Maioria dos salões de beleza no Brasil fatura menos de R$ 50 mil por mês, aponta levantamento
Faturamento baixo e pouca automação marcam o dia a dia de salões e barbearias pequenos, público que vem adotando plataformas de gestão como a Belasis
A maioria dos salões de beleza, barbearias e clínicas de estética no Brasil fatura menos de R$ 50 mil por mês, segundo dados do Sebrae. É um retrato de negócio pequeno, que costuma funcionar no limite entre agenda cheia e caixa apertado, sem muita margem para erro.
O Brasil já tem mais de 1,1 milhão desses pequenos negócios ativos no setor de beleza e estética, com cerca de 230 mil novos CNPJs abertos por ano, boa parte deles como MEI, aponta o Sebrae. É um volume grande de empreendedores individuais tocando o próprio negócio, muitas vezes sem funcionário de apoio para cuidar da parte administrativa, o que faz do dono do salão também o responsável por agenda, caixa e compra de produto ao mesmo tempo.
Faturamento baixo costuma andar junto com pouca automação. Menos de 30% dos estabelecimentos do setor usam algum sistema de gestão, segundo o mesmo levantamento. Na prática, é comum o dono do salão anotar horário em caderno, calcular comissão na calculadora e perder o controle do estoque de produto, descobrindo que faltou tintura ou esmalte só na hora do atendimento.
Esse tipo de falha custa caro para um negócio que já opera com margem apertada. Um horário perdido por erro de agenda ou um produto em falta na hora do atendimento representa, proporcionalmente, um impacto maior num salão que fatura R$ 40 mil por mês do que numa rede grande, o que torna a organização do dia a dia ainda mais decisiva para quem está começando ou operando sozinho.
Boa parte desses empreendedores também acumula funções que, em negócios maiores, ficariam divididas entre diferentes profissionais: quem corta o cabelo é o mesmo que negocia com fornecedor, cobra o cliente e fecha o caixa no fim do dia. Nesse cenário, qualquer ferramenta que tire trabalho manual das costas do dono tende a ter impacto direto no tempo disponível para atender mais clientes.
O mercado de beleza no Brasil movimenta mais de R$ 150 bilhões por ano e está entre os cinco maiores do mundo, de acordo com a Abihpec, mas a maior parte desse dinheiro passa por negócios pequenos como esses, sem gestão automatizada. É esse público que plataformas de SaaS vertical, como a Belasis, miram: agenda, financeiro, estoque e relacionamento com cliente em um único aplicativo, pensado para rodar do celular, sem curva de aprendizado longa.
“A digitalização do setor de beleza ainda está em fase inicial no Brasil, e plataformas que compreendem as particularidades operacionais desse mercado conseguem entregar valor mais tangível para o empreendedor”, destaca a Belasis, em posicionamento institucional.
A expectativa do setor é que a adoção desse tipo de ferramenta cresça nos próximos anos, puxada por uma geração de donos de salão e barbearia mais acostumada a resolver tudo pelo celular, do agendamento ao controle financeiro, sem precisar de computador ou de um sistema complexo para operar o dia a dia do negócio.