A partir de segunda-feira (27), a Febraban iniciou uma nova fase de combate a fraudes bancárias. As instituições financeiras devem seguir diretrizes mais rigorosas contra contas laranja e plataformas de apostas não autorizadas.
As medidas reforçam a proteção do sistema financeiro diante do avanço dos crimes digitais e esquemas de lavagem de dinheiro.
Por que a Febraban decidiu agir com mais rigor agora?
O aumento de crimes digitais e fraudes bancárias nos últimos meses acendeu o alerta entre os bancos. Golpes com uso de contas de terceiros, apostas ilegais e esquemas de lavagem de dinheiro colocaram o sistema sob pressão.
Segundo a Agência Brasil, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que a autorregulação marca um novo ciclo de tolerância zero com clientes envolvidos em práticas ilícitas. O foco são as chamadas contas laranja, as contas frias e as apostas online irregulares.
A iniciativa surge após operações como a “Carbono Oculto”, que revelou ligações entre contas bancárias e o crime organizado.
O que muda com as novas regras para contas laranja?
A identificação e encerramento de contas laranja será prioridade imediata. Elas são abertas de forma legítima, mas depois usadas por terceiros para transações ilegais.
- As instituições deverão adotar critérios próprios para detecção e bloqueio.
- Será obrigatório encerrar a conta assim que for identificada como ilícita.
- O titular será avisado, e o caso será repassado ao Banco Central.
- A supervisão será feita pela Diretoria de Autorregulação da Febraban.
Dica rápida: contas frias — abertas sem consentimento da vítima — também entram na mira das novas medidas.

Como as bets irregulares serão impactadas?
A Febraban vai bloquear contas de apostas online que operem sem registro na Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. Essa medida acompanha os esforços do governo em regular o setor.
A cada movimentação suspeita, os bancos devem agir rapidamente, encerrando a conta e comunicando as autoridades.
Segundo a Agência Brasil, a meta é impedir o uso do sistema bancário para transações com sites de apostas clandestinas, que frequentemente estão associados a lavagem de dinheiro.
Quais instituições estão envolvidas nessa autorregulação?
Mais de 20 bancos e instituições financeiras aderiram à nova autorregulação da Febraban. Entre eles estão grandes nomes como:
- Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Caixa Econômica Federal
- Banco do Brasil, BTG Pactual, Safra e Banco Pan
- ABC Brasil, Citibank, Banco Mercantil, Original e Votorantim
- J.P. Morgan, Banco do Nordeste, Sicredi e Banco Toyota
A adesão é voluntária, mas o descumprimento das regras pode levar a punições internas, como advertência ou até exclusão do sistema de autorregulação.
Como essas medidas contribuem no combate ao crime organizado?
Ao impedir que contas bancárias sejam usadas para esconder recursos ilícitos, as novas regras ajudam a enfraquecer as finanças de grupos criminosos.
O presidente da Febraban destacou que não há mais espaço para instituições permissivas diante da criminalidade. A responsabilidade agora é compartilhada entre bancos, fintechs e autoridades públicas.
Atenção: a autorregulação inclui exigência de políticas internas, auditorias, relatórios de conformidade e campanhas educativas sobre prevenção a golpes.





