A palestra conduzida pela jornalista Ana Paula Feitosa trouxe orientações práticas sobre como evitar golpes digitais entre idosos. O encontro mostrou que a atenção constante é a melhor defesa.
Com explicações simples e exemplos reais, a especialista alertou os associados do Sindnapi sobre os riscos mais comuns e como identificá-los rapidamente.
Por que os idosos estão entre os principais alvos dos golpistas?
A vulnerabilidade dos idosos no ambiente on-line cresce conforme aumenta sua conectividade. Muitos criminosos exploram a falta de familiaridade com tecnologias para aplicar golpes rápidos.
Um detalhe curioso trazido pela palestrante é que os fraudadores monitoram hábitos, horários e perfis típicos de navegação para tornar suas investidas mais convincentes.
Como funciona o golpe de phishing e por que ele ainda engana tanta gente?
O phishing é citado como o golpe mais comum, já que se disfarça de mensagens legítimas. Normalmente, ele surge por e-mail, SMS ou WhatsApp, pedindo dados pessoais ou solicitando cliques em links falsos.
Ana Paula relatou que muitos fraudadores imitam bancos, lojas e até familiares, explorando situações de urgência.
- Mensagens que pedem códigos nunca são legítimas;
- Sites falsos costumam ter erros sutis de escrita;
- A pressa é sempre usada como arma pelos golpistas;
- Confirmar a origem evita a maioria das fraudes.

Golpe do falso atendente: como identificar a abordagem?
O falso suporte técnico ocorre quando criminosos ligam fingindo ser do banco ou de empresas de tecnologia. Eles criam um clima de urgência para obter acesso remoto ou senhas.
Segundo a palestrante, frases como “se não agir agora, sua conta será bloqueada” são sinais comuns dessa fraude.
- Nunca forneça códigos enviados ao seu celular;
- Desconfie de quem pede acesso ao seu dispositivo;
- Encerrar a ligação e ligar ao banco é sempre mais seguro;
- Atendentes verdadeiros nunca pedem senhas.
Quais medidas simples aumentam muito a sua segurança digital?
As dicas de prevenção são acessíveis e transformam a rotina digital. Senhas fortes, autenticação em dois fatores e aplicativos instalados apenas de lojas oficiais criam uma barreira sólida.
A especialista reforçou que desconfiar é um hábito de proteção, não de insegurança.
- Use senhas com combinação de números, letras e símbolos;
- Ative o 2FA em todos os serviços importantes;
- Baixe apps apenas da Google Play ou App Store;
- Jamais clique em links enviados por desconhecidos.






