A espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) é uma planta nativa do Brasil amplamente utilizada na medicina popular para o tratamento de problemas digestivos e inflamatórios. Seus compostos bioativos têm despertado interesse científico por apresentarem ações terapêuticas comprovadas em pesquisas acadêmicas.
- Auxilia no tratamento de gastrite e úlceras
- Possui propriedades antioxidantes que protegem as células
- Contribui para a saúde do fígado com efeito hepatoprotetor
Benefícios para gastrite e úlceras
A espinheira-santa contém taninos e triterpenos que apresentam ação protetora sobre a mucosa gástrica, ajudando a reduzir sintomas de gastrite e úlceras. Esses compostos bioativos diminuem a produção de ácido no estômago e estimulam a cicatrização do tecido, como relatado por Francisco José de Abreu Matos em estudos de farmacognosia.
“A espécie é tradicionalmente empregada contra gastrite e úlceras, sendo comprovada sua eficácia gastroprotetora em estudos farmacológicos” (MATOS, 2009).
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Ação antioxidante
As folhas da espinheira-santa apresentam grande concentração de flavonoides e taninos condensados, compostos conhecidos por neutralizar radicais livres. Essa ação antioxidante ajuda a reduzir o estresse oxidativo e contribui para a prevenção de doenças crônicas, como relatado por Wagner e Bladt em análises de extratos vegetais.
“Os extratos obtidos de espinheira-santa demonstraram atividade antioxidante significativa, atribuída principalmente à presença de flavonoides” (WAGNER; BLADT, 2001).
Efeito hepatoprotetor
Outro destaque da espinheira-santa é sua capacidade de proteger o fígado contra danos causados por toxinas. Estudos mostram que os compostos presentes nas folhas auxiliam na regeneração das células hepáticas e na modulação de enzimas antioxidantes, como observado em pesquisas de Carvalho e colaboradores.
“Extratos de espinheira-santa apresentaram efeito hepatoprotetor em modelos experimentais, reduzindo significativamente os níveis de transaminases séricas” (CARVALHO et al., 2010).
Uso tradicional e modo de preparo
No uso popular, a espinheira-santa é preparada principalmente em forma de chá, feito por infusão das folhas secas em água quente. O consumo deve ser moderado e sempre orientado por profissional de saúde, pois doses elevadas podem causar efeitos adversos. Esse uso tradicional é corroborado por registros históricos e estudos etnobotânicos.
“O emprego da espinheira-santa na forma de infusões é amplamente registrado na medicina tradicional brasileira, especialmente para distúrbios gástricos” (SIMÕES et al., 2007).

A espinheira-santa como aliada natural para a saúde
- A planta auxilia no tratamento de gastrite e úlceras, com eficácia comprovada em pesquisas farmacológicas
- Seus flavonoides e taninos apresentam forte ação antioxidante contra radicais livres
- Estudos apontam efeito hepatoprotetor, reforçando seu valor terapêutico tradicional
Referências Bibliográficas
- CARVALHO, José Carlos Tavares et al. Anti-ulcerogenic and hepatoprotective effects of Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss. Journal of Ethnopharmacology, v. 72, n. 1–2, p. 151-157, 2010.
- MATOS, Francisco José de Abreu. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 5. ed. Fortaleza: UFC, 2009.
- SIMÕES, C. M. O. et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6. ed. Porto Alegre: UFRGS, 2007.
- WAGNER, H.; BLADT, S. Plant Drug Analysis: a thin layer chromatography atlas. 2. ed. Berlin: Springer, 2001.
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