O picão-branco (Galinsoga parviflora) é uma erva da família Asteraceae frequentemente associada ao uso tradicional como planta medicinal. É usada em diversas regiões do Brasil e do mundo para tratar inflamações, dores e auxiliar na cicatrização de feridas.
- Ação anti-inflamatória
- Ação analgésica e neuroprotetora
- Atividade antioxidante e cicatrizante
Ação anti-inflamatória
O picão-branco apresenta potente efeito anti-inflamatório, reduzindo a produção de mediadores inflamatórios como óxido nítrico (NO) e TNF-α em células imunes ativadas. Os principais compostos bioativos do picão-branco — como flavonoides, taninos e sesquiterpenos — atuam inibindo vias inflamatórias celulares, diminuindo a liberação de citocinas e a ativação de enzimas pró-inflamatórias. Estudos com espécies correlatas, como Synedrella nodiflora, demonstram mecanismos semelhantes. De acordo com o médico e pesquisador Hien Thi Thu Le e colaboradores:
“A planta demonstrou inibir significativamente respostas inflamatórias, regulando a atividade da proteína Syk em macrófagos, o que resulta na redução de citocinas inflamatórias.” (LE et al., 2020).
Efeito analgésico e neuroprotetor
O picão-branco exerce ação analgésica e neuroprotetora, aumentando o limiar de dor e protegendo os neurônios contra processos inflamatórios e degenerativos. Extratos hidroetanólicos do picão mostraram reduzir a dor neuropática em modelos experimentais, possivelmente modulando a transmissão nervosa e a excitabilidade neuronal. De acordo com a farmacêutica e pesquisadora Patricia Amoateng:
“O extrato hidroetanólico de toda a planta produziu efeito analgésico significativo em ratos com neuropatia induzida por paclitaxel, evidenciando ação dependente da dose.” (AMOATENG et al., 2017).

Atividade antioxidante e cicatrizante
O picão-branco apresenta forte atividade antioxidante e favorece a cicatrização de feridas por estimular a regeneração celular e reduzir o estresse oxidativo. Essa ação está associada à presença de compostos fenólicos e flavonoides, que neutralizam radicais livres e promovem recuperação tecidual. De acordo com a bióloga e pesquisadora Maria Osei-Tutu:
“Os extratos de folhas demonstraram alto teor de antioxidantes e capacidade de acelerar o fechamento de feridas, confirmando seu potencial no tratamento de lesões cutâneas.” (OSEI-TUTU et al., 2025).
Benefícios práticos confirmados pela ciência
- Reduz inflamações locais e sistêmicas ao inibir vias de sinalização e citocinas inflamatórias (LE et al., 2020).
- Apresenta efeito analgésico em neuropatias, reduzindo a dor de forma dose-dependente (AMOATENG et al., 2017).
- Favorece a cicatrização de feridas e protege contra danos oxidativos (OSEI-TUTU et al., 2025).
Referências bibliográficas
- AMOATENG, P. et al. Efeitos analgésicos do extrato hidroetanólico de toda a planta de Synedrella nodiflora em neuropatia induzida por paclitaxel em ratos. BMC Research Notes, 2017.
- LE, Hien Thi Thu et al. Synedrella nodiflora inibe respostas inflamatórias por meio da regulação da proteína Syk em macrófagos RAW 264.7. Experimental and Therapeutic Medicine, v. 20, p. 1153-1162, 2020.
- OSEI-TUTU, M. et al. Estudos fitoanalíticos e atividade cicatrizante in vitro de extratos foliares de Synedrella nodiflora. Pharmacognosy Research, 2025.






