito Farid Madi em 31 de outubro de 2025 e está em vigor desde 6 de novembro de 2025.
A decisão promete transformar a paisagem da cidade, aumentar a segurança e alinhar o município às práticas adotadas em centros urbanos modernos ao redor do mundo.
Como a nova lei muda a infraestrutura urbana de Guarujá
A nova legislação determina que o cabeamento subterrâneo seja adotado em energia elétrica, telefonia, internet, TV a cabo e fibra óptica. Essa mudança elimina fios expostos, reduz riscos de quedas e acidentes, além de prevenir furtos de cobre e outros componentes metálicos.
O projeto começa pela região central e avança gradualmente para toda a área urbana, com prazo de 2 a 5 anos para a migração completa das concessionárias responsáveis. A multa por descumprimento é de 1.000 UFM (aproximadamente R$ 4.630), valor que dobra em caso de reincidência.
A regulamentação será definida em até 180 dias, estabelecendo critérios técnicos, processos de fiscalização e regras específicas que cada serviço deverá seguir. Todos os custos serão de responsabilidade exclusiva das concessionárias, sem possibilidade de repasse aos usuários ou ao poder público.
Quais benefícios ambientais e turísticos o cabeamento subterrâneo traz para Guarujá?
A adoção da infraestrutura subterrânea traz melhorias imediatas para o visual urbano, fortalece o turismo e eleva a qualidade de vida dos moradores. A iniciativa também coloca Guarujá em sintonia com cidades europeias e norte-americanas que já adotam esse modelo como padrão.
Com menos cabos aéreos, o impacto de ventos e chuvas diminui, tornando os serviços mais confiáveis mesmo em períodos críticos. A seguir, alguns dos principais efeitos positivos dessa transformação aparecem organizados em lista.
- Redução expressiva de falhas no fornecimento de energia e internet
- Valorização de áreas turísticas e comerciais com paisagem mais limpa
A lei realmente deve reduzir acidentes e falhas nos serviços?
A adoção do cabeamento subterrâneo tende a diminuir riscos, pois evita quedas de fios, choques e danos causados por tempestades. Estudos do Ipea indicam que esse modelo reduz significativamente os custos operacionais e de manutenção ao longo do tempo, apresentando menos falhas.
Redes subterrâneas apresentam uma frequência muito menor de interrupções durante períodos de chuvas intensas, com níveis de confiabilidade superiores aos das redes aéreas. A seguir, um dos benefícios operacionais que ajudam a explicar esse ganho de segurança.
- Menos pontos vulneráveis sujeitos a rompimentos em dias de instabilidade climática
Por que o investimento inicial é alto, mas compensa no futuro?
A migração para infraestrutura enterrada exige equipes técnicas especializadas e intervenções no solo, fatores que elevam o custo imediato do projeto. Mesmo assim, o modelo tende a se pagar com a redução de manutenções frequentes e de paralisações de serviços a médio e longo prazo.
Dica rápida: cidades que adotaram esse sistema registram economia expressiva ao eliminar reparos constantes em postes e fiações expostas, principalmente em regiões litorâneas sujeitas a ventos fortes e chuvas intensas. A seguir, um ponto que ajuda a entender por que o longo prazo se mostra mais vantajoso.
- Maior durabilidade dos cabos subterrâneos, com menor necessidade de substituição de componentes






