O hábito de roer unhas vai muito além de uma simples mania. Para especialistas, ele pode estar relacionado a níveis elevados de ansiedade.
Esse comportamento repetitivo pode funcionar como uma forma inconsciente de aliviar tensões, mas traz impactos negativos para a saúde.
Por que roer unhas pode estar ligado à ansiedade crônica?
Roer unhas é um comportamento comum em situações de estresse e nervosismo. Ele pode servir como um alívio momentâneo, mas acaba reforçando a ansiedade.
Quando a prática se torna frequente, pode ser um sinal de ansiedade crônica, já que a pessoa passa a depender do ato para reduzir a tensão.
“Hábitos repetitivos como roer unhas são muitas vezes respostas automáticas a gatilhos emocionais, reforçando a ligação entre comportamento e ansiedade”, afirma Wendy Wood, professora de psicologia e autora de Good Habits, Bad Habits. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2019. p. 142.
@vannporath Esta é uma questão comum para muitas pessoas, vamos falar um pouco mais sobre o que pode estar por trás deste hábito emocionalmente! #roerunhas #corpofalaporvoce #seucorposeumelhorterapeuta #f #terapeutas #terapiaintegrativa #doresemocionais ♬ som original – Vann Porath (terapeuta)
Onicofagia como válvula de escape emocional
A onicofagia, nome científico para roer unhas, é considerada um comportamento de regulação emocional. Muitas pessoas recorrem a ele sem perceber.
- Funciona como uma resposta automática ao estresse
- Proporciona sensação de alívio imediato
- Pode se intensificar em períodos de maior pressão
Essa prática cria um ciclo em que a ansiedade gera o hábito e o hábito reforça a ansiedade.
Impactos físicos e psicológicos desse comportamento
Roer unhas não afeta apenas a aparência das mãos. Ele também pode comprometer a saúde e a autoestima.
- Aumento do risco de infecções nas unhas e boca
- Problemas dentários e gengivais
- Constrangimento social e baixa confiança
Com o tempo, esses efeitos podem agravar ainda mais os quadros de ansiedade.
Estratégias para reduzir a compulsão de roer unhas
Interromper esse hábito exige identificar gatilhos e adotar alternativas mais saudáveis para lidar com a ansiedade.
- Praticar técnicas de respiração e relaxamento
- Substituir o hábito por atividades manuais
- Buscar acompanhamento psicológico quando necessário
Tratar a ansiedade na raiz é fundamental para que a compulsão diminua e a pessoa recupere o controle.
“Mudanças sustentáveis em hábitos exigem não apenas força de vontade, mas também estratégias que alterem o ambiente e reforcem novas rotinas”, explica James Clear, autor de Atomic Habits. New York: Avery, 2018. p. 92.

Como lidar com a ansiedade e abandonar o hábito?
Adotar novos comportamentos pode ajudar na substituição da onicofagia. O segredo está em pequenas mudanças consistentes.
- Manter as unhas bem cuidadas para reduzir o impulso
- Estabelecer metas realistas de autocontrole
- Incluir exercícios físicos para liberar tensão
Com disciplina e apoio adequado, é possível quebrar o ciclo entre ansiedade e roer unhas.
Perguntas Frequentes
Roer unhas sempre significa ansiedade?
Não necessariamente. Algumas pessoas roem as unhas por tédio ou hábito, mas quando o comportamento é frequente pode indicar ansiedade.
Quais profissionais podem ajudar a controlar esse hábito?
Psicólogos e psiquiatras podem orientar estratégias de manejo da ansiedade. Em alguns casos, dentistas e dermatologistas também atuam para tratar os efeitos físicos.
É possível parar de roer unhas sozinho?
Sim, mas exige consciência dos gatilhos e disciplina. Muitas vezes, buscar apoio profissional acelera e facilita o processo.
Roer unhas pode parecer um detalhe, mas quando associado à ansiedade crônica merece atenção. Pequenos passos, aliados a acompanhamento especializado, fazem diferença na construção de um bem-estar duradouro.
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