Produtos que podem causar danos à saúde ou segurança do consumidor precisam informar esses riscos de forma clara. Isso inclui desde eletrodomésticos até baterias e cosméticos.
Em 2023, vários itens foram recolhidos do mercado após causarem ferimentos e queimaduras. A transparência na rotulagem e nos alertas não é apenas ética — é uma exigência legal.
Por que alguns produtos perigosos ainda circulam sem avisos claros?
Mesmo com leis em vigor, muitos produtos chegam às prateleiras sem informar adequadamente os riscos ao consumidor. Isso ocorre por falhas na fiscalização e negligência de fabricantes.
O problema é agravado pela linguagem técnica usada nos rótulos, que dificulta o entendimento por parte do público geral.
“São direitos básicos do consumidor: […] a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços”, afirma BRASIL, conforme BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor). Diário Oficial da União, Brasília, 12 set. 1990. Art. 6º, III.

Recolhimento de baterias em 2023 evitou novos acidentes
O recolhimento dos lotes foi tardio, mas essencial para evitar novos casos. O episódio reforçou a urgência de alertas preventivos mais visíveis.
- Queimaduras de segundo grau em usuários
- Explosões durante o carregamento
- Falha nos avisos de sobreaquecimento
Esse caso mostrou como a ausência de um alerta prévio pode transformar um produto comum em um grave risco doméstico.
Produtos de limpeza concentrados exigem rotulagem mais acessível
Produtos domésticos potentes exigem instruções claras e visíveis para garantir o uso seguro.
- Rótulos sem símbolos de perigo
- Ausência de orientações em português simples
- Frascos similares a bebidas ou embalagens atrativas
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Esses fatores aumentam o risco principalmente em lares com crianças ou idosos, exigindo campanhas de conscientização mais efetivas.
Brinquedos com peças soltas e químicos representam perigo real
Brinquedos sem certificação adequada representam ameaça direta à segurança infantil.
- Ausência de selo do INMETRO
- Advertências em idiomas estrangeiros
- Falha em destacar restrições etárias
Essas omissões configuram prática abusiva e colocam os menores em risco iminente de sufocamento ou intoxicação.
“A informação adequada e ostensiva é exigida em produtos que possam oferecer riscos à segurança de crianças”, afirma INMETRO, conforme INMETRO. Portaria nº 563, de 29 de dezembro de 2016. Brasília: INMETRO, 2016. Art. 4º.

Como garantir escolhas mais seguras ao comprar produtos?
Verificar rótulos, buscar selos oficiais e consultar listas de recall são passos essenciais para um consumo mais seguro.
- Verificar a existência de selos e certificações
- Ler atentamente os rótulos e manuais
- Consultar registros de recall no site do Procon ou Senacon
Além disso, relatar falhas nos alertas às autoridades fortalece a fiscalização e ajuda a prevenir novos casos de risco.
Perguntas frequentes
Como saber se um produto foi recolhido por risco à saúde?
Você pode consultar o site da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) ou o Procon de sua região. Eles divulgam listas de recalls atualizadas.
O que fazer se um produto causar ferimentos por falta de alerta?
É possível acionar o fabricante e registrar a ocorrência nos órgãos de defesa do consumidor. Também pode-se buscar reparação por danos físicos e morais na Justiça.
Produtos importados devem seguir as normas brasileiras?
Sim. Todos os produtos comercializados no Brasil, inclusive importados, devem seguir as normas do Código de Defesa do Consumidor e dos órgãos reguladores como o INMETRO.
Escolher com atenção, exigir informação clara e denunciar irregularidades são atitudes que tornam o consumo mais seguro e consciente.






