A poucos quilômetros do Rio de Janeiro, na costa da Baía de Sepetiba, fica um lugar que coloca o Brasil em um clube restrito de nações. Em Itaguaí, a Marinha do Brasil monta seus submarinos. E é ali que nasce o primeiro submarino nuclear da história do país.
O complexo naval que poucos conhecem
Na Ilha da Madeira funciona o coração do programa naval brasileiro. O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), fruto de uma parceria estratégica entre Brasil e França firmada em 2008, ergueu em Itaguaí estaleiros, uma base naval e uma unidade de fabricação de estruturas metálicas.
Os resultados já navegam. Segundo a Marinha do Brasil, a base abriga os submarinos da classe Riachuelo, versões adaptadas do modelo francês Scorpène. O primeiro deles, o Riachuelo, tem 72 metros de comprimento e autonomia de 70 dias no mar.

Por que Itaguaí entrou para um clube restrito?
A cidade ganhou esse posto porque ali se constrói o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, o Álvaro Alberto. Com a tecnologia, o Brasil se aproxima de um grupo seleto de países que dominam esse tipo de construção, ao lado de potências como Estados Unidos, França e Reino Unido.
Segundo a Amazul, empresa ligada ao programa, o projeto prevê quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear, gerando milhares de empregos e fomentando a indústria de defesa nacional. A obra transformou a economia da antiga cidade portuária.

A igreja de 1729 e o caminho de Dom Pedro
Muito antes dos submarinos, Itaguaí já tinha história. A Igreja Matriz de São Francisco Xavier, concluída em 1729, foi o primeiro prédio da cidade e é remanescente de um antigo aldeamento jesuíta, segundo a Prefeitura de Itaguaí.
Pela região passava o Caminho do Ouro rumo a São Paulo e Minas Gerais. A antiga Estrada da Calçada foi usada por Dom Pedro I em seu trajeto até São Paulo, onde declarou a Independência do Brasil em 1822.
O que visitar entre praias e ilhas?
Itaguaí guarda um pedaço da Baía de Sepetiba, cercada de Mata Atlântica e águas verde-esmeralda. As ilhas e praias são o convite para quem chega.
- Ilha da Madeira: porto de partida para passeios de barco rumo às ilhas tropicais da baía. Prefeitura de Itaguaí.
- Coroa Grande: praia acolhedora, terra natal da apresentadora Xuxa Meneghel, famosa pela queima de fogos no Réveillon.
- Ilha de Itacuruçá: refúgio de águas calmas em meio a áreas de preservação, dividido com Mangaratiba.
- Igreja Matriz de São Francisco Xavier: marco colonial no centro histórico, com mausoléus de mármore no cemitério secular.
Quem deseja planejar a viagem perfeita para um verdadeiro refúgio com ilhas paradisíacas e ótima gastronomia, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Achadinhos da Carioca, que conta com mais de 363 mil visualizações.
No conteúdo, o canal Achadinhos da Carioca mostra um roteiro completo com a Ilha de Itacuruçá, a Ilha dos Martins, a Praia de Águas Lindas, a Praia da Maria Russa, a Praia do Funil, a Praia da Caixa d’Água e dicas imperdíveis do que fazer em Itaguaí, Rio Janeiro.
Quando visitar Itaguaí?
A cidade tem clima tropical quente e úmido, com verões chuvosos e o restante do ano mais seco. Os meses mais frescos são os melhores para os passeios de barco pela baía.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Itaguaí?
A cidade fica a cerca de 70 km do Rio de Janeiro, na Costa Verde, com acesso pela Rodovia Rio-Santos e pela BR-101. A proximidade da capital fluminense torna o trajeto curto, ideal para um bate-volta de praia e história.
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Vale conhecer Itaguaí
Poucas cidades reúnem uma igreja de quase 300 anos, o caminho de um imperador e a tecnologia que constrói submarinos nucleares. Itaguaí mistura passado colonial e futuro estratégico na beira da Baía de Sepetiba.
Você precisa conhecer Itaguaí e descobrir a cidade onde o Brasil aprendeu a navegar nas profundezas do Atlântico.

