Eles afirmam que evidencias de estudos clínicos, conduzidos em diversos países, em geral, não indicaram uma associação significativa entre o colesterol que nós ingerimos e o risco de doença cardiovascular.
Recomendam, então, que a orientação dietética deve se sustentar em padrões dietéticos saudáveis, como a dieta do tipo do mediterrâneo ou a clássica dieta para redução e controle da hipertensão arterial, que geralmente apresentam um baixo teor de colesterol.
Esses padrões de dieta enfatizam o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, produtos lácteos com baixo teor de gordura ou mesmo sem gordura, fontes de proteína magra, nozes, sementes e óleos vegetais.
E concluem que recomendar uma dieta específica para a redução do colesterol, com base no contexto dos alimentos que devem ser preferidos e ou evitados, desafia médicos e pacientes, além de pouco produtiva. Orientações que suportem padrões alimentares mais saudáveis, seguramente são mais factíveis, influenciando positivamente na melhora do padrão dietético e na promoção da saúde cardiovascular.
Por fim, vale lembrar que em torno de 70% do colesterol sanguíneo provêm da síntese no fígado e que independe da dieta. Cada vez mais fica lúcida a indicação das estatinas na redução do colesterol, sabendo que sua ação principal é no bloqueio das enzimas no fígado que produzem o colesterol.
Não estamos aqui, de forma alguma, fazendo apologia ao churrasco, de maneira que a observância de uma dieta equilibrada e saudável faz bem ao nosso coração.