Imagine pagar o pão da padaria com uma moeda que só existe na sua cidade. Em Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, isso é rotina desde 2013, quando nasceu a Mumbuca.
O que é a Mumbuca a moeda social de Maricá?
A Mumbuca é uma moeda própria que circula apenas dentro do município, com paridade de um para um com o real. Cada mumbuca vale R$ 1 e só pode ser gasta no comércio local.
Ela foi criada em 2013 e batizada com o nome de um dos principais rios da cidade. Maricá foi a primeira cidade do Brasil a ter uma moeda social inteiramente digital, sem papel-moeda, segundo a Agência Brasil. A moeda paga o programa Renda Básica de Cidadania, financiado pelos royalties do petróleo, conforme a Prefeitura de Maricá.

Como o petróleo transformou uma cidade-dormitório
O dinheiro que sustenta tudo vem do mar. A exploração do pré-sal na bacia ao largo da costa rendeu a Maricá uma das maiores receitas de royalties do país.
Com o caixa cheio, a prefeitura criou um Fundo Soberano e bancou políticas que viraram marca da cidade, como o transporte público de Tarifa Zero e o Passaporte Universitário, que oferece bolsa de estudo a moradores. O resultado apareceu nos censos: a população saltou 54,87% entre 2010 e 2022, passando de 127.461 para 197.277 habitantes, o maior crescimento do estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quais as melhores praias e lagoas de Maricá?
A resposta começa nos 46 km de praias oceânicas e seis lagoas que recortam o município. A cidade é a porta de entrada da Costa do Sol, com mar, restinga e serra num só lugar.
- Praia de Ponta Negra: cartão-postal de águas transparentes e areia clara, frequentada por surfistas, com farol no alto da colina.
- Praia de Itaipuaçu: primeira da orla, de mar aberto e forte ondulação, cercada por formações rochosas.
- Lagoa de Maricá: ampla área para caiaque, stand up paddle e passeios de pedalinho ao entardecer.
- Pedra do Elefante: ponto mais alto do Parque Estadual da Serra da Tiririca, com trilha e vista do oceano.
Detalhes dos atrativos estão no portal de Turismo do Rio de Janeiro.
Quem deseja planejar a mudança ou conhecer a realidade de se viver em uma das cidades que mais cresce no litoral fluminense, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Priscilla Mourão, que conta com mais de 2 mil visualizações.
No conteúdo, a Priscilla Mourão faz um relato sincero e completo sobre sua experiência de quase três anos morando na cidade, abordando temas essenciais como a segurança, a realidade dos aluguéis, as oportunidades de emprego, além de compartilhar detalhes sobre o funcionamento da escola pública e do sistema de saúde em Maricá, Rio de Janeiro
Um centro histórico que remonta ao século XVIII
No coração da cidade, as atenções se voltam para a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo. Seu estilo mistura o barroco e o neoclássico.
A construção começou em 1788 e o templo foi consagrado em 15 de agosto de 1802, embora as obras se estendessem por muitos anos. O conjunto guarda a memória de uma Maricá bem anterior ao boom do petróleo.
Qual a melhor época para visitar a cidade?
O verão é quente e chuvoso, ideal para praia logo cedo. O inverno traz dias amenos e secos, melhores para trilhas e lagoas.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Maricá
Maricá fica a cerca de 60 km do centro do Rio de Janeiro, com acesso pela rodovia RJ-106. De carro, o trajeto a partir da capital leva pouco mais de uma hora.
A cidade também é servida por linhas de ônibus intermunicipais que ligam a Niterói e ao Rio, ponto de conexão com o restante da Costa do Sol.
Conheça a cidade que reinventou suas regras
Maricá une um experimento econômico raro a um litoral de praias, lagoas e serra preservada. É um destino onde a paisagem natural caminha lado a lado com uma das histórias mais curiosas do Brasil recente.
Vá conhecer Maricá e veja de perto a cidade que paga renda básica em moeda própria e ainda guarda 46 km de praias.

