Ao longo da história, muitos monarcas ficaram conhecidos não apenas por suas conquistas políticas e militares, mas também por suas obsessões excêntricas. Essas peculiaridades, que variavam de coleções estranhas a comportamentos bizarros, muitas vezes refletiam o poder absoluto que esses líderes detinham. Este artigo explora algumas das mais notórias obsessões reais que marcaram a história.
Essas manias, que em alguns casos beiravam a loucura, revelam muito sobre a natureza humana e o impacto do poder ilimitado. De soldados gigantes a relações inusitadas com animais, as histórias a seguir oferecem um vislumbre fascinante do lado mais incomum da realeza.
Por que Friedrich Wilhelm I tinha um fascínio por soldados gigantes?
Friedrich Wilhelm I, que governou a Prússia de 1713 a 1740, tinha uma obsessão peculiar: a criação de um regimento de soldados excepcionalmente altos, conhecidos como os Gigantes de Potsdam. Para integrar esse grupo, os soldados precisavam ter pelo menos seis pés de altura. Wilhelm não poupava esforços para recrutar esses homens, chegando a pagar por filhos altos de camponeses e aceitar presentes de líderes estrangeiros que enviavam seus homens mais altos.
Os soldados dos Gigantes de Potsdam eram bem tratados, recebendo boa alimentação, salários e uniformes. No entanto, Wilhelm também tentou métodos extremos para aumentar a altura de seus soldados, como o uso de dispositivos de alongamento, que muitas vezes resultavam em lesões graves ou morte.
Como Joana I de Castela ficou conhecida como “Joana, a Louca”?
Joana I de Castela, também chamada de “Joana, a Louca”, era filha de Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Após a morte de seu marido, Filipe, o Belo, em 1506, Joana demonstrou sinais de instabilidade mental. Ela manteve o corpo de Filipe próximo por um longo período, recusando-se a se separar dele. Em uma ocasião, Joana chegou a abrir o caixão para beijar os pés do falecido.
Essa obsessão mórbida pelo corpo do marido levou Joana a ser isolada em um palácio em 1509, onde permaneceu até o fim de sua vida. Sua história é um exemplo trágico de como a dor emocional pode se manifestar em comportamentos extremos.
Qual era a relação inusitada de Calígula com o cavalo Incitatus?
Calígula, imperador romano de 37 a 41 d.C., é lembrado por suas decisões controversas e comportamento excêntrico. Entre suas muitas peculiaridades, destaca-se o carinho especial que tinha por seu cavalo, Incitatus. Calígula teria dado ao cavalo uma casa de mármore e até o convidava para jantares, onde Incitatus era servido com aveia misturada com flocos de ouro.
Há relatos de que Calígula pretendia nomear Incitatus como cônsul, embora essa história seja debatida por historiadores. Independentemente da veracidade, a devoção de Calígula ao seu cavalo ilustra o comportamento excêntrico que marcou seu reinado.

Como era o comportamento bizarro de Ivan, o Terrível?
Ivan IV, conhecido como Ivan, o Terrível, foi o primeiro czar de toda a Rússia e governou com uma mão de ferro. Sua obsessão por violência e tortura começou na infância, quando ele torturava pequenos animais por diversão. Ivan capturava pássaros e os mutilava, além de jogar gatos e cães de lugares altos.
Essa fascinação por violência se manifestou em seu governo, onde Ivan era conhecido por sua paranoia e crueldade. Seu comportamento violento e imprevisível deixou uma marca duradoura na história russa.
Quais foram as peculiaridades de Czar Pedro III com seus brinquedos?
Czar Pedro III da Rússia, que governou brevemente no século XVIII, tinha uma obsessão incomum por brinquedos. Ele passava horas brincando com seus soldados de brinquedo, negligenciando suas responsabilidades como governante. Em um incidente notório, Pedro III acusou um roedor de traição e o enforcou com uma pequena corda.
Essas peculiaridades contribuíram para sua queda, já que sua esposa, Catarina, a Grande, eventualmente o depôs. A história de Pedro III destaca como suas obsessões infantis afetaram sua capacidade de governar efetivamente.






