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TROCA-TROCA

Após críticas, Record TV desiste de trama nazista e escolhe nova reprise

Não foi dessa vez que a Record TV conseguiu reprisar a novela Vitória (2014) nas tardes da emissora. A trama que tem um núcleo de neonazistas recebeu duras críticas de atores e de parte do público nas redes sociais.


Para substituir Prova de amor (2005), foi escolhida de última hora outra produção assinada por Cristianne Fridman: Chamas da vida (2008) será reprisada pela segunda vez - a primeira foi em 2016. A obra é considerada por muitos a melhor novela do canal desde sua retomada na teledramaturgia, em 2004.

 

De acordo com as informações do jornalista Flávio Ricco, do portal R7, a estreia está marcada para o próximo dia 28, às 15h20.

 

Chamas da Vida é ambientada na Zona Sul do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense e conta com 253 capítulos. Tem no elenco principal nomes como Juliana Silveira, Leonardo Brício, Bruno Ferrari, Amandha Lee, Juliana Lohmann, Dado Dolabella, Andreia Horta, Victor Hugo, Claudiana Cotrim, Rafael Queiroga, Roger Gobeth, Luíza Curvo, Antônio Grassi, Jussara Freire, Lisandra Parede, André Di Mauro, Letícia Colin e Lucinha Lins nos papéis principais.


A história é centrada no romance entre o bombeiro Pedro (Leonardo Brício) e a publicitária Carolina (Juliana Silveira), que se apaixonam depois dele salvá-la em um incêndio.

 

Confira, abaixo, a chamada:

Entenda

Segundo o Notícias da TV, a direção do canal de Edir Macedo reconsiderou a decisão de reprisar o folhetim após a repercussão negativa e evitar uma possível rejeição à reapresentação. Recentemente, duas polêmicas que envolviam nazismo tomaram conta dos holofotes na mídia: a saída conturbada do youtuber Monark do podcast Flow por defender a criação de um partido nazista no Brasil; e o comentarista político Adrilles Jorge, que fez uma saudação nazista no encerramento de um programa da Jovem Pan News.


Ambos foram demitidos.

 

A escalação de Vitória causou constrangimento entre atores que fizeram o núcleo nazista. "Foi um dos trabalhos mais difíceis da minha carreira. Reproduzíamos um discurso de ódio em que, claro, ninguém do elenco acreditava. O pior é que recebíamos mensagens de apoio de parte do público", explicou Marcos Pitombo, que interpretou Paulão, em entrevista para a colunista Patrícia Kogut do jornal O Globo.

 

"O problema se dá pelo momento atual do nosso país e pela ascensão desse movimento. A questão é bem mais complexa", afirmou o ator, desta vez em seu perfil oficial no Twitter.


 

Na trama, Paulão era o braço direito de Priscila (Juliana Silveira), no núcleo ainda tinham como integrantes Bárbara (Liége Muller) e Enzo (Raphael Montagner). Juntos, o grupo agredia homossexuais, negros, índios e nordestinos, além de armar atentados terroristas apenas por ódio.

 

Vale destacar, que a obra está completamente editada desde 2019, quando foi preparada para substituir a segunda reprise de Essas mulheres (2005), mas foi cancelada em cima da hora devido ao massacre dentro da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, interior de São Paulo.

 

O caso foi em 13 de março de 2019. Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, invadiram o colégio armados e atiraram contra funcionários e estudantes - ambos já haviam estudado no local.


Após matarem oito pessoas, eles tiraram a própria vida.