Como evitar quedas de idosos no domicílio?

Cair e morrer dentro de casa é muito mais comum do que as pessoas imaginam. Adotar medidas de segurança é fundamental para tornar o ambiente seguro

Segs/reprodução
(foto: Segs/reprodução)

O Brasil ainda está em choque com a morte prematura de Gugu Liberato. Com apenas 60 anos de idade, uma trajetória de vida de sucesso, um futuro promissor a ser usufruído, em um momento de descanso e confraternização em família e dentro de sua própria casa, Gugu sofreu uma queda que pôs fim a tudo isso. A todo lado ouvimos os comentários estarrecidos: Tão novo! Que morte “boba”! Dentro de casa!

Infelizmente, cair e morrer dentro de casa é muito mais comum do que as pessoas imaginam. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2017, as quedas representaram a 13ª causa de morte nas pessoas acima de 70 anos e a principal causa de morte acidental nessa população. A taxa de mortalidade por queda foi 10 vezes maior nesse grupo de pessoas do que na população geral.

A prevalência de queda aumenta com o aumento da idade. Nas pessoas com idade igual ou superior a 80 anos, essa prevalência é de 40%. Quer dizer que entre 10 pessoas com mais de 80 anos, quatro sofreram pelo menos uma queda nos últimos 12 meses.
 
E cair em casa? Será que é comum? Ou será que as pessoas caem mais quando estão andando nas ruas ou dentro dos transportes públicos, por exemplo?

O local onde a maioria das quedas acontecem, entre os maiores de 60 anos, é dentro da própria casa. A queda é o acidente doméstico que mais acontece e o que gera consequências mais graves aos idosos. 

Saber quais os fatores podem causar uma queda e identificar se estamos expostos a eles é o primeiro passo para evitarmos as quedas no domicílio. O passo seguinte é adotar medidas de segurança para tornarmos nossos ambientes de casa mais seguros.

São vários os fatores que aumentam a chance de uma queda acontecer. Existem fatores que se relacionam com a própria pessoa, como o desequilíbrio, o uso de medicamentos para dormir, a fraqueza muscular, as doenças que interferem na forma da pessoa andar (doença de Parkinson, artrose dos joelhos, sequelas de acidentes vasculares cerebrais ou “derrames”), o fato de a pessoa já ter caído antes e outros.

Existem também os fatores ambientais. Uma casa que tenha obstáculos no caminho por onde as pessoas andam, que tenha tapetes nos quais as pessoas possam tropeçar ou até com baixa luminosidade durante à noite, quando muitas pessoas costumam se levantar para ir ao banheiro, é uma casa que oferece risco de quedas. 

Situações como a que aconteceu ao Gugu são menos comuns e por isso mais difíceis de serem prevenidas. Poucas pessoas no nosso meio conhecem ou já foram orientadas quanto à forma correta de se locomover nos sótãos das casas, e existe uma forma correta de se fazer isso, utilizando apenas as vigas como apoio ao peso do corpo. Mas, as quedas em casa que mais frequentemente ocorrem podem e devem ser prevenidas.
 
Podemos evitar quedas cuidando do nosso ambiente. Evitar objetos que sejam obstáculos à nossa locomoção, evitar tapetes, manter uma iluminação no caminho do quarto ao banheiro, utilizar corrimão de apoio nas escadas e instrumentos de apoio no banheiro, reduzem o risco de cair. 

Cuidar bem da nossa saúde, praticar atividade física que estimule ou mantenha nossa força muscular, alimentar de forma adequada para evitar tanto a obesidade quanto o baixo peso, evitar medicamentos que causem sonolência e comunicar ao médico caso estejam se sentindo tontos ou desequilibrados, certamente poupará das quedas e suas consequências. 

Nossa vida é preciosa e muitas vezes nos deparamos com doenças ou limitações que não estavam nos nossos planos e para as quais não existe prevenção. No caso das quedas é diferente. Evitar esse tipo de acidente depende, em grande parte, de nós mesmos. 

Você tem dúvidas e perguntas sobre envelhecimento? Mande pra mim: julianacicluz@gmail.com
 
 

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