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Início Noticia

Jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas foi aprovada e trabalhadores comemoram

Por Nubia Rangel
12/02/2026
Em Noticia
Redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas entra em debate legislativo, além de outras possíveis leis a favor do CLT que estão em discussão no Senado

A proposta de reduzir a jornada para 36 horas visa aumentar produtividade e bem-estar — Créditos: depositphotos.com / moviafilmes

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A proposta de reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça em dezembro de 2025 e aguarda votação no Plenário do Senado Federal. Após aprovação no Senado, ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de se tornar lei, podendo impactar diretamente empresas e trabalhadores brasileiros.

Além disso, temas como saúde mental, regras para feriados e FGTS via Pix também estão no centro do debate sobre a modernização da CLT.

Redução da jornada pode mudar a dinâmica produtiva das empresas

Reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, sem corte salarial, busca alinhar o Brasil a países que adotam modelos sustentáveis de produtividade.

A proposta prevê uma transição por etapas: primeiro para 40 horas, depois para 36. O objetivo é reduzir o estresse, aumentar a qualidade de vida e impulsionar resultados por meio do bem-estar.

Ainda em debate, essa mudança já influencia sindicatos e gestores, principalmente nos setores de tecnologia e serviços, que dependem de inovação e eficiência operacional.

O que muda nas regras para trabalho aos domingos e feriados?

Trabalhar em domingos e feriados exige autorização por convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, com vigência a partir de 1º de março de 2026 (Portarias MTE nº 3.665/2023 e nº 2.088/2024, com prorrogações).Trabalhar em domingos e feriados agora exige autorização por convenção coletiva, válida a partir de março de 2026. Isso protege o descanso e equilibra os interesses entre empresas e trabalhadores.

A legislação permite acordos flexíveis, mas reforça a necessidade de planejamento estratégico para evitar sobrecarga. Essa mudança fortalece o papel dos sindicatos nas negociações.

  • Compensações devem estar previstas em convenções coletivas;
  • Empresas precisam seguir as leis municipais de funcionamento;
  • Turnos devem respeitar o equilíbrio entre demanda e saúde;
  • Folgas e pagamentos extras passam a ser mais controlados.

Essas diretrizes estimulam um modelo de negociação coletiva mais transparente, favorecendo setores que operam continuamente, como comércio e saúde.

Redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas entra em debate legislativo, além de outras possíveis leis a favor do CLT que estão em discussão no Senado
Trabalho em domingos e feriados dependerá de autorização em convenção coletiva — Créditos: depositphotos.com / cesarvr

Saúde mental ganha espaço entre as prioridades da nova CLT

Saúde mental no ambiente de trabalho passa a ser tratada como risco ocupacional (gerenciamento de riscos psicossociais) a partir de 25 de maio de 2026 (Portaria MTE nº 765, de 15 de maio de 2025, que prorroga a vigência do capítulo 1.5 da NR-1, aprovada pela Portaria MTE nº 1.419/2024).

A partir de maio, empresas precisarão incluir fatores emocionais em suas análises de risco, com ações práticas para reduzir estresse, ansiedade e burnout. A meta é prevenir afastamentos e melhorar o clima organizacional.

  • Mapear riscos psicossociais em diferentes cargos;
  • Oferecer apoio psicológico interno ou por convênios;
  • Flexibilizar horários e pausas em áreas de alta pressão;
  • Treinar lideranças para lidar com questões emocionais.

Esse novo olhar exige das empresas uma postura ativa e preventiva, focada na saúde integral do colaborador.

Como o FGTS Digital via Pix consolida a modernização?

O FGTS Digital, com adoção obrigatória do Pix a partir de 1º de março de 2024 (para competência março/2024), consolidou a modernização da forma como os depósitos são realizados e fiscalizados, trazendo agilidade e precisão aos processos trabalhistas.

Empresas conseguem comprovar os pagamentos em tempo real, e os órgãos de controle têm acesso instantâneo aos dados via integração automática com o eSocial. Isso reduz riscos de autuação e aumenta a confiança do trabalhador.

  • Pagamentos do FGTS são rastreados em tempo real;
  • Erros e atrasos diminuem drasticamente pela automatização;
  • Auditorias internas se tornam mais simples e rápidas;
  • A transparência reduz disputas judiciais trabalhistas.

Com essa digitalização implantada desde 2024, o governo reforça seu compromisso em evitar fraudes e garantir que o trabalhador tenha seus direitos preservados sem burocracia.

O que as empresas já estão fazendo diante dessas mudanças?

Mesmo sem aprovação final, as discussões sobre a nova CLT já provocam movimentações no mercado e antecipação de mudanças em acordos coletivos.

Setores estratégicos repensam a jornada, reavaliam benefícios e implementam práticas voltadas ao engajamento sem abrir mão da produtividade. A consultoria jurídica tem ganhado protagonismo nesse processo.

  • Empresas de tecnologia lideram a adoção de horários flexíveis;
  • Negociações sindicais incluem saúde mental e carga horária;
  • Modelos híbridos e home office ganham novas configurações;
  • Gestores focam em metas por resultado, não por tempo de trabalho.

Essa antecipação revela um movimento claro de adaptação à nova realidade, onde eficiência e bem-estar caminham juntos.

Como a redução da jornada pode afetar salários e contratos atuais?

Caso seja aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional, a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais sem diminuição salarial exigirá reorganização contratual em diversos setores da economia. Empresas poderão rever escalas, redefinir banco de horas e ajustar metas de produtividade para manter equilíbrio financeiro.

Especialistas apontam que contratos individuais e acordos coletivos precisarão ser atualizados para refletir a nova carga horária, especialmente em áreas com turnos contínuos. Para os trabalhadores, a mudança pode representar mais tempo livre sem perda de renda, mas também demandará adaptação a novos modelos de entrega por desempenho, com foco maior em metas e resultados.

Tags: 36 horas semanaisjornada de trabalhonova CLTredução da jornada
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