Viver com qualidade requer sentido, significado e propósito para ser uma pessoa autorrealizada

Para sermos bem-sucedidos, é importante buscar a autorrealização em todas as esferas da existência, o que é um aprendizado

por Lilian Monteiro 15/11/2017 09:00
Beto Novaes/EM/D.A Press
Emília Pimenta é life coach em emagrecimento e vida saudável e relacionamentos (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Todos buscam viver melhor, sonham com a qualidade de vida no ambiente familiar, social e no trabalho. Conquista que parece ser uma luta diária, estressante e, para muitos, difícil de alcançar. Onde estamos errando? Emília Pimenta, meta coach e trainer em neurossemântica e PNL (programação neurolinguística), master practionner em PNL e coach de desenvolvimento humano, acredita que não se trata exatamente de onde estamos errando, mas do que nos está faltando. “Entendo que não podemos fazer escolhas com base em opções que desconhecemos. Uma vida com qualidade diz respeito a uma vida com sentido e propósito. Atualmente, e de certa maneira, as opções que nos são dadas como referência de uma vida 'normal' e 'relativamente' bem-sucedida dizem mais respeito a como ter uma vida de realizações e o que se ganha por fazer algo do que como ser uma pessoa autorrealizada.”

Emília Pimenta, que também é life coach em emagrecimento e vida saudável e relacionamentos, explica que a autorrealização envolve vários aspectos, como a autoconsciência e a autodescoberta. “As pessoas devem descobrir quem são realmente. Elas se desenvolvem por meio do aprendizado, de mudanças e recebendo feedbacks. E ao se tornar mais autênticas e reais, ao descobrir seus talentos e visões, criam sua forma única e passam a viver com integridade. Nos autorrealizamos com a criação de significados, de valores, propósito e precisamos ter uma direção.” A coaching destaca que a qualidade do nosso desenvolvimento depende da qualidade dos significados que criamos, até porque são eles que gerenciam pensamentos, emoções, habilidades e relacionamentos. “Não nos conhecer, e não saber para onde estamos indo, por si só já são gatilhos de estresse. Afinal, quem está bem quando está perdido ou lhe falta uma informação importante?”

Alcançar uma vida saudável convivendo com o estresse contemporâneo e a urgência em todas as searas parece ser um trabalho hercúleo. Emília Pimenta alerta que se considerarmos esse estresse como um estado contínuo de preocupação e ansiedade, muitas vezes com irritabilidade, em que tudo parece urgente, gerando emoções negativas e até comportamentos indesejados, um bom recurso para alcançar o equilíbrio está no desenvolvimento da inteligência emocional. Para isso, a coach diz que é fundamental a consciência das emoções de maneira a ter um autocontrole e saber o que podemos aprender com elas. “É importante entender que estresse é uma resposta neurofisiológica desencadeada por um estímulo que pode ser externo e interno, a depender da nossa estrutura de pensamento. Ou seja, como construímos nossos significados frente aos eventos da vida. Na verdade, funciona como um mecanismo regulatório para o organismo que precisa se adaptar às diferentes situações e emoções.”

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Emília Pimenta ressalta que um pouco de estresse é bom para nos manter desafiados e produtivos. “É o chamado eustress. O problema é quando esse estresse não é mais tolerável ou nos faltam recursos e habilidades para lidar com as situações. Nesse caso surge o que hoje chamamos de distress, ou estresse negativo, associado a sintomas fisiológicos e comportamentais desfavoráveis a uma vida de qualidade. O segredo está em estimular habilidades que desenvolvam a inteligência emocional, associada a um conhecimento diferencial entre o que é importante e o que é urgente.”

A verdade é que tudo na vida exige vontade, desejo de agir para mudar. E ninguém pode fazer isso pelo outro. No entanto, há ferramentas e caminhos e quem acionar no caso de ajuda. A neurossemântica é a ciência, apoiada na neurociência, que se refere a significados e significância (semântica). É sobre como criamos os significados diante dos eventos da vida. “Para a neurossemântica, somos criadores de significados e podemos aprender a mudá-los. Pensamentos, ideias, conceitos, valores, crenças, aspectos culturais, percepções que podem nos ajudar, mas também atrapalhar. Podemos ter significados que nos empoderam ou que são tóxicos e nos impedem de viver uma vida mais plena e de atingir nossas metas e sonhos. A neurossemântica tem ferramentas para que você possa viver de forma mais plena, o que chamamos de viver sua melhor versão, e isso tanto em âmbito pessoal quanto profissional”, destaca a coaching.

Emília Pimenta enfatiza que a neurossemântica é uma ciência aplicada a processos transformacionais. “Direcionada a qualquer pessoa que queira mudar, ter ações mais efetivas na vida e ter pensamentos mais empoderadores. É o modelo aplicado quando precisamos mudar os significados que regem a nossa vida. Para ser uma pessoa autorrealizada, não basta simplesmente realizar, é preciso fazê-lo com um alto nível de significado. Por isso, é preciso entender como criamos essa estrutura mental de significados, de maneira a usar e construir os significados que nos levarão às nossas metas e sonhos. A autorrealização começa no nível cognitivo, logo envolve algum estudo, treinamento e processo de coaching. É a partir do conhecimento que se tornam disponíveis talentos, dons e potenciais de cada um para serem colocados em prática de maneira a concretizar as metas. Isso explica por que o coaching é para pessoas psicologicamente saudáveis, o que preferimos chamar pessoas funcionais, ou seja, com força de ego.”

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