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Essa planta ganha fama entre quem busca alívio natural para o estômago

20/09/2025
Em Jardinagem, Saúde e bem-estar
Essa planta ganha fama entre quem busca alívio natural para o estômago

Propriedade anti-inflamatória e analgésica que reduz dor e inchaços

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A assa-peixe (Vernonia polyanthes) é uma planta medicinal brasileira da família Asteraceae muito usada na fitoterapia popular para tratar problemas respiratórios, digestivos e de pele. Extratos foliares e partes aéreas têm sido estudados em diversos modelos farmacológicos para confirmar seus efeitos terapêuticos.

  • Propriedade anti-inflamatória e analgésica — Atua reduzindo processos inflamatórios, inchaços e dor;
  • Efeito anti-úlcera e protetor gástrico — Capaz de proteger a mucosa gástrica contra agentes lesivos;
  • Atividade antimicrobiana e antibacteriana — Eficaz contra bactérias Gram-positivas, cepas clínicas e agentes infecciosos;

Propriedade anti-inflamatória e analgésica

O extrato etanólico das folhas da assa-peixe contém flavonoides que inibem a produção de mediadores inflamatórios, reduzindo edemas e dores. Estudos com camundongos e ratos mostraram redução significativa de edema, migração leucocitária e volume de exsudato após administração do extrato.

“Os extratos HEVP e EAEVP exibiram efeito anti-inflamatório tópico, possivelmente relacionado à presença de compostos secundários, já que flavonoides como rutina, luteolina e apigenina foram identificados no extrato. Esse efeito pode envolver diferentes mecanismos de inflamação cutânea” (RODRIGUES et al., 2016).

Propriedade anti-inflamatória e analgésica que reduz dor e inchaços
Atividade antimicrobiana eficaz contra bactérias resistentes

Efeito anti-úlcera gástrica

Extratos da assa-peixe reduziram significativamente lesões na mucosa gástrica causadas por etanol em modelos animais, mostrando efeito protetor. Triterpenos e lactonas sesquiterpênicas parecem participar da proteção da barreira gástrica, possivelmente atuando sobre o muco ou reduzindo o estresse oxidativo local.

“A administração de VPME (250 mg/kg) e VPCL (50 mg/kg) inibiu significativamente os danos à mucosa gástrica (64% e 90%, respectivamente) causados pelo etanol absoluto” (BARBASTEFANO et al., 2007).

Atividade antimicrobiana

Os compostos bioativos da assa-peixe apresentam ação contra bactérias Gram-positivas e algumas Gram-negativas, incluindo cepas resistentes. Estudos recentes identificaram glaucolide A como um dos compostos com atuação antibacteriana, e observaram efeitos contra cepas resistentes, embora em concentrações elevadas.

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“As análises UHPLC/Q-TOF-MS detectaram acacetina, apigenina, crisoeriol, isorhamnetina e glaucolide A. O extrato foliar e o glaucolide A apresentaram citotoxicidade contra células RAW 264.7. A atividade antibacteriana do glaucolide A foi observada contra cepas de Staphylococcus aureus com concentração inibitória mínima entre 250 e 500 µg/mL” (GITIRANA-de SANTANA et al., 2023).

Propriedade antinociceptiva

A assa-peixe apresenta efeito antinociceptivo, reduzindo dor em testes com formalina, ácido acético e estímulo térmico em modelos animais. Em diferentes experimentos, os extratos de folhas da planta reduziram comportamentos de dor, contorções abdominais e aumentaram o tempo de resposta ao calor.

“O extrato etanólico de assa-peixe reduziu o número de contorções abdominais, apresentou efeito significativo no teste da formalina e diminuiu o edema e a migração de leucócitos após aplicação de carragenina” (TEMPONI et al., 2012).

Proteção celular e redução de toxicidade

Os componentes da assa-peixe demonstraram proteger células e órgãos contra danos induzidos por agentes tóxicos como a doxorrubicina. Essa ação protetora parece estar relacionada à presença de flavonoides e compostos fenólicos que reduzem o estresse oxidativo.

“A composição fitoquímica e o efeito protetor das folhas de assa-peixe contra a toxicidade induzida por doxorrubicina em modelo in vivo mostraram que o extrato foliar reduziu danos em órgãos, associando-se à presença de compostos fenólicos e flavonoides” (ROCHA et al., 2022).

@eddyalvesoficial

ASSA-PEIXE BENEFÍCIOS

♬ som original – Eddyalvesoficial

Uso seguro, doses e preparo

Tradicionalmente, a assa-peixe é usada em forma de chá ou extrato, mas estudos indicam que doses elevadas podem causar toxicidade, exigindo cautela. Ensaios experimentais utilizaram doses orais de extrato etanólico entre 100 e 400 mg/kg para efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, e de 50 a 250 mg/kg para proteção gástrica.

Propriedade que confirma tradição popular da assa-peixe

O uso popular da assa-peixe para gripe, bronquite, tosse e problemas de pele encontra respaldo científico em suas propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e protetoras gástricas. Essas evidências reforçam a tradição da planta na medicina popular brasileira.

Sobre assa-peixe

  • Assa-peixe comprova ser fonte rica de flavonoides, lactonas sesquiterpênicas e compostos fenólicos com efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e antimicrobianos, respaldados por múltiplos estudos científicos.
  • Estudos demonstraram proteção da mucosa gástrica (efeito anti-úlcera) e ação antinociceptiva, confirmando usos tradicionais contra dor estomacal, desconforto digestivo, tosse e febre.
  • Apesar dos benefícios, evidências apontam para necessidade de delimitar dose segura, evitar uso excessivo e realizar mais ensaios clínicos em humanos que assegurem eficácia e segurança.

Referências Bibliográficas

  • BARBASTEFANO, V.; et al. Vernonia polyanthes as a new source of antiulcer drugs. Life Sciences, v. 81, n. 24-25, p. 170-174, 2007.
  • GITIRANA-de SANTANA, J. D.; et al. Chemical constituents and antibacterial activity of Vernonia polyanthes leaf rinse extract. Antibiotics, v. 12, n. 3, p. 622, 2023.
  • ROCHA, J. D.; et al. Phytochemical Composition and Protective Effect of Vernonanthura polyanthes Leaf against In Vivo Doxorubicin-Mediated Toxicity. Molecules, v. 27, n. 8, p. 2553, 2022.
  • TEMPONI, V. dos S.; et al. Antinociceptive and Anti-Inflammatory Effects of Ethanol Extract from Vernonia polyanthes Leaves in Rodents. International Journal of Molecular Sciences, v. 13, n. 4, p. 3887-3899, 2012.

Tags: antibacterianoassa-peixedorestômago
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