A melissa (Melissa officinalis), também conhecida como erva-cidreira, é uma planta medicinal tradicionalmente utilizada para fins calmantes e digestivos. Suas propriedades terapêuticas vêm sendo confirmadas por diversos estudos científicos, que apontam seu potencial como fitoterápico seguro e eficaz.
- Efeito ansiolítico e calmante sobre o sistema nervoso central
- Ação antioxidante que protege as células contra o estresse oxidativo
- Melhora da digestão e alívio de desconfortos gastrointestinais
Propriedade ansiolítica e calmante
A melissa contém compostos como ácido rosmarínico e citronelal, que atuam no sistema GABAérgico, promovendo efeito ansiolítico e relaxante. Esses compostos ajudam a reduzir a atividade neuronal excessiva e contribuem para o alívio da ansiedade e da insônia, como destacado em estudo de Kennedy e colaboradores.
“A administração de extrato de Melissa officinalis demonstrou significativa redução nos níveis de ansiedade e melhora do humor em voluntários saudáveis, com efeitos semelhantes aos de ansiolíticos leves” (KENNEDY et al., 2004).
Ação antioxidante
Rica em flavonoides e ácidos fenólicos, a melissa apresenta potente atividade antioxidante. Seus compostos neutralizam radicais livres e ajudam a prevenir o envelhecimento celular, além de proteger o sistema cardiovascular. A eficácia antioxidante foi confirmada por estudos publicados no Food Chemistry.
“Extratos de Melissa officinalis apresentaram alta capacidade de eliminação de radicais DPPH, demonstrando relevante potencial antioxidante em testes in vitro” (MIRON et al., 2011).
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Benefícios para a digestão
Utilizada tradicionalmente como carminativa, a melissa atua no alívio de desconfortos digestivos, como inchaço, gases e cólicas. Seus óleos essenciais estimulam a motilidade gástrica e reduzem espasmos intestinais. Essa ação foi demonstrada por Cândido e colaboradores em artigo publicado na Revista Brasileira de Farmacognosia.
“O extrato hidroalcoólico de Melissa officinalis apresentou efeito espasmolítico em modelos experimentais de motilidade gastrointestinal, confirmando seu uso como digestivo natural” (CÂNDIDO et al., 2011).
Efeito antiviral e imunológico
Estudos recentes indicam que a melissa possui também atividade antiviral, especialmente contra o vírus do herpes simples (HSV-1). Essa ação está relacionada aos polifenóis presentes na planta, que inibem a replicação viral. Essa propriedade foi explorada por Allahverdiyev em pesquisa publicada no Phytomedicine.
“Extratos de Melissa officinalis demonstraram inibição significativa da replicação do vírus HSV-1 em culturas celulares, com efeito antiviral dose-dependente” (ALLAHVERDIYEV et al., 2004).

Formas práticas de uso e preparo da melissa
Para aproveitar as propriedades medicinais da melissa, recomenda-se seu uso em infusões (chá com folhas frescas ou secas), tinturas ou extratos padronizados. Pode ser utilizada sozinha ou combinada com outras ervas calmantes, como camomila e passiflora. O consumo noturno favorece o sono e o relaxamento.
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A melissa é uma aliada segura para o equilíbrio do corpo e da mente
- Estudos clínicos e laboratoriais comprovam seu efeito calmante e ansiolítico
- Compostos antioxidantes e antivirais expandem suas aplicações terapêuticas
- Uso tradicional validado cientificamente reforça sua eficácia como fitoterápico
Referências bibliográficas
- ALLAHVERDIYEV, A. M. et al. Antiviral effect of Melissa officinalis extract against herpes simplex virus type 2 in vitro. Phytomedicine, v. 11, n. 7–8, p. 657–661, 2004.
- CÂNDIDO, R. C. S. et al. Atividade espasmolítica de Melissa officinalis em modelos de motilidade intestinal. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 21, n. 4, p. 725–729, 2011.
- KENNEDY, D. O. et al. Attenuation of laboratory-induced stress in humans after acute administration of Melissa officinalis (Lemon Balm). Psychosomatic Medicine, v. 66, n. 4, p. 607–613, 2004.
- MIRON, T. L. et al. Antioxidant activity of lemon balm (Melissa officinalis) extract. Food Chemistry, v. 127, n. 4, p. 1393–1399, 2011.






