Débora Falabella conta que se inspirou em mulheres manipuladoras para criar vilã

Intérprete de Irene em A força do querer, diz que novela é obra aberta

09/07/2017 09:12

Tata Barreto/Divulgação
(foto: Tata Barreto/Divulgação)
Débora Falabella cresce em cena. A intérprete da vilã Irene de A força do querer, novela das 21h da Globo, fala em um tom mais baixo que o de sua personagem no folhetim. Quem vê a atriz, calma e objetiva, descrevendo o seu trabalho demora a associá-la à ardilosa arquiteta. Na trama de Glória Perez, Irene, na verdade, se chama Solange e esconde um segredo que só Mira (Maria Clara Spinelli) conhece. Débora não gosta de julgar as atitudes de Irene, comenta sobre a relação da vilã com Eugênio (Dan Stulbach) e revela o que o público pode esperar da personagem. Afastada das novelas desde 2012, quando interpretou a Nina de Avenida Brasil, a atriz mineira, aos 38 anos, faz um balanço do que mudou em sua carreira desde o início, em O clone (2001), e fala do Grupo 3, sua companhia teatral.

Você se inspirou em alguma vilã para interpretar a Irene de A força do querer?

A gente tem vilãs maravilhosas na nossa dramaturgia. Desde a Adriana (Esteves), com quem trabalhei em Avenida Brasil (2012), até a Renata Sorrah, que fez a Nazaré em Senhora do destino (2004/2005). Mas não fico me ligando a isso. Prefiro prestar atenção em mulheres que têm um pouco dessa pegada de serem manipuladoras, às vezes um pouco obsessivas. Novela é obra aberta, o que é uma delícia. Não saber exatamente para onde seu personagem vai é uma montanha russa. Não tento defini-la, estou aberta para o que vier.

Irene escolhe seduzir o Eugênio por ele ser um alvo fácil?

Sim, ela escolhe o Eugênio porque ele é um homem frágil. Isso é dito já no texto. Ela percebe a carência dele. É uma mulher que gosta de conquistar. Parece até que tem alma masculina, porque precisa fazer com que essa pessoa se apaixone por ela. Então, arma para ficar com aquele homem. E aí não importa se ele é casado ou não.

A personagem guarda segredos. Do que ela será capaz?

A Irene pode ser capaz de tudo. Mas também pode não ir por esse caminho e ser apenas uma mulher que luta pelo que quer. Quantas mulheres não são assim? Claro que podem ou não duvidar do caráter dela, mas a gente não conhece a fundo para julgar. Quando você vai fazer uma personagem assim, o principal é não julgá-la, não defini-la como mulher má, porque senão ela vai para a tela já com essa carga.

O que mudou na Débora entre O clone e A força do querer?

O amadurecimento traz consequências muito boas para nós, atrizes, e para as mulheres em geral. A gente fica um pouco mais relaxada para trabalhar, diverte-se mais. Em O clone, eu era mais jovem, claro que existe um frescor daquilo que está acontecendo pela primeira vez. Mas, por outro lado, a gente amadurece e consegue aproveitar mais o trabalho.

Foi bom passar cinco anos longe das novelas?

Não fiz novela nesse período, mas estive em duas séries: Dupla identidade (2014) e Nada será como antes (2016). Novela é uma saga mesmo. Você se prepara para ficar um ano em função daquilo. Aconteceu dessa forma e foi muito bom, porque Avenida Brasil marcou muito. Para mim, foi interessante logo depois pegar uma personagem tão diferente como a Ray de Dupla identidade. Depois veio a Verônica, que contava a história da televisão numa série que adorei fazer. Fora isso, fiz cinema e sempre trabalhei com minha companhia de teatro.

Você nunca deixa de fazer teatro?

Como a companhia é minha, nunca deixei de fazer teatro. Desde 2005, mantenho o Grupo 3 com o Gabriel Paiva e a Yara de Novaes, então é claro que a gente vai se ajeitando. Nesse tempo fora das novelas, fiz muito teatro. Recentemente, terminei uma temporada. Então, está ótimo também, porque tenho um tempo para me dedicar à novela. (Raquel Rodrigues/Estadão Conteúdo)

QUATRO MOMENTOS



» 2001 Novela O clone

» 2012  Novela Avenida Brasil

» 2014  Peça Contrações

 

» 2016 Novela Nada será como antes

 

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