Certa noite, em uma pizzaria delivery bastante popular, a gerente troca, em cima da hora, o motoboy que deveria fazer uma entrega. O rapaz escolhido chega a um prédio de classe média alta, onde é recebido por uma mal-humorada mulher carregando um bebê. Quando ela nota que o pedido não veio como queria, joga a pizza no chão. O rapaz passa poucos segundos no local. Quando retorna para a entrada do edifício, é alvejado e morre imediatamente.
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Em meio a essa trama, surgem outros personagens, todos envolvidos de alguma maneira com a história. O crime tem uma testemunha solitária: a jovem asiática, também ilegal, que vive um caso de amor com uma mulher padre. A religiosa é muito próxima de um deputado do Partido Trabalhista, ex-marido da cliente que pediu a pizza, contrário à política de imigração do Reino Unido.
Há também a soldado do Exército que sofre de transtorno pós-traumático e é assediada pelo superior direto; a gerente da pizzaria que trocou a escala dos motoboys propositadamente. E, finalmente, as duas irmãs do morto, uma delas grávida, encaminhadas para uma instituição enquanto aguardam a deportação.
Com bom ritmo – cada novo episódio é aberto com uma cena de ação, embalada por uma pérola pop –, Collateral é uma série eminentemente feminista. As mulheres, a despeito dos problemas, são aparentemente bem resolvidas e independentes. Os homens, como o deputado David Mars (John Simm), estão perdidos, sempre um passo atrás.
A série peca por querer abraçar o mundo de uma só vez. Com temas tão prementes como pano de fundo, é quase um balaio de gatos – a narrativa, miraculosamente, não deixa fios soltos em seu desfecho. Agora, o tom politicamente correto – a imigrante ilegal namorada da religiosa, ainda por cima, trabalha com moradores de rua – é tão exagerado que deixa várias situações à beira do inverossímil.
Abaixo, confira o trailer de Collateral:
COLLATERAL
Minissérie britânica em quatro episódios. Disponível na Netflix.