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Início Curiosidades

Adeus, pisos flutuantes! A tendência dos anos 80 está de volta, mais elegante e com uma grande vantagem

Por Nubia Rangel
15/06/2026
Em Curiosidades
Adeus, pisos flutuantes! A tendência dos anos 80 está de volta, mais elegante e com uma grande vantagem

Reformas ganham uma alternativa sem quebradeira.

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Destaques

🏠

Tendência em alta

O cimento queimado é um dos revestimentos mais procurados em 2025, especialmente no estilo minimalista e industrial.

💰

Custo acessível

O preço médio fica entre R$ 30 e R$ 60 por metro quadrado, bem abaixo do piso de madeira, que pode chegar a R$ 200/m².

🔧

Sem quebradeira

Pode ser aplicado diretamente sobre o piso existente, tornando a reforma muito mais prática e rápida.

Se você tem um piso flutuante em casa, pode ser que ele esteja com os dias contados, e não por culpa sua. O cimento queimado, aquele revestimento rústico e cheio de personalidade que dominou a arquitetura brasileira nas décadas de 1970 e 1980, voltou com tudo em 2025, desta vez repaginado, mais sofisticado e com um argumento irresistível no bolso.

De canteiro de obras ao coração da casa

Por muito tempo, o cimento queimado foi associado a casas simples e ambientes rurais, aquele piso cinza que lembrava mais obra do que decoração. A técnica, aliás, é bem antiga: mistura-se cimento, areia e água, aplica-se sobre a superfície e polvilha-se pó de cimento sobre a base ainda úmida. O resultado é um acabamento artesanal, com aquele visual manchado e contínuo, sem rejuntes aparentes, que hoje os arquitetos chamam de “estética contemporânea”.

A virada aconteceu quando o estilo industrial e o minimalismo tomaram conta dos projetos de decoração no Brasil. De repente, o que parecia simples demais passou a ser exatamente o que as pessoas buscavam: uma base neutra, discreta e versátil, capaz de se adaptar a qualquer estilo, do rústico ao escandinavo.

A grande vantagem que o piso flutuante não tem

Aqui mora um dos segredos do sucesso do cimento queimado na reforma moderna: ele pode ser aplicado diretamente sobre o piso já existente, sem precisar quebrar nada. Sabe aquela bagunça clássica de reforma, com entulho, poeira e semanas de obra? Com esse revestimento, esse cenário vai embora. O cimento vai por cima do que já está lá.

O piso flutuante, por mais prático que pareça na hora da compra, sofre com a umidade, descola com o tempo e exige substituição frequente. O cimento queimado, uma vez bem aplicado e protegido com selante ou resina de poliuretano, resiste por décadas com manutenção mínima, suportando até tráfego intenso, manchas de óleo e até urina de animais de estimação.

Adeus, pisos flutuantes! A tendência dos anos 80 está de volta, mais elegante e com uma grande vantagem
A tendência conquista quem busca praticidade.

Onde funciona, onde evitar e o que você precisa saber antes de escolher

Antes de se apaixonar pela estética e sair mandando aplicar em todos os cômodos, vale entender um pouco melhor o que funciona e o que não funciona com esse revestimento. A boa notícia é que o cimento queimado é um dos materiais mais versáteis do mercado atual. Veja os pontos principais:

  • Onde usar com tranquilidade: salas, corredores, cozinhas integradas, áreas de serviço cobertas e fachadas. O visual contemporâneo combina especialmente bem com móveis de madeira e elementos metálicos.
  • Áreas externas: funciona bem em varandas e quintais cobertos, pois resiste às variações do tempo e não absorve água.
  • Quartos e banheiros: pedem cuidado. Em quartos, o piso pode transmitir sensação de frieza. Em banheiros, a umidade constante torna a superfície escorregadia se não receber tratamento adequado.
  • Aplicação sobre o piso existente: é possível e prática, mas exige uma superfície bem nivelada para evitar fissuras no acabamento.
  • Pigmentação: a mistura pode ser tingida em diversas cores, não ficando restrita ao cinza clássico. Tons terrosos, off-white e até preto estão entre as opções mais pedidas em 2025.

Pontos-chave

Durabilidade real

Com selante aplicado corretamente, o cimento queimado resiste a décadas de uso sem perder a estética.

Preço competitivo

Entre R$ 30 e R$ 60/m² com aplicação, o cimento queimado supera a madeira (R$ 80 a R$ 200/m²) em custo-benefício.

Versatilidade total

Funciona em paredes, pisos, bancadas e móveis, com acabamento uniforme e sem rejunte visível.

O que esse revestimento diz sobre o seu estilo de decoração

Escolher o cimento queimado hoje é, em certa medida, uma declaração estética. O material se encaixa com naturalidade tanto em projetos minimalistas quanto em ambientes industriais, escandinavos ou contemporâneos. Isso explica por que ele aparece com tanta frequência em cafés modernos, escritórios de design e apartamentos reformados que aparecem nas redes sociais. A superfície lisa, com aquele efeito manchado característico, cria uma identidade visual forte sem roubar a cena dos outros elementos.

Além disso, o revestimento cimentício combina muito bem com móveis de madeira natural, luminárias metálicas e plantas, uma combinação que o brasileiro adora. É o tipo de piso que faz o ambiente parecer maior e mais coeso, sem esforço.

Adeus, pisos flutuantes! A tendência dos anos 80 está de volta, mais elegante e com uma grande vantagem
Um revestimento clássico voltou a chamar atenção.

Nem tudo que brilha é cimento queimado: as versões modernas que chegaram

Junto com o retorno do cimento queimado tradicional, o mercado de revestimentos trouxe algumas versões atualizadas que valem atenção. O cimento polido, por exemplo, é uma variação com execução mais industrial, superfície mais lisa e acabamento levemente brilhante, ideal para projetos de maior escala. Já o microcimento, uma camada ainda mais fina aplicada com técnicas avançadas, permite cobrir até superfícies curvas com precisão milimétrica. Para quem não quer obra nenhuma, existe ainda o porcelanato que imita o efeito cimento, sem abrir mão do visual que tanto agrada.

A escolha certa depende do ambiente, do orçamento e do nível de acabamento desejado. Mas o fato é que o universo dos revestimentos cimentícios nunca foi tão rico em opções quanto agora.

O piso flutuante teve seu momento de glória, e provavelmente ainda vai conviver por um tempo com essa nova geração de revestimentos. Mas se a sua próxima reforma estiver no horizonte, vale muito a pena olhar para o passado com outros olhos: às vezes, o clássico que parecia ultrapassado era só o futuro esperando a hora certa de voltar.

Gostou de descobrir essa tendência? Compartilhe este artigo com alguém que está pensando em reformar a casa e pode ainda não conhecer o charme do cimento queimado.

Tags: cimento queimadodecoração minimalistareforma residencialrevestimento cimentício
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